Zulu Sofola (1935–1995)

Zulu Sofola
Fonte da imagem: ADEDOYIN, Wole. Biography And Works Of Zulu Sofola. Lagos Books Club. 02 de jul. de 2015. Disponível em: https:// lagosbooksclub.wordpress.com/2015/07/02/biography-and-works-of-zulu-sofola/. Acesso em: 14 de dez. de 2020.

Nasceu com o nome de Onekwuke Nwazulu Sofola, de uma família real, os Okumabua de Issele-Uku, na localidade de Aniocha, no Estado do Delta, na atual Nigéria. Zulu é uma abreviação de seu nome igbo, Nwazuluoha, e não um nome sul-africano. Estudou no Seminário Batista da União da Virgínia onde obteve seu bacharelado em 1959, e na Universidade Católica da America, em Washington, onde obteve Mestrado em teatro (1966)  e Doutorado na Universidade de Ibadan (1977). Casou-se com J. A. Sofola, um professor de sociologia, com quem teve cinco filhos, e com quem viveu até a morte.

Ela foi a primeira dramaturga nigeriana, e teve também uma carreira acadêmica como docente nas universidades de seu país. Foi conferencista na Universidade de Ibadan(1968-1983) e trabalhou na Universidade de Ilorin até 1995, tendo sido a primeira professora de Artes da Performance e reitora da Faculdade de Artes.

Zulu escreveu dezoito peças, em geral sobre temas das tradições e da história nigeriana, e sobre as relações dessas tradições com a modernidade ocidental. Ela enfrentou algumas críticas por ser eurocêntrica demais devido a sua influência ocidental. Suas peças incluem The disturbed peace of christmas (A paz perturbada do Natal (1971), Wedlock of the gods (O casamento dos deuses) (1972), King Emene (Rei Emene) (1974), The wizard of law (O Mago da Lei) (1975), Old wines are tast (Vinhos Velhos são Saborosos) (1981), Memories in the moolinght (Memórias ao luar) (1986), e Song of a maiden (Canção da Donzela) (1991).

Ela pertenceu à primeira geração de escritoras africanas, deu voz às mulheres e à cultura igbo. Suas primeiras peças lamentavam o silenciamento das vozes femininas, sobretudo de mulheres ativas como as de sua sociedade ancestral, como por exemplo a peça Queen Omu Aliko (Rainha Omu Aliko). Ela identificou na emergência da consciência feminina das mulheres africanas um vento de mudança que iria varrer o planeta, por isso criou heroínas femininas que são agentes de mudança, resilientes, vivazes e resolutas em sua busca pela auto-expressão e auto-inscrição.

BIBLIOGRAFIA

GILBERT, Helen e Joanne Tompkins. Post-colonial drama:theory, practice, politics. London: Routledge, 1996.

KOLAWOLE, M. E. M. Zulu Sofola: her life & her works. Ibadan, Nigéria: Caltop Publications, 1999.

KOLAWOLE, Mary. “Zulu Sofola”. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). Dictionary of African Biography. Oxford University Press, 2012, v. 5, p. 428-429.

Última atualização em: 22/01/2021

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