Semana da África na UFRGS
Foto: Elias Santos Foto: Elias Santos
Notícia 9 junho, 2016

As diferentes Áfricas na Semana da África na UFRGS

 

Apesar de historicamente próximos, Brasil e África têm uma distância enorme entre si. Além dos 6.000km que separam as terras tupiniquins do continente, as culturas de ambos os lugares são repletas de singularidades, apesar de terem muitas origens em comum. Muitas vezes ao falar de África as pessoas trazem isso como sinônimo de falar sobre miséria, fome, violência e instabilidade política, mas na contramão deste pensamento veio a 4ª Semana da África na UFRGS.

O evento aconteceu entre os dias 23 e 25 de maio, quando é comemorado o Dia da África. A iniciativa foi uma parceria entre o Departamento de Educação e Desenvolvimento Social (DEDS) e o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, Indígenas e Africanos (NEAB) e proporcionou 14 atividades, durante os três dias do evento. A programação trouxe várias das Áfricas que existem dentro da África, dos ritos fúnebres da Costa do Marfim até contos da literatura Dogon, a diversidade de cores e costumes fez-se presente em todos os momentos.  

Na edição deste ano a Semana abriu seu espaço para que acadêmicos de todas as áreas de conhecimento pudessem apresentar seus trabalhos sobre a África em seus mais diversos aspectos, e não apenas aqueles de origem africana, totalizando 34 apresentações de diversas instituições de ensino do Brasil todo.

 

A importância da Semana

No seu quarto ano a semana carrega uma identidade solidificada dentro da universidade, servindo como uma das articulações do DEDS para a difusão de conteúdos que buscam fortificar a identidade negra, bem como as suas origens, dentro da instituição.

Para Rita Camisolão, diretora do DEDS, a Semana da África na UFRGS é um momento privilegiado onde são tratados temas que muitas vezes seriam deixados de lado dentro do currículo da graduação. Segundo ela, neste ano a organização tentou diversificar a programação do evento, trazendo não apenas atividades acadêmicas, como nos anos anteriores.

Todas as modificações foram feitas a partir da avaliação obtida na edição de 2015 do evento, buscando assim atingir alunos em idade escolar e educadores, além do público já tradicional que o evento acumulou ao longo dos anos, como estudiosos e acadêmicas da área.

IMG_8513Professor da UFABC, Acácio Almeida, crê que o grande desafio é construir uma agenda maior do que apenas uma semana ou um dia, fazendo com que estas iniciativas se desdobrem em pesquisas dentro da academia. O professor analisa que após uma crescente nos últimos anos já é possível notar uma diminuição no número de semanas da África pelo Brasil, “isso tem um custo, são passagens, hospedagens, as universidades tem um corte e isso se tornará perfumaria. Entre investir num evento sobre a África e um evento sobre os Estados Unidos eu não tenho dúvida que vamos perder.”

Atualmente Acácio tem trabalhado na construção de um banco de dados que seja capaz de reunir todas as produções acadêmicas que abordem a cultura africana e negra. Segundo ele, é notável o aumento deste tipo de pesquisa na UFRGS, que alguns anos atrás não atuava tão fortemente nesta área e hoje já tem despontado como referência dentro do tema.


 

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