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Ações, Povos originários, Sem categoria

Visita a Retomada Kaingang Konhun Mág

No último sábado, dia 24/06, viajamos para Canela-RS para conhecer a Retomada Kaingang Konhun Mág, comunidade que desde 2020 resiste no território onde seus antepassados Kaingang foram violentamente expulsos pela província e hoje aguarda um estudo de demarcação através da FUNAI.
A visita integra uma das atividades do projeto de extensão “Povos Originários em contexto urbano”, uma parceria entre o Margem_Lab com a Casa do Estudante Indígena da UFRGS (CEI-UFRGS), que tem como um dos objetivos acompanhar o projeto executivo de readequeação da antiga Creche Francesca Zacaro Faraco para Casa do Estudante Indígena, auxiliando o coletivo de estudantes na defesa de uma moradia que atenda suas necessidades territoriais e modos de vida, fundamentais para sua permanência na universidade.
Diante da demanda dos estudantes pela construção de uma Casa Ancestral dentro da CEI, espaço de referência para sediar suas atividades, assembleias, rituais, acolhimento do público externo, etc. o projeto prevê conhecer e interagir com diferentes comunidades indígenas da Região Sul aprendendo como são configuradas suas espacialidades, a fim de inspirar e fundamentar futuras construções na universidade.
A experiência na Retomada Kaigang Konhum Mág, que contou também com a entrega das doações de diversos parceiros de Porto Alegre foi gratificante, onde pudemos conhecer os sentidos, simbologias e materialidades de sua CASA ANCESTRAL através da escuta dos saberes transmitidos pela oralidade. Retornamos com o compromisso com os povos originários fortalecido e coração cheio. Isso sem contar o privilégio de participar de seus festejos de São João, sendo muito bem acolhidos com quitutes e diversão! Tivemos o imenso prazer de compartilhar essa viagem com os integrantes da LISAI, Liga Acadêmica de Saúde Indígena da UFRGS que luta por uma investida epistemica na universidade, à qual nos somamos na torcida por futuras ações em parceria!

Apoio: @faufrgs @acaoantifascistasocial

Ações, Objetos de fronteira

V Ciclo PROJETOS-OUTROS em Arquitetura e Urbanismo

Nessa segunda (05/06) inicia o ‘V CICLO Projetos-outros.
Com “Espaços interiores”, pesquisa da Profa. Ana Elísia da Costa (UFMG), e conta com a colaboração do Margem_LAB.

Inscrição prévia e links de transmissão: https://forms.gle/WiAK5Q5bmNNocc3u7

O debate PROJETO PARTICIPATIVO EM ESPAÇOS INTERIORES toma essa modalidade de projeto como lugar privilegiado de investigação e de (re)invenção de modos de “habitar”, especialmente quando desenvolvidos de modo participativo e colaborativo. Reconhece isso, especialmente, na produção coletivos e de projetos de ensino-pesquisa-extensão, de onde emerge soluções consensuadas entre todos os frequentadores dos espaços (proprietários ou gestores, funcionários ou colaboradores, usuários ou clientes), transcendendo programas de necessidades e modismos impostos. Atentas a recursos disponíveis e a valores culturais dos envolvidos, essas propostas são flexíveis, abertas a sobreposições de usos e a processos contínuos de transformação ao longo do tempo. Suas intervenções são “suaves” ou mínimas e seus leiautes contemplam móveis e artefatos reaproveitados, reciclados ou de baixo custo. Resulta disso feições “decadentes”, um habitar em ruínas; ou de “colagens”, abdicando de uma pretensa unidade compositiva; ou, ainda, de um “novo”, higiênico e nunca ostentador.
Para além do que se aparenta, contudo, nos questionamos: Quais os meios – instrumentos e procedimentos – são usados nesses projetos para mediar os interesses dos envolvidos? Quais são os seus enunciados e estratégias? Refletir sobre essas questões (e abrir outras) é o objetivo desse debate, o que se justifica por dar visibilidade a outros modos de ver-fazer o projeto e por poder subsidiar fazeres semelhantes.

Ações, Narrativas a Margem

Seminários de pesquisa do Laboratório 2023

Temos apostado na pesquisa como invenção de mundos ao invés de descobertas técnicas da verdade, buscando acolher modos, saberes e fazeres que nos exigem um posicionamento ético e político distante dos imperativos modernos supostamente neutros, dicotômicos, encerrados. Uma busca sempre em movimento de racionalidades alternativas, alicerçadas em uma ética planetária, uma política da partilha.

Acreditamos que é na troca, na escuta, e na transmissão, também das experiências de pesquisa, que o laboratório cresce e se expande, tornando mais porosa e instigante a prática investigativa historicamente solitária.

Quinzenalmente a partir dessa quarta-feira nos encontraremos na Faculdade de Arquitetura para dialogar sobre as pesquisas internas do laboratório, em diferentes fases de [des]envolvimento.
Vem 2023!

/// No dia 17/05, 31/05, 28/06 e 19/07 estaremos às 9h na sala 511, da Faculdade de Arquitetura.

Ações, Ensino, Gênero, Raça e Colonialidade, Narrativas a Margem

Conversa sobre Territórios e feminismos

Na quinta-feira 23 de março, àss 19h, faremos uma conversa sobre Territórios e Feminismos no auditório da Faculdade de Arquitetura, tendo como base de diálogo a experiência de três mulheres que empreendem uma luta cotidiana pelo direito à cidade. A ideia é compor um debate a partir de diferentes olhares contemplando a perspectiva popular da militância urbana pelo direito à moradia, passando pela afirmação da ancestralidade negra quilombola em contexto urbano, além do tensionamento constante na produção do conhecimento científico patriarcal e eurocentrado nos estudos urbanos pela abordagem feminista.

Visibilizar as narrativas femininas que resistem como devir-mulher diante dos processos de espoliação de recursos, expressa na precarização de serviços, equipamentos e politicas públicas necessárias para a manutenção da vida, reposiciona os estudos urbanos na perspectiva do reconhecimento da diferença. E transgride os processos constitutivos do projeto e planejamento das cidades enquanto configuração modelada pela narrativa universalizante racista, patriarcal e eurocentrada. O encontro entre perspectivas advindas da luta ancestral e popular e do tensionamento das estruturas do conhecimento, compõe um agenciamento capaz de desestabilizar a ordem dominante, construindo pontes para cidades pautadas pela justiça social e reparação histórica.

Estarão conosco:
Fabiane Figueiredo Xavier – Liderança da Associação Comunitária e Cultural Quilombo do Areal @quilombodoareal

Ceniriane Vargas da Silva, Coordenadora Estadual do Movimento Nacional de Luta pela Moradia – RS
@ceniriani

Diana Helene, professora e pesquisadora do curso de Arquitetura e Urbanismo e do Programa De Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas
@crocomila

Vem construir esse diálogo conosco!!
Essa é uma atividade vinculada ao PROPUR Tópico Especial – Gênero, raça e colonialidade: pistas para outras epistemologias nos estudos urbanos e ao Grupo de Pesquisa Margem_laboratório de narrativas urbanas, com apoio da Faculdade de Arquitetura e do DAFA Diretório Acadêmico da Faculdade de Arquitetura.

@dafa_ufrgs / @propur.ufrgs / @faufrgs

Disciplinas, Narrativas a Margem

Tópico Especial PROPUR: Gênero, raça e colonialidade

Receberemos em março a professora e pesquisadora Diana Helene Ramos (UFAL) para um Tópico Especial do PROPUR/UFRGS de 5 encontros, com objetivo de produzir uma reflexão sobre o modo como as intersecções entre gênero, sexualidade, raça, etnia e classe convocam epistemologias outras que tensionam o modus operandi do conhecimento científico e seus efeitos nos estudos urbanos.

A realização do curso tem a ver com a busca cada vez maior pela perspectiva de gênero nos estudos urbanos. A relevância desse movimento deve ser acompanhada pelos programas de pós-graduação em urbanismo e planejamento urbano e regional, uma vez que o protagonismo feminino e suas relações interseccionais vem se estabelecendo como um atravessamento fundamental em estudos referentes à habitação, mobilidade, direitos civis e urbanos, entre outros. Em consonância com esta perspectiva, a reflexão sobre as incidências da colonialidade na estruturação e dinâmica do espaço urbano nas cidades brasileiras, abre espaço para modos de pensar/planejar o urbano referenciados na diferença como direito humano.

A disciplina tem 20 vagas e ocorre na modalidade presencial nas manhãs dos dias 20, 21, 22 e 23 de março, sendo o último encontro no final da tarde de quinta-feira, dia 23 de março, em forma de palestra aberta no Auditório da Faculdade de Arquitetura.

Essa é uma parceria construída pela Profa. Daniele Caron através do grupo de pesquisa Margem_laboratório de narrativas urbanas, e também uma atividade que busca reforçar a política de Ações Afirmativas do PROPUR.

INSCRIÇÕES: Para se inscrever você deve enviar e-mail para propur@ufrgs.br informando o PPG ao qual está vinculada(o), solicitando inscrição na disciplina URB 00024. Anexar a esse e-mail a concordância da(o) orientadora(o).
As inscrições irão até dia 08 de março!

Outras Informações através do e-mail daniele.caron@ufrgs.br.

Ações, Narrativas a Margem

1° Encontro Nacional dos Povos Originários e Negros (ENAPON)

Aconteceu entre os dias 23 e 26 de novembro o 1º Encontro Nacional dos Povos Originários e Negros (ENAPON), realizado pela ABET – Associação Brasileira de Etnomusicologia.
Durante os 4 dias foram realizadas rodas de conversa sobre o legado negro africano cultural, as tradições afro-brasileiras e sobre a saúde da população negra no Brasil.
O Margem_lab teve a oportunidade de participar de algumas das atividades como a Roda de Conversa no Quilombo Chácara das Pedras em Canoas, com a presença da Dra. Eliane Almeida (FACED/UFRGS), representando o Conecta Quilombo, um projeto de inclusão digital para adolescentes e jovens quilombolas; o Mestre Cica de Òyó, criador da associação cultural “GEL Cultura Africana”, que organiza diversos eventos de pesquisa e divulgação da cultura africana, além de ser referência em promover e preservar a língua yorùbá no Brasil, trazida da África; e claro, o Prof. Dr. Kwasi Ampene, professor na Universidade Tufts, em Massachusetts e especialista nas tradições musicais dos Akan de Gana, seu país de origem. Uma tarde importante para o nosso laboratório, onde a escuta de vozes africanas nos apresenta sentidos de mundo fundamentais para a transformação das estruturas do conhecimento.
No Ponto de Cultura Campo da Tuca, uma oportunidade de escuta sobre as memórias da luta comunitária por cultura, educação e direitos culturais, e a importância do tambor na cultura africana e afro-brasileira, com figuras importantes na cultura afro-brasileira em Porto Alegre, como o Edu Nascimento do Quilombo do Sopapo e o Paulo Romeu do AfroSul Adomodê.
No encerramento do evento, no Instituto de Artes da UFRGS, pudemos conhecer um pouco do trabalho da Prof. Dra. Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, que teve grande participação na Lei 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história da África e das culturas africana e afro-brasileira no currículo da educação básica no Brasil.
O Margem_lab agradece imensamente a oportunidade dos contatos e vínculos de conhecimento e afeto estabelecidos ao longo destes dias. Esperamos contribuir para a ampliação de novos modos de pensar e agir dentro e fora da universidade.

Ações, Narrativas a Margem, Povos originários

OFICINA Memórias das águas do Riacho Jacareí

Nesta sexta-feira, dia 02/12, ocorrerá a oficina de Foto-Paisagem pelo percurso do antigo traçado do Riacho Jacareí, nome pelo qual era chamado o atual Arroio Dilúvio pelo povos originários que por suas sinuosidades naturais circulavam.

A caminhada iniciará na Ponte de Pedra, localizada na Praça dos Açorianos, passará pela Rua da República, e após pela João Alfredo, conhecida antigamente como Rua da Margem, esta que desde sua formação foi caracterizada por abrigar a população invisibilizada de Porto Alegre. Percorrendo os antigos meandros, passaremos pela região da Ilhota, um dos territórios negros do século 20, que como tantos outros, está relacionado à história das remoções urbanas forçadas, prática essa que infelizmente ainda ocorre em tantas cidades brasileiras.

A proposta da oficina é a observação das temporalidades da paisagem urbana e a sua dinâmica histórico-geográfica em relação às margens da cidade. Através da andança fotográfica pretendemos construir narrativas urbanas que rompam com os regimes de autorização discursiva de cunho colonialista e racista, que infelizmente se atualiza constantemente na produção das cidades.

Vem construir essa narrativa com a gente!

Oficina gratuita e aberta a tod@s! 💛

Narrativas a Margem, Publicações

Artigo – ORLAS URBANAS: que paisagem fazemos durar?

“Orlas Urbanas: que paisagens fazemos durar?” é um artigo de autoria dxs pesquisadorxs margeanxs Daniele Caron e Gianluca Perseu para o Jornal da Universidade da UFRGS. Em um texto breve, buscamos explorar como a produção da paisagem contemporânea está longe de expressar toda a multiplicidade das formas de vida e de experiência que coexistem em nossas cidades.

Olhando para as orlas de Porto Alegre e, em especial, para a proposta de privatização e implementação do Parque da Orla no espaço do Parque Harmonia, procuramos explorar como certas versões de cidade (brancas, eurocêntricas, masculinas, cisgêneras, heteronormativas etc.) operam a instauração de regimes de (in)visibilidade e de (des)autorização discursiva.

Para ler, acesse: ufrgs.br/jornal/orlas-urbanas-que-paisagens-fazemos-durar/

Ações, Narrativas a Margem

Partilha de experiências comunitárias no Campo da Tuca

No último sábado, dia 19 de novembro, estivemos no Campo da Tuca para levar a Cartilha de Experiências das Oficinas de Narrativas Populares (2020) aos nossos queridos narradores Vanessa e Diego, do Campo da Tuca e Silvana do Morro da Cruz.


Neste dia, em que completava-se 2 anos da primeira reunião do Quilombo da Tuca, tivemos a oportunidade de conhecer a força dessa comunidade que vem construindo uma caminhada linda de luta antirracista na cidade, e se fortalecendo enquanto quilombo.


O Margem_lab é infinitamente grato pelos aprendizados durante as oficinas em que as comunidades narram suas histórias, seus cotidianos e suas lutas por uma cidade mais justa. Acreditamos que o encontro de saberes se dá ali, na roda de conversa, na troca de olhares, no abraço, e nas diversas redes que ainda podemos constituir juntes. Avante Quilombo da Tuca, contem conosco para as próximas! Abraço apertado!

Narrativas a Margem, Publicações

Publicação da cartilha NARRATIVAS COMUNITÁRIAS: Cartilha de experiências das oficinas de narrativas pem populares em Porto Alegre/RS

A cartilha, elaborada como um dos desdobramentos da experiência das Oficinas de narrativas, registra os processos de formação de vínculo entre o grupo e os narradores, e o processo metodológico utilizado, buscando valorizar a partilha de saberes e dar eco às vozes periféricas, disputando e desnaturalizando as narrativas hegemônicas que dominam a produção da cidade.