Trifolium repens

Trifolium repens Caroline Nunnenkamp

Caroline Nunnenkamp

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Nome científico: Trifolium repens L.
Família: Fabaceae
Conhecida popularmente: Trevo-branco
Grau de ameaça: NE.¹ 
Biomas em que ocorre: Mata Atlântica, Pampa.
Floração: setembro a novembro.
Frutificação: novembro a dezembro.
Sobre essa espécie: O trevo branco é uma herbácea perene da família Fabaceae. O epíteto específico repens origina do latim e significa rastejar. É uma espécie de crescimento prostrado, pouco ramificada, glabra, de 20 a 30 cm de altura. As raízes pivotantes são bem numerosas, podendo atingir até 30 cm. Já as folhas são erguidas, digitadas, com ausência de pilosidade, trifoliadas, largamente pecioladas, bordas serrilhadas com estípulas e apresenta manchas claras em formas de “V”. A flor é branca e levemente cor-de-rosa com inflorescência formada em capítulo, umbeliforme, e contém de 30 a 40 flores. O legume é linear e apresenta entre 2 a 4 sementes. Propaga-se exclusivamente por semente. É originária da Europa, sendo, portanto, uma leguminosa exótica e que foi introduzida no Brasil pelo seu potencial como forrageira. É uma excelente restauradora de solo, com alta capacidade para fixar o nitrogênio do ar. No Rio Grande do Sul é bastante utilizada como planta forrageira e que acabou se naturalizando em todo o Planalto Meridional, tornando-se indesejável em muitas situações. É muito comum em áreas de gramados de jardins, praças esportivas, pomares, beiras de estradas e jardins, onde é resistente, tolerando pisoteio e cortes frequentes. Desenvolve-se, principalmente, durante a primavera, quando floresce intensamente. Em regiões um pouco mais frias e onde a chuva é bem distribuída, o trevo-branco pode ser considerado perene. Já em situações onde a região é mais quente e sujeita à secas, seu período produtivo é reduzido, passando a apresentar um comportamento anual e de ressemeadura natural. 

¹ Classificação conforme Lista Vermelha da flora brasileira.

Referências:

Iganci, J.R.V.; Vincent, M.A.; Miotto, S.T.S. Trifolium in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB600068>. Acesso em: 25 mar. 2024.

LEITE, L.G., DEWES, I.S.L., BITENCOURT. D., GARCIA, J. C., MAZZOCATO, A.C. Caracterização Morfológica de quatro Genótipos de Trevo Branco (Trifolium repens) na Região da Campanha-RS. 4º Encontro de Ciência e Tecnologia do IFSul Câmpus Bagé, 2018. Disponível em: <https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/203349/1/Anais4Encif2018TrevoBranco.pdf>. Acesso em: 25 mar. 2024.

LORENZI, Harri. Plantas Daninhas do Brasil: terrestres, aquáticas, parasitas e tóxicas. Quarta Edição. Nova Odessa, São Paulo: Instituto Plantarum, 2008.

Palavras-chave: bioma Pampa, bioma Mata Atlântica, bioma Cerrado, Campos Sulinos, vegetação campestre, flora, família Fabaceae, exótica naturalizada.

Key words: South Brazilian Grasslands, grassland, grassland vegetation, open ecosystems, Fabaceae family, naturalized exotic.

O Flora Campestre é uma plataforma com o objetivo de divulgar conhecimento cientifico para o máximo de pessoas possíveis. A construção desta plataforma é realizada por iniciativa da equipe de divulgação científica do Laboratório de Estudos em Vegetação Campestre (LEVCamp) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.