Pesquisadores do Laboratório de Herpetologia e do Laboratório de Evolução, Sistemática e Ecologia de Aves e Mamíferos da UFRGS juntamente com pesquisador do Laboratório de Ecologia de Vertebrados Terrestres da Unisinos receberam essa semana o aceite de um artigo submetido na Toxicon, revista oficial da Sociedade Norte-Americana de Toxinologia. Trata-se de um relato de caso descrevendo os sintomas de envenenamento causados pela picada da serpente opistóglifa semi-peçonhenta Thamnodynastes hypoconia. No momento da picada não houve dor local, porém após 20 minutos foi registrado edema na mão afetada. Horas depois do acidente a vítima relatou eritema, parestesia e equimose na mão e antebraço. A pessoa envolvida no acidente foi levada ao hospital sendo tratada com antialérgico e antiflamatório, e após sete dias todos os sintomas desapareceram. Nesse artigo os pesquisadores também relatam a problemática envolvendo a dificuldade dos profissionais de saúde ao diagnosticar se um acidente ofídico é ou não causado por serpente peçonhenta, e os problemas que podem surgir caso ocorra algum erro e o soro antiofídico seja aplicado sem necessidade. Além disso, o atendimento hospitalar mostrou que cidades do interior do Rio Grande do Sul não possuem soro antibotrópico em caso de acidentes com jararacas, estando este restrito apenas a capital.
