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Vacina contra a gripe: Em hipótese nenhuma prejudicará a saúde do paciente, esclarece especialista

Com déficit de 16% na vacinação do público-alvo, ministro da Saúde anunciou nesta segunda-feira, dia 27, a prorrogação da campanha nacional que terminaria no final de maio.

#RedaçãoHumanista*

A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe será prorrogada. A informação foi confirmada pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mendetta, nesta segunda-feira, dia 27, às vésperas da data inicial prevista para o encerramento da campanha: 31 de maio. A meta da pasta era vacinar 90% do público-alvo (59,4 milhões de pessoas). Até agora, apenas 71,6% (42,5 milhões) foram imunizados. “Sempre prorroga[a campanha]. Não tem por que não prorrogar. A gente coloca uma meta no tempo para ver se as pessoas se conscientizam, se as secretarias [estaduais de Saúde] se conscientizam” argumenta Mandetta.

Em Porto Alegre, conforme dados da prefeitura desta segunda, 27, 401.213 pessoas já haviam sido imunizadas. Puérperas, indígenas e professores superaram os 90% de imunização. Grupos como crianças e pessoas com doenças crônicas apresentam percentuais de 57,5% e 50,6%, respectivamente. Gestantes ainda estão abaixo da meta: 49,5%.

“Reforçar a campanha é uma maneira de enfatizarmos a importância da vacina. Até alguns anos atrás, antes de 2009, por exemplo, tivemos uma pandemia do vírus influenza A (H1N1) que causou milhares de mortes no mundo”, afirma ao portal Humanista o chefe do Serviço de Controle de Infecção do Hospital São Lucas, da PUCRS, Fabiano Ramos. A função da vacina é prevenir contra o vírus e, principalmente, contra casos graves que podem levar à morte. “

O contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre pode ser feito pelo telefone (51) 3289-2425 ou pelo e-mail ouvidoria@sms.prefpoa.com.br. E aqui você encontra a lista com todas as unidades de saúde do município, telefones e os horários de atendimento.

 

Fake news

Vacinas são os principais aliados na prevenção. Formada por pedaços de microrganismo como vírus e bactérias, elas simulam uma doença para estimular a criação de anticorpos. Assim, o corpo estará preparado para enfrentar uma futura enfermidade. Nos último anos, a vacinação vem sofrendo com dificuldades de adesão devido a inúmeras fake news disseminadas por grupos anti-vacinas. As publicações duvidam da eficácia e ligam o medicamento a casos de autismo, efeitos colaterais e até a morte.

“Normalmente, a reação mais comum é dor no local da aplicação, febre e dores no corpo. Mas, em hipótese nenhuma, a vacina vai causar um quadro grave a ponto de comprometer a saúde do paciente como o vírus influenza poderia comprometer”, explica Fabiano Ramos. Sobre as fake news, o médico é enfático: a população deve “buscar a informação em sites de veículos confiáveis ou da [SBI] Sociedade Brasileira de Infectologia“.

É comum ouvir pessoas relatando que ficaram gripadas após a aplicação. Segundo Ramos, a vacina apresenta apenas o vírus morto. Como o invasor possui um tempo de incubação, o indivíduo pode ter contraído o microorganismo antes de receber o medicamento, manifestando-se apenas depois da vacina – o que acaba gerando um ambiente fértil para a proliferação de fake news.

Devido a constante mutação do vírus, a vacina está sempre se atualizando. A deste ano apresenta duas cepas novas: a H3N2 e influenza Tipo B. O público alvo da campanha é formado por crianças de seis meses a menos de seis anos, gestantes, trabalhadores da saúde, indígenas, idosos (acima dos 60 anos), professores e pessoas com doenças crônicas.


*Com informações da Agência Brasil

FOTO: Tomaz Silva/Agência Brasil

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