Author: gerente

Ações, Espaço de convergência social, Publicações

PUBLICAÇÃO – Cozinhas-Território: espaços de convergência social e comunitária – análise racial

O Rio Grande do Sul enfrenta sua maior crise humanitária há mais de um mês. As ações comunitárias tem sido essenciais para enfrentar as enchentes em comunidades marginalizadas, onde muitas contam com as cozinhas solidárias como espaços de convegência social.
Nesta cartografia, foram mapeados dados de raça (IBGE, 2010), cozinhas solidárias, populares e comunitárias cadastradas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome entre maio e novembro de 2023, e cozinhas emergenciais operando desde o início das enchentes de 2024 no RS. O mapeamento ainda está em andamento.
Observa-se quatro grandes áreas com maior concentração de pessoas negras, coincidindo com as três áreas de maior concentração de cozinhas. A leste, vemos parte dos bairros Mario Quintana e Morro Santana, e, à esquerda, o bairro Bom Jesus. Além de serem majoritariamente ocupados pela negritude, esse bairros são caracterizados pela falta de infraestrutura urbana e policiamento intensivo.
Mais abaixo, há uma concentração de cozinhas nos bairros em regiões mais altas, caracterizadas pelos morros onde, em muitos pontos, não há saneamento básico eficiente, como na Vila São José e Coronel Aparício Borges.
Ao sul, está o bairro Restinga, resultado de um grande movimento de espraiamento do Centro para as margens da cidade durante os anos 1970. Hoje, os espaços centrais, habitados majoritariamente por pessoas brancas, incluem alguns quilombos urbanos que remetem aos territórios negros do século XIX.
Esse cenário revela um forte retrato das desigualdades sociais impulsionadas pelo racismo estrutural presente nas políticas urbanas. Nessas áreas, onde a infraestrutura urbana é precária, as cozinhas solidárias oferecem o apoio que a gestão pública não garante.

Este texto resulta do Projeto de Extensão “Espaços de convergência social e comunitária” que integra o Programa “Reconstrução e adaptação dos municípios do RS no contexto da crise climática: ações da Faculdade de Arquitetura” da UFRGS. Além disso, é uma parceria entre o Margem_laboratório de narrativas urbanas (PROPUR/UFRGS), Encruzilhada_lab (PROPUR/UFRGS) e Nonada Jornalismo Cultural.

Ações, Espaço de convergência social, Publicações

PUBLICAÇÃO: Cozinhas-Território: espaços de convergência social e comunitária

Testemunhamos atualmente a maior crise humanitária decorrente de chuvas e alagamentos já registrada no Rio Grande do Sul, o que se soma à insuficiência das ações do poder público que faz perdurar a tragédia em territórios historicamente desatendidos por políticas urbanas. Neste contexto, iniciativas comunitárias ganharam destaque na cidade: é o caso das cozinhas solidárias que vêm dando suporte aos territórios afetados e agenciando redes de vizinhança importantes para a reestruturação territorial e política de diversas comunidades.
Diante do reconhecimento destes espaços como insumos matriciais para o planejamento urbano do porvir, estruturamos uma parceria entre o Margem_laboratório de narrativas urbanas (PROPUR/UFRGS), Encruzilhada_lab (PROPUR/UFRGS) e Nonada Jornalismo Cultural para um mapeamento cartográfico e narrativo sobre as cozinhas solidárias, populares, comunitárias e emergenciais como espaços de convergência social. O objetivo deste mapeamento é refletir criticamente sobre a crise socioambiental e política da cidade, e dar visibilidade a essa tecnologia social a fim de fomentar políticas públicas de organização social e territorial pautadas na comunidade.
Nesta primeira cartografia foram espacializados os dados relacionados à renda per capita (IBGE 2010), as cozinhas solidárias, populares e comunitárias cadastradas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome entre maio e novembro de 2023, e as cozinhas emergenciais que iniciaram seus trabalhos desde os primeiros dias das enchentes de 2024 no RS, cujo mapeamento segue em curso. Observa-se que a leste, centro e sul do município, a incidência das cozinhas se concentra majoritariamente em bairros de baixa renda, os quais frequentemente ocupam áreas de borda ou topo de morro com pouco acesso à infraestruturas urbanas, serviços, equipamentos e moradia digna. Observa-se também a incidência das cozinhas solidárias em bairros mais centrais e consolidados em termos de infraestrutura urbana, e que concentram boa parte da população de rua desatendida em todos os aspectos da vida social e urbana, além de ocupações urbanas em imóveis que não cumprem sua função social.

Ações, Espaço de convergência social, Extensão, Sem categoria

Vídeo-divulgação para retomada pós enchente de mais de 2024 ep. 2

Resistir e reexistir em meio às águas
📍Ep.2: Recuperando seu eletrodoméstico

O @margem_lab (UFRGS), a partir do GT – Espaços de Convergências Social e Comunitária – da @faufrgs , lança o segundo episódio dos vídeos informativos e educativos para dar suporte à reconstrução e reabilitação da vida dos territórios atingidos pelas enchentes.

Neste novo episódio, pensamos no problema dos inúmeros eletrodomésticos que foram alagados, e que nem sempre precisam ser descartados. Isso é fundamental, tendo em vista a dificuldade de acesso a um novo eletrodoméstico e os problemas ambientais decorrentes do acúmulo dos descartes. A partir de instruções de especialistas, incentivamos os próprios moradores a avaliarem a possibilidade de consertos simples de seus aparelhos.

Recorrendo à linguagem visual direta e com legendas e áudios para ampliar o acesso, os vídeos são curtos e compatíveis com o compartilhamento via WhatsApp.

Contamos com as nossas redes para replicar nos contextos que possam ser pertinentes!

Agradecimentos à equipe que o produziu e ao projeto de extensão da escola de engenharia da UFRGS: Ressignificando Eletrônicos @ressignificando.eletronicos cujo trabalho nos permitiu compor o roteiro.

Acesse o vídeo através do nosso Instagram https://www.instagram.com/p/C7ZpjXwu9kd/

Ações, Espaço de convergência social, Extensão

Vídeo-divulgação para retomadas pós enchente de maio de 2024

O @margem_lab está atuando diretamente junto a comunidades afetadas pela enchente de 2024, a partir do GT – Espaços de Convergência Social e Comunitária da @faufrgs
Entendemos que a reconstrução e reabilitação da vida em comunidade requer atenção aos territórios em vários níveis, inclusive nesta importante etapa de limpeza e descontaminação. Entre as nossas ações, está a proposta de produzir pequenos vídeos informativos e educativos a serem compartilhados via WhatsApp entre moradores e comunidades de apoio. A opção pelo WhatsApp se dá por ser de fácil acesso e compartilhamento de vídeos curtos, compatíveis com memórias de celulares. A linguagem usada busca ser fácil e objetiva, com o uso de legendas e áudios para garantir maior acessibilidade.
Uma primeira divulgação já foi feita junto à comunidade da Vila Santa Terezinha, no Quarto Distrito, atingindo morados individualmente e o grupo de WhtasApp da comunidade administrado pelo Centro Social Irmão Marista Antônio Bortolini, que atua na região.

Contamos com as nossas redes para replicar em outros contextos que possam ser pertinentes!

Agradecemos ao trabalho interdisciplinar das estudantes Maria Clara Kaefer (Design), Júlia da Cunha Fraga (Arquitetura), Natália Tusset (Arquitetura), Dandara Conrad (Artes).

Acesso o vídeo no nosso Instagram https://www.instagram.com/p/C7RRGXvuASc/

Ações, Povos originários

OFICINA multicultural dos povos da CEI

O coletivo de estudantes da Casa do Estudante Indígena da UFRGS, juntamente com MargemLab convidam para o evento:

Oficina multicultural dos povos da CEI a ser realizada nessa sexta, 26/04 a partir das 15h.

A oficina faz parte do processo de formação interna do projeto de extensão Povos Originários em contexto urbano ll, que visa possibilitar a construção do Espaço Multicultural: Casa Ancestral, na Casa do Estudante Indígena.

Com o propósito de compartilhar aspectos culturais de cada etnia, serão realizadas contações de histórias, pinturas de grafismos do povo Kaingang e Potiguara, ministrado por Ademir Garcia, Calita Rodrigues e Ruan Potiguara, ritual do povo Baré e dança com Maria Baré, além de um lanche coletivo contando com a colaboração de todos e todas.

A oficina irá ocorrer no território da CEI, mas será aberta ao público de estudantes da UFRGS e apoiadores.

Tragam lanches e bebidas para partilhar, além de pincéis para colaboração. ❤️🖤

Ações, Disciplinas, Paisagem como habitar

PALESTRA E DEBATE: Paisagens das terras e águas do plantationoceno

Na próxima segunda-feira, dia 08 de abril, às 19h, faremos o encerramento do Tópico Especial 2024/1 – Paisagem como Habitar no auditório da Faculdade de Arquitetura, tendo como base de diálogo a antropologia da paisagem e a cidade. A ideia é compor um debate a partir das reflexões teóricas e metodológicas baseadas nos temas de pesquisa do nosso convidado Pedro Castelo Branco Silveira (Fundaj). Ele irá compartilhar suas experiências junto a comunidades pesqueiras dos manguezais nordestinos, explorando as possibilidades de vida humana e não-humana nas cidades do Antropoceno/Plantationoceno.

Como debatedoras, teremos a participação de:

Rumi Kubo (PGDR/UFRGS);
Daniele Caron (Propur/UFRGS)
Contamos com sua presença para enriquecer esse diálogo conosco!

Siga-nos em @propur.ufrgs / @faufrgs

Ações, Desafios e possibilidades da Assistência Técnica, Disciplinas

Discutindo o papel social da arquitetura e urbanismo. Para quem e com quem trabalhamos?

ARQUITETES – PARA QUEM E COM QUEM TRABALHAMOS?
discutindo o papel social da arquitetura e urbanismo.

A urbanização do último século tem gerado inúmeras situações de vulnerabilidades sociais e ambientais, sendo produtora e reprodutora de desigualdades socioespaciais. Frente a isso, o evento busca debater formas outras de ver-pensar-fazer cidades que, com abordagens mais democráticas, inclusivas e ambientalmente sustentáveis, possam efetivamente contribuir para a transformação dessa realidade. Nesse contexto, coloca em foco práticas de arquitetura e urbanismo emergentes com a implementação da ATHIS, acolhendo olhares e saberes de diferentes sujeitos sociais. Trata-se de uma oportunidade para pensar a importância, as possibilidades e os desafios da atuação em ATHIS e refletir sobre o papel político-pedagógico da universidade na formação desses profissionais e sua atuação social.

PROGRAMA:

DIA 30/11/2023: Quinta – 09h30-12h00
– Movimentos Sociais e ATHIS – Ceniriani Vargas da Silva (MNLM-RS)
– Escritório de Arquitetura e ATHIS – Karla Moroso de Azevedo (Ah! Arquitetura Humana)

DIA 07/12/2023: Quinta – 09h30-12h00
– CAU e ATHIS – Sandra Helena Lehnen Becker (CAU RS)
– Universidade e ATHIS – Daniel Marostegan e Carneiro (UFBA)

EVENTO-HÍBRIDO
Sala 204 – Faculdade de Arquitetura – UFRGS:
Dia 30/11: https://youtube.com/live/IkvWaYs-6EY?feature=share
Dia 07/12: https://youtube.com/live/pd9elIIK6BU?feature=share

INSCRIÇÃO/PARTICIPAÇÃO
Para certificados, fazer inscrição: https://forms.gle/4E6VGpWEVcGsb4RF8

Ações, Narrativas a Margem

CONVERSAS URBANAS com Dra. Lisa Marrani

Do relato cotidiano à dimensão comunitária: experiencias metodológicas para um urbanismo colaborativo

Na sexta-feira do dia 17 de novembro, o Conversas Urbanas receberá virtualmente a Dra. Lisa Marrani, arquiteta, pesquisadora e ativista pelo direito à moradia a Barcelona, para dialogar sobre modos de fazer-pensar um urbanismo colaborativo que considera histórias não convencionais e pluralidade de vozes na cidade contemporâneo. A discussão se dá a partir de uma experiência concreta com as habitantes de Can Peguera, ultimo bairro de casas baratas de Barcelona que luta por manter sua territorialidade viva. Um processo que faz emergir a dimensão comunitária a partir do relato cotidiano, na qual as mulheres são protagonistas e podem escrever sua própria história urbana assumindo seu papel político no planejamento e na produção da cidade. O que está em jogo é uma metodologia aberta e emancipatória apoiada na narrativa como um tipo de conhecimento que pode oferecer outras racionalidades para a disciplina urbanística, colocando em questão o participativo x o colaborativo, as temporalidades implicadas, e a escuta como dispositivo de acesso à experiência.

Arquiteta, Pdh em Technology and Management of Cultural Heritage (IMT Alti Studi Lucca/ ETSAV-UPC), Pós-graduação em Llenguatge sensorial i Poètica del Joc (Fundació Udg –Gerona). É responsável pela Comissão de Urbanismo da FAVB (Federació D’Associacions Veïnals de Barcelona) e presidente da Taula Veïnal d’Urbanisme de Barcelona (TVUB). Leciona no: Politécnico di Milano, edRa Escola d’Art i Disseny de Rubí, Centre Universitari de d’arts i Disseny Barcelona (BAU) e Universitat Oberta de Catalunya (UOC).

Esta é uma atividade presencial construída pelo grupo de pesquisa Margem_laboratório de narrativas urbanas coordenado pela Profa. Daniele Caron, que vem cartografando processos de luta pelo direito à cidade, ao território, a memória e à ancestralidade, nos quais o protagonismo das mulheres emerge com muita intensidade. Como debatedoras convidamos a Profa. Dra. Ana Cabral Rodrigues (Psicologia/UFF), e a Profa. Dra. Ana Elisia Costa (Arquitetura e Urbanismo UFRGS).

Ações, Extensão, Paisagem como habitar

Construção do banheiro comunitário da Aldeia Mbyá Guarani Para Roke

Apoie a construção do banheiro comunitário da Aldeia Mbyá Guarani Para Roke 🏹🛖

Nosso projeto de extensão “PAISAGEM COMO HABITAR – PAVÊ JAIPORU HAGUÃ – PARA USO DE TODOS: Banheiro Comunitário na Aldeia Guarani Mbyá Para Roke/RS”, que se sustenta no reconhecimento das demandas de construção e saneamento do povo guarani, em Rio Grande/RS, é um processo colaborativo para o fortalecimento da permanência indígena em territórios urbanos. Objetiva a construção de uma fossa ecológica e banheiro comunitário na comunidade, através do compartilhamento dos saberes técnicos, originários e científicos.

Em parceria com a Associação Guarani Tenondé Rã, com o Núcleo de Estudos em Desenvolvimento Rural Sustentável e Mata Atlântica (DESMA/PGDR/UFRGS), com a Amigas da Terra e com os Engenheiros Sem Fronteiras, estamos buscando investimentos para a mão-de-obra, pois a comunidade foi contemplada em um edital, que contribuirá apenas para a compra de material de construção.

Gostaríamos de pedir o seu apoio, na divulgação ou na contribuição, via pix, para a Associação Guarani Tenondé Rã, no CNPJ 43.232.853/0001-61. Gentileza identificar “banheiro”, na doação.

Assim, constituiremos uma rede de apoio para o saneamento básico e dignidade indígenas, elaborando-se uma base ético política de luta pelos corpos-territórios originários.

Ações, Narrativas a Margem

Partilha de cartilha e video-documentário com Assentamento 20 de Novembro

No domingo, dia 30/07, estivemos presentes no Assentamento 20 de novembro para a apresentação do vídeo documentário “Entre redes comunitárias e virtuais: o acesso à internet nas periferias e distribuição da revista “Narrativas comunitárias – cartilha de experiências das oficinas de narrativas populares em Porto Alegre/RS.” A realização do vídeo documentário se deu a partir do resultado de pesquisa realizada pela articulação entre o Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU), o Instituto de Direito Urbanístico (IBDU), o Observatório das Metrópoles, o BrCidades e a Ong Habitat para Humanidade, para compreender os problemas que os territórios de periferia estavam enfrentando no contexto de pandemia da Covid-19.

O Margem_lab, junto com o coletivo Fora dos Muros, produziu o vídeo documentário através da proposta de Oficinas de Narrativa Popular. As oficinas ocorreram de forma virtual, possibilitando a participação de narradoras e narradores de diferentes territórios de Porto Alegre. Antônio Ezequiel de Moraes, residente do Assentamento 20 de Novembro participou desse processo como ministrante da etapa de formação e como narrador, contribuindo para a reflexão e registro dos enfrentamentos quanto o acesso à internet e as mudanças impostas pela pandemia na necessidade da virtualidade.

A revista, elaborada como um dos desdobramentos da experiência das Oficinas de narrativas, registra os processos de formação de vínculo entre o grupo e os narradores, e o processo metodológico utilizado, buscando valorizar a partilha de saberes e dar eco às vozes periféricas, disputando e desnaturalizando as narrativas hegemônicas que dominam a produção da cidade.

De manhã tivemos a oportunidade de somar no mutirão de limpeza do pátio do Assentamento e partilhar da construção coletiva que faz desse espaço um dos ícones de organização popular em torno da luta pela moradia digna.

Continua nos comentários…
@margem_lab @ceniriani @cooperativa20 @mnlm.brasil @mnlmbrasil @andarilho_morais

Acesse a cartilha aqui e ao vídeo-documentário aqui