Dilúvio de sangue

Rompimento

Origem: Ezequiel.

A glória de Deus em seu trono. Às quinze e trinta ela romperá, no dia quinto do mês abrirão os céus. O rubro fluido cairá da abóboda celeste, escorrendo sob as superfícies insalubres da urbe. Em meio as grandes metálicas estruturas, em meio à ruína carmim, e no momento em que os rios se tornarem vermelhos, e quando suas costas ficarem tão duras quanto o carvalho, no gemido do vento tempestuoso, erguerás em tempo de caos e trevas interminável. Seus rejeitos perdurarão incontáveis períodos e em meios a estes haverão rostos semelhantes a seres vivos; rostos, pernas e corpos. Não aprenderás com seus erros e será então, quando o solo se tornar líquido e rubro, que o estranho causará um tempo de prosperidade, para poucos, e a indiferença dos monstros sentados em seus tronos que provam da abominável carne da coisa morta. Um sinal como nunca antes visto e nunca antes apurado.

Barragem

A desolação permanecerá nos caminhos e o flume que uma vez era doce, permanece pantanoso e avermelhado. Perpetuam a aniquilação daqueles que não cultuavam compartiam com os responsáveis pelo caos e que agora nem mesmo descansam. Garimpem das paredes seus pedaços, estas existem batizadas por sangue e abençoadas pela morte. Pelo próximo século consumirás do desfecho da impunidade.

Mas tu, ó filho do homem, ouve o que eu te falo, não sejas rebelde como a casa rebelde; abre a tua boca, e come o que eu te dou. Faça de minhas as suas palavras: Dois mil oitocentos e quarenta e cinco, dezenove; mil seiscentos e sessenta e cinco, duzentas e setenta e duas. E beba da água desta chuva.

Assim se cumprirá a minha ira, e farei descansar nos rebeldes o meu furor, e me consolarei; e saberão que tudo barraram, retornará, quando estiverem os seus mortos no meio dos seus ídolos, em redor dos seus altares, em todo outeiro alto, em todos os cumes dos montes, e debaixo de toda árvore verde, e debaixo de todo carvalho espesso, no lugar onde ofereciam perfume de cheiro suave a todos os seus ídolos.

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