
Há alguns anos desde que o Conselho do IME criou a sua Comissão Permanente de Diversidade e Inclusão, com objetivo de acompanhar e propor iniciativas que tornem o nosso Instituto mais diverso e adaptado às diferentes necessidades de inclusão e acessibilidade, dentre outras.
Neste sentido, a Comissão trouxe à Direção do IME a proposta do “IMEzinho” um espaço adaptado para as mães que estejam visitando o nosso instituto com seus filhos, ou mesmo servidoras que sejam mães e necessitam estarem com seus filhos em nossas dependências por algum curto período de tempo.
Em termos de espaço físico, será dedicado um pequeno espaço dentro da Sala B110, que será munido de alguma estrutura: armário com brinquedos, cobertura no piso, poltrona, entre outros. Não será alterada a destinação daquela sala, que segue sendo uma sala multiusos, apenas será adicionado mais um tipo de uso e alguns materiais para tal. Do ponto de vista prático, a servidora mãe, ou qualquer servidor com vistas a terceiros visitando o IME, poderá reservar no nosso sistema, usando a finalidade “IMEzinho”. Cabe salientar que o uso daquele espaço para seminários, encontros e outros, inicialmente previsto, não tem sido tão intenso a ponto de que a nova finalidade seja prejudicial. Além disso, acreditamos que tornar nosso instituto um pouco mais amigável e receptivo às mães/pais/adotantes e outros em situação semelhante, é um grande avanço enquanto comunidade.
De acordo com a comissão, os benefícios/objetivos seriam:
- Contribuir para que mulheres mães possam frequentar as dependências do IME, seja para aulas, eventos, defesas, reuniões, ou quaisquer outras atividades ocorridas no Instituto, principalmente em períodos para os quais eventualmente não contem com rede de apoio para estar com a criança. Esse acolhimento será importante para evitar a exclusão de mulheres mães dos espaços acadêmicos.
- Contribuir para o retorno de recém-mães ao trabalho no período pós-licença maternidade, tendo em vista que este é um período bastante delicado para a maioria das recém-mães, que demanda muitas adaptações. Neste sentido, uma infra-estrutura de acolhimento, poderá contribuir para que a mãe se sinta próxima de seu bebê enquanto está no trabalho e possa atendê-lo(a) quando necessário.
- Contribuir para a continuidade do aleitamento materno, mesmo após o retorno da licença maternidade. Tendo em vista que a OMS preconiza o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, e a continuidade do aleitamento materno até os dois anos de idade; tendo em vista, ainda, que o período de Introdução Alimentar (IA) é longo, não linear e, até o primeiro ano de vida, a principal alimentação do bebê é o leite materno; torna-se fundamental criar mecanismos e infra-estrutura de acolhimento para que a recém-mãe possa continuar amamentando seu bebê, caso seja do seu desejo.
Por fim, diante das restrições de recursos de capital bem como das restrições a compras na UFRGS pela implantação do novo Sistema central de compras, que retirou das unidades a iniciativa das aquisições, eu gostaria de solicitar a quem possa a doação de algum destes itens:
a) Um armário pequeno ou médio para guardar brinquedos e livros infantis;
b) Um trocador de fraldas;
c) Livros infantis;
d) Entre 2 e 3 m² de tatames EVA coloridos;
d) Uma cadeira de alimentação.
Desde já agradecemos qualquer colaboração!

