Autores: Mateus Webber Matos / Prof. José Antonio Fogolari
Publicado em: Revista Conjuntura Astral
Ano: 2021
RESUMO
A conceituação de populismo é bastante controversa. Uma das vertentes entende o fenômeno como a adoção de posturas personalistas e centralistas, criando um canal de comunicação direto entre líder e povo. Estes regimes permeiam a história de países latino-americanos, como a Venezuela de Hugo Chávez em 1999. A pergunta central deste trabalho é: de que maneira Chávez se utilizou de seu projeto populista doméstico para dar suporte a uma política externa integrativa na América Latina? O objetivo desse artigo é compreender em que medida práticas como o controle estatal de atividades estratégicas e a criação de arranjos de integração regional – baseadas no populismo personalista de Chávez – moldaram a identidade da política externa venezuelana no decorrer do chamado “socialismo do século XXI”. Para tanto, foi utilizada a metodologia qualitativa bibliográfica, recorrendo a artigos de periódicos qualificados em português, inglês e espanhol. O Construtivismo e a Análise de Política Externa serão, também, elementos fundamentais para a pesquisa. De forma preliminar, a literatura aponta que o populismo de Chávez possibilitou maior aproximação com vizinhos como Bolívia, Equador e Cuba. O governo de Chávez, contudo, não expandiu suas parcerias pela região de maneira sólida, tampouco logrou sanar as disparidades econômicas internas.