Bienal Sur 2019: Obra que foi atingida pela água é exposta no Centro Cultural

De que forma um acidente como um vazamento de água pode integrar uma proposta artística? Denise Gadelha, artista e professora, incorpora essa pergunta em seu projeto “Ecos de Memórias Póstumas”. A artista questiona o lugar do imponderável e do imprevisível no mundo contemporâneo. A exposição inaugura no dia 8 de junho, às 11h, no Centro Cultural da UFRGS, como parte da Bienal Sur – Bienal Internacional de Arte Contemporânea da América do Sul.

Ecos de Memórias Póstumas teve como inspiração os céus de Porto Alegre e o mar de Florianópolis. Denise, a partir de duas fotomontagens , “Reverso” (2002) e “Espaço permeável” (2003), reuniu numerosas fotografias analógicas para formar um grande mosaico. Em 2016, a obra foi vítima de um vazamento de água que modificou permanentemente a proposta inicial de Gadelha e traçou um novo caminho para o projeto, possibilitando uma abordagem sobre a passagem do tempo e a adaptação às mudanças.

As foto-instalações da artista foram selecionadas por meio de uma convocatória realizada pela Bienal Sur, em que foram registradas 5025 inscrições, propostas por artistas de 76 países. A convocatória não teve nenhum tema pré-estabelecido, pois buscava entender o que cada lugar está produzindo e quais as pautas que estão surgindo para os artistas.

Sobre a Bienal Sur

BIENALSUR é a Bienal Internacional de Arte Contemporânea da América do Sul. BIENALSUR começou em 2015, com as reuniões Sul Global, a plataforma de pensamento para a arte e a cultura contemporânea, ao longo de 2016 e já em 2017 na sua primeira edição, com ações e exposições realizadas ao redor do mundo. A segunda edição da BIENALSUR se expande em 112 sedes em 43 cidades em 21 países.

Organizada por la Universidad Nacional de Tres de Febrero (UNTREF) –universidad pública argentina- tiene a su rector Aníbal Jozami como director general y a la directora del Área de Arte y Cultura, Diana Wechsler como la directora artístico-académica.

A BIENALSUR conecta simultaneamente ao público dos cinco continentes. Em 2017, mais de 400 artistas e curadores participaram desta plataforma e espera-se superar esse número em 2019. As exposições são realizadas em diferentes museus, centros culturais, edifícios e áreas emblemáticas do espaço público, buscando gerar uma rede global de colaboração associativa institucional que elimine distâncias e fronteiras, e reivindique a singularidade na diversidade.

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