Foto: Elias Santos
Notícia 23 junho, 2016

Núcleo de Comunicação Comunitária promoveu aula aberta sobre política e jornalismo

A Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (FABICO) recebeu uma aula pública na noite da última terça-feira (21) intitulada “Enquadramentos da Política Brasileira pelo Jornalismo Contemporâneo”. A atividade foi promovida através de uma parceria entre o Núcleo de Comunicação Comunitária e o Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação.

Foto: Elias Santos

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Participaram da atividade a Prof.ª Dra. Sandra de Deus, docente do curso de Jornalismo da UFRGS, o Prof. Dr. Bruno Lima Rocha (ESPM/Unisinos), o músico Raul Ellwanger e a debatedora Profª Drª Mérli Leal Silva. A aula foi aberta por uma apresentação de Raul, músico reconhecido nacionalmente durante o período da ditadura militar por ter composto letras de enfrentamento ao regime.

 

A primeira fala da noite foi do Prof. Bruno, que questionou por que fatos de grande “valor-notícia” não foram veiculados na grande mídia recentemente, envolvendo principalmente os desdobramentos da operação lava-jato e a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em seguida a professora Sandra de Deus explanou o papel da academia e os dilemas dentro do exercício do óficio jornalístico. A última fala foi a de Ellwanger, membro da Comissão de Verdade Memória e Justiça do RIo Grande do Sul, que relatou seus anos de exílio no Chile e na Argentina.

Foto: Elias Santos

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Os enquadramentos noticiosos foram um tema recorrente durante as intervenções do público. Alexandre Rocha, docente dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas, vê uma falta de compreensão de que o estado democrático de direito foi ferido, causando o afastamento da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, o jornalismo neste período é “construido por seus autores a partir de um projeto político, independente do que esteja acontecendo realmente”.


Para a professora Sandra de Deus, é impossível a construção de um texto jornalísitco completamente isento e imparcial. Segundo ela, “pode-se fazer uma notícia da melhor maneira possível, apurar bem, mas sempre por trás dela aparecerá um lado. No meu caso, eu fui estudante de universidade pública, filha de trabalhador do campo, eu vou esquecer isso tudo?”.

Acompanhe o PPGCOM e o Núcleo de Comunicação Comunitária em suas redes sociais. 

 

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