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Parasita: um olhar a partir dos direitos humanos

Atenção: pode conter spoilers. Humanista analisa o filme coreano que marcou o ano de 2019, sucesso de crítica e público no mundo todo.

Raíssa de Avila / #CríticaHumanista

O diretor Bong Joon – Ho já havia impactado o público antes com os filmes Okja (2017), da Netflix, e O Hospedeiro (2016). Agora, em 2019, porém, o nome do diretor sul-coreano foi levado ao júbilo. O filme Parasita, que tem feito sucesso entre a crítica e o público, foi vencedor do Festival de Cannes e já é uma aposta a melhor filme estrangeiro e melhor filme no Oscar, prêmio máximo do cinema.

Para além de um bom filme, Parasita suscita questões que têm tudo haver com direitos humanos. O embalo do roteiro te conduz em um tom de comédia que rapidamente vai mudando ao escancarar questões de classe, reportando a realidade da Coréia do Sul… Mas que também parece muito com a do Brasil e, assim; a realidade do mundo.

O Humanista separou cinco tópicos abordados no filme, que tratam sobre direitos humanos e que colaboraram para o fenômeno do título. 

Assista ao trailer!



1- Desemprego

O filme conta a história de uma família que está desempregada e encontra dificuldades para se manter e encontrar emprego. A realidade retratada se espelha no mundo. Só no Brasil, a taxa de desemprego chegou a 11,8% no último trimestre.  

2- Fome

De forma sutil, a fome aparece como um dos efeitos colaterais do desemprego. Quando se tem algo para comer, qual a qualidade da refeição? Prestar atenção nessas nuances vão expondo a brutalidade da realidade no filme.

3- Moradia

Em Parasita, a família mora em um local onde a única janela fica na altura da calçada, no final de um beco. Ali, a degradação do ambiente fica explícita. O local marca onde a família fica em uma pirâmide: tão na base, que não alcança o nível da rua.

4- Relações de poder

Onde há muita riqueza, há muita pobreza. Onde há uma família rica, há trabalhadores da base que os sustentam. Como se dá essa relação entre classes? Qual o limite da sobrevivência? O que é certo e errado? Você consegue entender algumas decisões consideradas moralmente erradas se tiver um contexto amplo que justifique atitudes?

5- Acesso ao estudo

Em um país onde a educação é paga, o diploma é um bem de consumo. O consumo depende do dinheiro e as oportunidades se restringem. Fazer uma virada de vida baseada apenas na meritocracia é possível?


FOTO DE CAPA: reprodução

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