Algebrain: Arquitetura Pedagógica para Aprendizagem em Rede no Desenvolvimento do Pensamento Algébrico

Autora: Miriam Garcia Müller

Data: 03/10/2025

Horário: 09h30min

Local: Modalidade híbrida

Orientador: Prof. Dr. Crediné Silva de Menezes

Coorientador: Prof. Dr. Marcus Vinicius de Azevedo Basso

Banca Examinadora:

  • Prof.ª Dr.ª Márcia Rodrigues Notare (PPGIE);
  • Prof. Dr. Alberto Nogueira de Castro Junior (Universidade Federal do Amazonas/UFAM);
  • Prof. Dr. Sérgio Crespo Coelho da Silva Pinto (Universidade Federal Fluminense/UFF).

Resumo: A tese “AlgeBrain: Arquitetura Pedagógica para Aprendizagem em Rede no Desenvolvimento do Pensamento Algébrico” teve como objetivo conceber, implementar e avaliar uma Arquitetura Pedagógica para Aprendizagem em Rede (APAR) orientada ao favorecimento da aprendizagem de Álgebra nos anos finais do Ensino Fundamental, com atenção especial à inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Deficiência Intelectual (DI). A proposta visou a apoiar a construção do conhecimento e o desenvolvimento do pensamento algébrico, superando barreiras de acesso e equidade na educação matemática. De natureza interdisciplinar, o estudo fundamenta-se na Epistemologia Genética de Jean Piaget, no conceito de viscosidade genética de Bärbel Inhelder e na pedagogia dialógica de Paulo Freire, articulando contribuições das áreas de Educação Matemática, Educação Especial, Tecnologias Digitais na Educação e Acessibilidade em ambientes digitais. O percurso metodológico seguiu o paradigma da Design Science Research (DSR), voltado à construção de artefatos educacionais inovadores. A avaliação inicial da APAR foi realizada por especialistas em Matemática, Educação Especial e Tecnologias Educacionais, garantindo sua aderência tanto aos princípios das APAR (Carvalho, Nevado & Menezes, 2005) quanto aos critérios de acessibilidade propostos. Em seguida, um conjunto de APAR que compuseram a APAR composta AlgeBrain foram aplicadas em um experimento de ensino envolvendo 18 estudantes de uma escola da Rede Municipal de Ensino de Canoas-RS, entre os quais estavam dois com TEA e dois com DI. A coleta de dados incluiu produções digitais, registros de interações e resoluções de atividades, analisados à luz da Análise de Conteúdo (Bardin, 2011). Os achados confirmam que a APAR Composta AlgeBrain favoreceu a cooperação e a aprendizagem de todos os estudantes, ao mesmo tempo em que se demonstrou uma proposta replicável e orientadora para o desenvolvimento de APARs acessíveis em diferentes áreas do conhecimento e contextos educacionais.

Palavras-chave: Arquitetura Pedagógica para Aprendizagem em Rede; Álgebra; Pensamento Algébrico; Acessibilidade; Inclusão; Epistemologia Genética.