Estrutura Produtiva e Desigualdade de Renda No Brasil: Um Estudo Sobre os Últimos 50 Anos.
Resumo: Esta dissertação investiga como a política monetária impacta de maneira diferenciada as diversas faixas etárias e regiões no Brasil. Utilizando dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e choques monetários identificados a partir de variações inesperadas nas taxas de juros futuras, o estudo examina a interação entre surpresa dos agentes econômicos no que diz respeito a política monetária e a composição etária dos estados brasileiros. A análise considera a heterogeneidade regional e demográfica do Brasil, com destaque para as idiossincrasias das capitais e das regiões metropolitanas. Adotando um modelo de dados em painel com efeitos fixos, controlamos por variáveis relevantes como informalidade no mercado de trabalho, nível de instrução, horas trabalhadas, e acesso ao crédito direcionado. Os resultados indicam que as regiões com maior presença de jovens e maior acesso ao crédito reagem de forma mais sensível às mudanças nas taxas de juros, enquanto estados com populações mais envelhecidas e mercados de crédito menos desenvolvidos apresentam respostas mais moderadas. Este trabalho contribui para a literatura ao fornecer uma análise detalhada da heterogeneidade demográfica e sua influência na transmissão da política monetária em uma economia emergente. As implicações sugerem a necessidade de políticas de crédito diferenciadas, que considerem as particularidades socioeconômicas e demográficas das regiões brasileiras para mitigar impactos desiguais e promover um crescimento econômico mais equilibrado.
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