Confira os editais para Seleção de Mestrado e Doutorado PGDR – 2022

O Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR) da Universidade
do Rio Grande do Sul (UFRGS) realizará o processo seletivo para o Curso de
Mestrado e Doutorado para ingresso no primeiro semestre letivo de 2022.

Inscrições a partir de 17/02/2022.

Doutorado: https://bit.ly/3Kmxmo0

Mestrado: https://bit.ly/3fuKPMD

Danielle Finamor conta experiências em projetos sobre soberania e segurança alimentar

Veja a matéria completa, produzida pela repórter Carla Mello:

Depois de uma reviravolta digna de um roteiro de cinema, Danielle Finamor precisou se reinventar. Sua história na UFRGS começa em 1994, quando a técnica administrativa começou a trabalhar na creche da Universidade, exercendo sua formação em Pedagogia. Em 2008, devido a um grave acidente de carro, ela descobriu que não poderia mais estar em sala de aula por recomendação médica. Foi graças ao contato que tinha com vários setores da UFRGS que a pedagoga recebeu um convite: ser redistribuída para o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural, onde trabalha até hoje.

A mudança de setor trouxe novos horizontes para a vida de Danielle. Hoje, além do trabalho no PGDR, ela se divide em mais duas áreas de atuação dentro do programa: o Centro Interdisciplinar em Sociedade, Ambiente e Desenvolvimento (Cisade) e o Círculo de Referência em Agroecologia, Sociobiodiversidade, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Asssan). Em cada uma dessas frentes, a pedagoga atua de formas diferentes: na coordenação, na organização e na direção, e desempenha um trabalho fundamental para que todas as ações dentro de cada um desses projetos possam funcionar. “O Círculo trabalha junto com o PGDR e tem como objetivo promover atividades de ensino, pesquisa e extensão sobre as temáticas de agroecologia, soberania e segurança alimentar e nutricional”, explica. A ideia é falar do desenvolvimento rural sem esquecer de falar da natureza e das pessoas.

“Os meus trabalhos com as crianças sempre foram muito nesse nicho de trabalhar a questão da alimentação, da gente conversar um pouco mais sobre a natureza, buscar muito a essência da criança e do ser – esse saber que a gente muitas vezes deixa de lado e que está bem latente na criança”, destaca.

Quando fala de seus colegas, Danielle possui um brilho nos olhos e gosta de destacar a importância de cada um para que tudo funcione. O Círculo, onde a técnica administrativa atua como vice-diretora, precisou investir em novas alternativas de manter o contato com o público durante a pandemia. O trabalho do grupo é baseado na troca, na conversa, no debate e na articulação de ideias entre todos, algo que é extremamente difícil de ser realizado a distância. Felizmente, não é somente a técnica que possui uma grande capacidade de reinvenção – os projetos em que ela se envolve também. Hoje o projeto conta com podcast, websérie e um site que usa uma linguagem acessível para falar de alimentação de uma forma política e cultural, destacando a importância de se ter uma alimentação saudável e que respeite o meio ambiente.

Esses projetos contam com o apoio ativo da técnica administrativa, que, apesar de se considerar uma pessoa de “trás das câmeras”, é um dos pilares que mantém todas essas ações funcionando. Danielle não gosta de aparecer ou falar para as câmeras, mas, quando começa a conversar sobre as ações do PGDR e sobre as pessoas que trabalham com ela, o sorriso ocupa seu rosto e ela se empolga ao relatar cada um dos processos para que as propostas saiam do papel. A pedagoga não esquece de reforçar a coletividade de todas as pessoas envolvidas, buscando incluir todos os que se esforçaram ativamente na construção das ideias inovadoras do Asssan.

“Eu costumo falar que o meu público cresceu. Lá na creche eu trabalhava com as crianças e hoje eu tenho muito contato com os alunos. A minha trajetória na Universidade me proporcionou que eu pudesse aos poucos ir conhecendo mais e ir me transformando para hoje ter a possibilidade de trabalhar com um público de jovens e adultos e ter esse contato com um tema que sempre me encantou”, explica.

Depois de um acidente de carro e da necessidade de buscar um novo caminho para seguir, Danielle encontrou um rumo completamente diferente para sua carreira. Além disso, o PGDR ganhou alguém extremamente dedicado em construir projetos que valorizam uma ideia e que incluam todos na busca por uma alimentação e um desenvolvimento sustentável. Atualmente, em tudo que a técnica administrativa está envolvida na Universidade, ela é indispensável.

Fonte: Jornal da Universidade

AsSsAN Círculo da UFRGS promove atividade infantil dentro da Virada Sustentável 2021

Além da  história de João Platino, um passarinho da região das lagoas do Sul que perde a sua casinha, que será contada no dia 15 de novembro, às 10h30, a semana também traz um debate sobre a utilização de espécies da mesma região, na arte e no artesanato, que ocorre no dia 10, às 19h

Dentro da Virada Sustentável 2021 – Porto Alegre, o AsSsAN Círculo/UFRGS, em parceria com a Associação Cultural Vila Flores e Pan Lagoas do Sul (CEPSUL/ICMBio), promove uma atividade para as crianças, que pretende despertar a consciência sobre a conservação  ambiental e a importância sobre os conhecimentos e práticas de uso da sociobiodiversidade. A Contação de História Online, ocorre no dia 15 de novembro, às 10h30 pelo canal youtube.com/user/ViradaSustentavel.

A atração “Onde foi parar a casinha do João Platino?” é a história de um pássaro, chamado João Platino, que está ameaçado de extinção. João, vivia no seu ambiente de banhado e perdeu a sua casinha, porque o lugar onde ele morava secou para poder alimentar uma grande lavoura de arroz. Ele acaba sendo encontrado por uma criança que vive em uma comunidade quilombola e que produz os seus alimentos, ao mesmo tempo que convive e preserva os bichinhos nativos desses ecossistemas.


Pássaro João Platino

O evento, que será conduzindo pela contadora de história, Lilith Schneider, e pelo artesão e educador ambiental, Renan Coelho, é indicado para crianças de  todas as idades.

Arte/artesanato no Pan Lagoas do Sul em debate

A programação do AsSsAN na Virada Sustentável inclui uma atividade paralela que vai debater sobre arte e artesanato com espécies nativas. A roda de conversa online será no dia 10 de novembro, às 19 horas, pelo canal youtube.com/vilaflores. O evento também dá sequência à série de lives do Projeto ME CONTA Sociobiodiversidade, em parceria com o Vila Flores, que irá viabilizar quatro projetos através de metodologia holandesa de votação popular.


Artesanato de palha de bananeira

O objetivo do evento é apresentar o Plano Nacional de Ação para espécies ameaçadas de extinção – Pan Lagoas do Sul, que inclui toda a costa do Litoral Gaúcho e as regiões Centro e Sul de Santa Catarina, mostrando as potencialidades da sociobiodiversidade desses locais. Com uma colonização e uma  diversidade cultural ampla, essa região tem a tradição de trabalhar com artesanatos diversos, utilizando espécies da natureza. A palha de bananeira, o junco, a taboa, os caroços e a palha de butiá, além de materiais de pesca, como a escama de peixe e parte de redes, são matéria-prima para a produção de objetos inspirados na cultura indígena, açoriana, entre outras. O artesanato é também uma alternativa de trabalho e renda para mulheres rurais.

O bate-papo será conduzido pela coordenadora do AsSsAN Círculo/UFRGS, professora Gabriela Coelho, e terá como convidados quatro especialistas no tema. A artesã Guarani da Aldeia Sol Nascente, Adriana Guarani; a engenheira agrônoma, agricultora, pescadora, artesã e liderança da Associação Comunitária Rural de Imbituba (Acordi), Marlene Borges; o coordenador do PAN Lagoas do Sul, engenheiro agrônomo, mestre e doutor em Recursos Genéticos Vegetais, Walter Steenbock e a mestra em Linguagens Visuais e doutora em Artes, Carolina Cordeiro, que também é  artista residente do Programa de Integração Arte e Comunidade (CASCO).

As atividade dialogam com os debates mundiais,  que ocorrem na COP – 26, a Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas. Iniciada em 2011, a Virada Sustentável é um movimento de mobilização para a sustentabilidade que organiza o maior festival sobre o tema no Brasil.

Resumo das atividades:

– 15/11, às 10h30: Contação da história infantil online “Onde foi parar a casinha do João Platino?”, pelo canal youtube.com/user/ViradaSustentavel

Mais informações: viradasustentavel.org.br

– 10/11, às 19 horas: Roda de conversa online “Arte/artesanato Pan Lagoas do Sul” – ME CONTA Sociobiodiversidade, pelo canal youtube.com/vilaflores.
Mais informações: bit.ly/mecontasociobiodiversidade

O GRIST – Grupo de Pesquisa Inovação, Sociedade e Eco-territorialidades divulga “Métodos Participativos- Caminhos para o diálogo”

Com foco nas problemáticas socioambientais e alimentares contemporâneas relacionadas ao desenvolvimento, o grupo Inovação, Sociedade e Eco-territorialidades investe em pesquisas empíricas e interdisciplinares em temas ligados à agroecologia; às transições tecnológicas na agricultura; à sociobiodiversidade na saúde e na alimentação; e às formas de participação de grupos marginalizados nos processos de transformação territorial, dando importância às práticas sociais e às contribuições do feminismo e do neomaterialismo. Partindo de uma perspectiva centrada nos atores sociais, a proposta é revigorar estudos que favoreçam a reflexão-ação crítica no que se refere ao social e ao público, incluindo nova valoração dos conhecimentos situados e das existências territoriais, sejam elas humanas ou não. Os trabalhos contribuem para o redesenho da intervenção científica em processos e políticas que se referem a fenômenos inovadores e à recuperação de espaços vitais territorializados.

“Métodos Participativos- Caminhos para o diálogo”

Confira no link:

Mais informações sobre o GRIST em:

Podcast “Que tal um mate?” debate formas de amenizar a fome no país

“A Solidariedade que Preserva Vidas” é o tema da 18ª edição do podcast “Que tal um mate?”, que abordou a importância de ações das redes de apoio no combate à fome e no amparo de famílias em vulnerabilidade social. A proposta do conteúdo, que é parte do 3º Sarau do AsSsAN Círculo (disponível em: https://youtu.be/Vfeu1V_C1l8), em parceria com o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, Indígenas e Africanos (NEAB), ambos da UFRGS, é mostrar como se desenvolve o trabalho de instituições locais e nacionais no atendimento às necessidades básicas de  populações desassistidas.

O papel dessas instituições se tornaram imprescindíveis, no contexto da pandemia da Covid-19 e num momento em que o Brasil retornou ao mapa da fome. Hoje são cerca 19 milhões de brasileiros convivendo com a falta de alimentos, segundo dados de 2020 da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan). As populações que vivem em extrema pobreza também incluem povos e comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas, que ao longo do processo histórico vêm sendo marginalizados.

Com apresentação do professor e coordenador do NEAB-UFRGS, Alan Alves Brito, o 3º Sarau do AsSsAN Círculo e o 18º episódio do podcast “Que tal um mate?” também marcaram o lançamento de um espaço, no site do AsSsAN, destinado a dar visibilidade às instituições sociais criadas para atenuar o drama da falta ou da insegurança alimentar e nutricional, que têm reflexos diretos à saúde das famílias brasileiras.

Para debater essa situação alarmante, foram convidados quatro especialistas no assunto, representando ações que trabalham em diferentes frentes. A integrante da União de Núcleos de Educação Popular para Negros e Classe Trabalhadora (Uneafro Brasil) e Coalizão Negra Por Direitos, que também faz parte da coordenação da campanha “Tem Gente Com Fome”, Adriana Moreira; o coordenador e um dos idealizadores da “Associação Cozinhar e Servir”, Rogério Saran; a assessora técnica de projetos socioambientais da “Associação de Estudos e Projetos com Povos Indígenas e Minoritários (AEPIM)”, Carolina Silveira Costa e a coordenadora da “Campanha UFRGS Contra a Fome” e adjunta do NEAB-UFRGS, Tamyres Filgueira.

Sobre o “Que tal um mate?”

O podcast, que busca trazer informações técnicas e científicas de forma acessível e aplicada sobre a soberania e segurança alimentar e nutricional, destacando contextos de populações em situação de vulnerabilidade, nasceu da cultura do Sul da América Latina, onde pessoas se sentam em uma roda de conversa para compartilhar uma cuia de mate. Esses são costumes que vêm dos indígenas, principalmente dos Guaranis e dos Quéchuas. Entretanto, o compartilhamento de utensílios e a aproximação de pessoas são pautas extremamente importantes em tempos de pandemia e devem ser feitas respeitando as determinações médicas e das autoridades locais.

O objetivo é abordar informações relevantes para a comunidade, explorando os temas de interesse do AsSsAN Círculo, que é ligado ao Centro Interdisciplinar Sociedade, Ambiente e Desenvolvimento (CISADE) e ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Interessados em contribuir com sugestões de temas e entrevistados para os próximos episódios podem enviar e-mail para: circulo@ufrgs.br.

Links de acesso:

Que tal um mate? noSpotify: https://open.spotify.com/episode/35gP7EHVZdcnMBatcQSxVt?si=55kNA7oISXWwJ_zK225Ovw&utm_source=whatsapp&dl_branch=1
Que tal um mate? noYouTube: https://youtu.be/oC0kbRmKQ5c
Que tal um mate?  no LúminaPodcasts: https://www.ufrgs.br/luminapodcasts/site/episodio/solidariedade-que-preserva-vidas
Que tal um mate?  no Anchor:
https://anchor.fm/asssan-crculo-de-referncia/episodes/Que-tal-um-mate–18—A-Solidariedade-que-preserva-vidas-e16h0os

Pesquisadores da UFRGS realizam análise sobre o fenômeno da Fome no RS

A pedido do jornal Brasil de Fato, três pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) demonstraram que a triste invisibilidade dos povos e comunidades tradicionais contrasta fortemente com as altas produções de grãos do estado. Ou seja, enquanto o RS é um dos maiores exportadores, famílias gaúchas que vivem em zonas rurais não têm terra para plantar e, muito menos, o alimento básico para garantir a sua segurança alimentar e nutricional.

Os pesquisadores do OBSSAN, Alvori Cristo e Mirian Strate, doutoranda do PGDR, e a coordenadora do AsSsAN Círculo, Gabriela Coelho, têm se debruçado sobre séries históricas do Censo Agropecuário e potenciais tendências futuras, do agrário e agrícola, para discutir este fenômeno. O resultado pode ser conferido na matéria disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2021/08/24/monocultivos-de-soja-e-milho-avancam-no-rs-junto-com-a-fome-se-sobrar-a-gente-come

A matéria, cujo título já chama a atenção “Monocultivos de soja e milho avançam no RS junto com a fome: ‘Se sobrar, a gente come’ “, foi ilustrada com a história de Mário Roni e sua família, que vivem em um distrito do município de Pelotas, na Metade Sul do estado. Os relatos fortes do trabalhador desempregado, sobre a situação de falta de alimentos básicos, é chocante e demonstra a realidade de uma parcela de moradores do interior do estado que fica invisível, enquanto autoridades comemoram o avanço nas lavouras de soja e milho.

Blog Conexões Amazônicas

“Escrever, refletir e pesquisar sobre a Amazônia, em especial sobre o território do Baixo Tocantins, não é uma tarefa simples, pois nesse território há uma elevada complexidade de conexões e interações entre os diversos atores sociais  e  os diferentes ambientes naturais que evidenciam inúmeras formas de uso e manejo dos recursos naturais”.

No texto desta semana, os autores Ana Julia Salheb (doutoranda PGDR), Amália G. R. Aguiar (doutoranda PGDR) e o professor Paulo Martins (INEAF/ UFPA) pesquisadores do GEDAF – Grupo de Estudos Diversidade Socioagroambiental na Amazônia apresentam como resultado de suas pesquisas a diversidade socioagroambiental do campesinato do Baixo Tocantins no estado do Pará focando nas práticas tradicionais como forma de visibilizar e valorizar esses atores e suas formas de uso e práticas tradicionais e sustentáveis do meio.

Acesse o texto no site Conexões Amazônicas: https://conexoesamazonicas.org/diversidade-socioagroambiental-do-campesinato-do-baixo-tocantins-pa/

Todas as quintas-feiras, uma nova publicação sobre pesquisas na Amazônia.

Nota sobre edital

O PGDR informa que, em função da demora de entrega pelos Correios de algumas correspondências com a documentação solicitada, o Programa publicará a lista dos Candidatos homologados no Processo Seletivo para Mestrado e Doutorado (Editais 01 e 02 de 2021) no dia 07/06/2021. Outrossim, o PGDR ressalta que todos os candidatos que entraram em contato por e-mail e enviaram o código de rastreamento, o fizeram no período indicado pelo PGDR.