O ciclo de debates – PROJETOS-OUTROS EM ARQUITETURA E URBANISMO objetiva ampliar reflexões sobre uma cultura urbana contemporânea comprometida com a transformação da sociedade e com a promoção do direto a vidas e cidades mais justas. Numa troca de saberes, coletivos multidisciplinares, arquitetos e comunidades são convidados a apresentar e refletir sobre práticas participativas e colaborativas.
A atividade faz parte do programa de extensão Junt(X)S – Arquitetura e Urbanismo como Práticas Participativas e Colaborativas e à disciplina Projeto Arquitetônico 2 da Faculdade de Arquitetura da UFRGS.
Nesta primeira rodada – dias 29 e 30/07– 18h30 – convidamos o COLETIVO TRANSLABURB, representada por Leonardo Brawl Márquez e Isadora Scopel Simon, e a COOPERATIVA HABITACIONAL ORQUÍDEA, representada pelo arquiteto Felipe Drago e pelos cooperativados Anna Theotônia de Oliveira Dias Simão Eduardo Solari e Maria Helena Bandeira.
INSCRIÇÕES/LINK DE ACESSO:
de 21 a 28/07/2021 – https://forms.gle/Q9uFWVrhrbatiMpC9
INFORMAÇÕES: ana_elisia_costa@hotmail.com
QUEM:
FELIPE DRAGO: Arquiteto e Urbanista (UFRGS/2008) e doutor em Planejamento Urbano e Regional (PROPUR/UFRGS, 2020). Trabalhou como assessor técnico de movimentos populares no CaSatieRRa e no CIDADE – Centro de Assessoria e Estudos Urbanos. Atualmente, dedica-se à pesquisa do “projeto aberto”, cujo objetivo principal passa por reorganizar a relação produtiva do projeto a partir do canteiro de obras.”
TransLAB.URB: Coletivo autônomo que desenvolve projetos de experimentação e prática em Inovação Social Urbana, em 3 eixos: Cocriação & Participação, Pedagogia Urbana e Ativação Urbana. Um grupo heterogêneo e transdisciplinar dedicado aos processos de urbanismo baseados em tecnologias sociais, recursos tecnológicos e na conexão entre arte e ativismo. Usa abordagens de Desenho de Processos Cívicos, Urbanismo Tático, Urbanismo Hacker, Placemaking, Sociologia, Psicologia, Cartografias e Mapeamento. https://translaburb.cc/
ISADORA SCOPEL SIMON: Arquiteta e Urbanista, atuando como arquiteta autônoma e integrante da equipe do coletivo TransLAB.URB, praticando o ativismo urbano por meio de ativações e intervenções urbanas em projetos de integração regional de inovação social urbana. Tem experiência na área de bioarquitetura e se propõe pesquisas e práticas no campo do urbanismo ecológico, urbanismo feminista e ecofeminismo.
LEONARDO BRAWL MÁRQUEZ: Ativista Social, Urbanista, Arquiteto, Designer de Processos Cívicos, Placemaker e Músico. Co-fundador do coletivo TransLAB.URB e do Instituto de Pesquisa em Inovação Social – Translab (rede internacional de Laboratórios Cidadãos). Co-fundador da Rede Brasileira de Urbanismo Colaborativo, Placemaking Brasil e dos projetos Raíz Urbana (rede FAO-ONU) e Corredor Sur. Faz parte das redes Placemaking LatinoAmérica, Jane’s Walk, PlacemakingX, CivicWise, BrCidades e Frena La Curva


Narrativas à margem: deslocar epistemes para uma metodologia do comum
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Esse é o nome do artigo que publicamos na Revista V!rus em julho de 2020. Dentro da temática “Questão de Método”, o trabalho é de autoria de Daniele Caron, Rodrigo Isoppo, Katia Oliveira e Gianluca Perseu.
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[Resumo] A conjuntura de instabilidade política, econômica e social que assola o ocidente na contemporaneidade nos convoca a discutir os pressupostos epistemológicos que agenciam a problemática urbana em sua colonialidade, apontando para a necessária ruptura de um regime de autorização discursiva que invisibiliza as narrativas situadas à margem da produção urbana hegemônica. Rever tais pressupostos implica desnaturalizar o modus operandi do planejamento urbano ocidental, fazendo emergir modos de subjetivação que escapam à normatividade imposta pelo sistema patriarcal e neoliberal, e abrir caminho às práticas urbanas que recuperam o comum (DARDOT, LAVAL, 2017) como racionalidade alternativa ao capitalismo e como composição complexa das diferenças. A partir do reconhecimento da narrativa como epistemologia da experiência, a metodologia busca cartografar as narrativas historicamente apagadas e excluídas da cidade, a fim de atualizar e ampliar os limites dos métodos de pesquisa nos estudos urbanos, tendo em vista a complexidade da cidade contemporânea. A espiral da mimese de Ricoeur (1994) nos possibilita agenciar as derivas e intervenções urbanas como experiência narrada para entrever as singularidades que compõem a heterogeneidade do comum, e fazer emergir argumentos outros sobre a cidade vivida, capazes de deslocar a colonialidade do saber que ainda impera na disciplina urbanística.
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[Palavras-chave] Planejamento urbano, Colonialidade, Comum, Narrativa, Cartografia
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O artigo está disponível no link <nomads.usp.br/virus/virus20> e também pode ser acessado pelo QR code na imagem.