GT 1 – Estudos Históricos e Epistemológicos da Ciência da Informação

Estudos históricos e epistemológicos da Ciência da Informação (escolas de pensamento, correntes teóricas, autores e obras de fundamentação, leituras teórico-metodológicas e conceituações). Constituição, desenvolvimento e inovação conceitual, teórica e metodológica do campo científico informacional. Os objetos de estudos da Ciência da Informação e suas transformações teórico-conceituais. Reflexões e discussões sobre disciplinaridade, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade.

Coordenador:  Dr. Edivânio Duarte de Souza (UFAL) edivanio.duarte@ichca.ufal.br
Coodernador Adjunto: Dr. Marivalde Moacir Francelin (USP) marivalde@usp.br

PROGRAMAÇÃO

08/11/2022 – Terça-Feira – Manhã 9h00 – 10h30 – SALA 31

Sessão: 1

Coordenador da sessão: Edivanio Duarte de Souza; Universidade Federal de Alagoas – UFAL ; edivanio.duarte@ichca.ufal.br
Relatora da sessão: Marivalde Moacir Francelin; Universidade de São Paulo; marivalde@usp.br

Comunicação 1

Autoria(s): Gustavo Saldanha; Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT; gustavosaldanha@ibict.br 

Cartas filosófico-epistemológicas em Ciência da Informação: primeiras cartografias núncias

Resumo: A pesquisa repousa sobre epistemologia da Ciência da Informação, com base em pesquisa teórica, conceitual e bibliográfica sobre a filosofia da informação constituída no escopo do campo da Ciência da Informação no século XXI, com vistas à compreensão de seu impacto aplicado nos âmbitos social, cultural e político em nossa realidade contemporânea via suas revoluções sociotécnicas. Tendo como ponto de partida o foco do elo teórico-empírico da filosofia da informação constituída em Ciência da Informação, sob diferentes influências, a investigação focaliza a percepção de diferentes contextos de produção conceitual dispersas na linha de uma historiografia informacional. Para tal, lançamos mão da abordagem da epistemologia histórica como marco teórico preliminar. A primeira questão lançada na essência do problema se pergunta pela condição formação histórica é um modo específico de criar – a poiesis filosófico-cartográfica de nosso campo – e de deliberar sobre as dialéticas da filosofia da informação oriunda de nossa discursividade.
Palavras-Chave: Epistemologia da Ciência da Informação. Cartografia dos saberes. Epistemologia histórica. Filosofia da informação.

Comunicação 2

Autoria(s): Amanda Salomão; Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT; Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ; amandachrisalomao@msn.com; Gustavo Silva Saldanha; Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT; Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO; saldanhaquim@gmail.com 

A teoria da leitura nas vidas de Sylva Simsova: reflexões biobibliográficas

Resumo: O estudo tem como objetivo propor uma reflexão acerca da produção científica de Sylva Simsova à luz de sua contribuição para os estudos sobre a leitura no âmbito epistemológico-histórico em Biblioteconomia e Ciência da Informação (BCI). A pesquisa apresenta o pensamento simsoviano a partir de uma tessitura biobibliográfica: sua história de vida, com foco para seu percurso como docente e pesquisadora, e suas produções científicas sobre a leitura. No plano metodológico, a proposta, de fundo teórico, caráter exploratório e abordagem quanti-qualitativa, apresenta em sua delimitação critérios de pesquisa biobibliográfica, segundo Louise Malclès, aporte que norteia a investigação sobre a produção científica de Sylva Simsova em relação com sua trajetória pessoal e profissional. No âmbito teórico, a contextualização sobre a vida da autora é sustentada por seus próprios relatos, que integram o Dicionário de Bibliotecários Tchecos e as obras de Bridget Kendall e Ian Willoughby. A reflexão acerca da produção simsoviana encontra respaldo nos estudos de Nicolas Roubakine sobre a bibliopsicologia, analisada à luz das reflexões de Lígia Dumont e Amanda Salomão sobre a leitura em sua concepção social. O olhar de Gustavo Saldanha contribui para a articulação do pensamento de Simsova na trajetória epistemológico-histórica de estudos sobre a leitura no campo, oferecendo outras lentes para pensarmos a leitura em BCI.
Palavras-Chave: Sylva Simsova. Leitura. Teoria da leitura. Nicolas Roubakine (Rubakin). Bibliopsicologia.

Comunicação 3

Autoria(s): Gabriela Fernanda Ribeiro Rodrigues; Universidade de Brasília – UnB; gabyfrr@gmail.com; Eliane Braga de Oliveira; Universidade de Brasília – UnB; lianebo@unb.br; Carlos Henrique Juvêncio, Universidade Federal Fluminense – UFF; carlosjuvencio@id.uff.br

A história da pós-graduação no Brasil: o caso da Ciência da Informação

Resumo: O ensino superior no Brasil vivenciou mudanças importantes entre as décadas de 1930 e 1960, na figura de três marcos históricos. Tais mudanças foram motivadas por uma onda de modernização, desenvolvimento científico, tecnológico e a necessidade de formação de profissionais especializados no país. Dentre esses marcos, destaca-se o Parecer n° 977/65, responsável pela regulamentação da pós-graduação brasileira. O estímulo à criação dos cursos de pós-graduação no Brasil, influenciou também a criação de cursos de pós-graduação em Biblioteconomia e em Ciência da Informação, inclusive em uma perspectiva de atualização profissional. O presente artigo relata uma investigação de natureza qualitativa e exploratória, que trata do surgimento desses primeiros cursos de mestrado em Ciência da Informação e Biblioteconomia e Documentação, no Brasil, na década de 1970. Por meio de pesquisa bibliográfica, apresenta o contexto da criação dos cursos nas respectivas instituições, IBBD/UFRJ, USP, UFMG, PUC-Campinas, UnB e UFPB. Reúne os argumentos utilizados à época para justificar a criação dos cursos e identifica personagens responsáveis pela mobilização para criação dos cursos de mestrado. Conclui que é importante investigar esse momento de expansão e especialização do ensino da Biblioteconomia e Ciência da Informação no Brasil, a nível de pós-graduação, pois permite a recuperação histórica da formação do campo, bem como a compreensão da composição identitária da Ciência da Informação brasileira.
Palavras-Chave: Programas de pós-graduação em Ciência da Informação. História da Ciência da Informação. Instituições de ensino e pesquisa.

Coffee-Break: 10:30-11:00


Dia 08.11.2022 – Terça-feira – Manhã – 11:00-12:00 – SALA 31

Sessão: 2

Coordenadora da sessão: Marivalde Moacir Francelin; Universidade de São Paulo; marivalde@usp.br
Relator da sessão: Edivanio Duarte de Souza; Universidade Federal de Alagoas – UFAL ; edivanio.duarte@ichca.ufal.br

Comunicação 1

Autoria(s): Silvio Marcos Dias Santos; Universidade Federal Fluminense – UFF; silviosantos@id.uff.br; Elisabete Gonçalves de Souza; Universidade Federal Fluminense – UFF; elisabetegs@id.uff.br 

Interdisciplinaridade e formação docente em Ciência da Informação

Resumo: O presente estudo visou conhecer o quadro docente dos Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação no Brasil, em relação ao perfil acadêmico, tanto no âmbito da formação em graduação, quanto de seus respectivos doutorados. Para tanto se delineou como universo os docentes inscritos nos 11 programas de doutorado ministrados por Instituições de Ensino Superior Públicas, desde 1992, quando iniciou o primeiro programa no cenário nacional, até o ano de 2019. A abordagem quanti-qualitativa e exploratória teve como base de coleta a Plataforma Lattes e, também, informações constantes nas páginas oficiais dos respectivos programas. A perspectiva foi reforçar a importância da bagagem cultural pregressa dos docentes como potencial influência nos rumos da pesquisa em Ciência da Informação. Patenteou-se que o perfil acadêmico docente representa um importante componente o qual afere à Ciência da Informação o caráter interdisciplinar que lhe é característico, uma vez que tais formações retroalimentam a diversidade de campos com os quais a área tece seus diálogos e consolida a sua epistemologia.
Palavras-Chave: Doutorado em Ciência da Informação no Brasil. Docentes do Doutorado em Ciência da Informação no Brasil. Interdisciplinaridade em Ciência da Informação no Brasil.

Comunicação 2

Autoria(s): Ana Cláudia Lara Coelho Aranha; Universidade Federal Fluminense – UFF; anaclaudialaracoelho@gmail.com; Elisabete Gonçalves de Souza; Universidade Federal Fluminense – UFF; elisabetegs@id.uff.br; Vitor Manoel Marques da Fonseca; Universidade Federal Fluminense – UFF; vitor_fonseca@id.uff.br

Performance, documento e documento de arquivo: relações conceituais

Resumo: O artigo propõe aproximações entre os conceitos de performance, documento e documento de arquivo, a fim de identificar possíveis ligações entre esses conceitos nos domínios dos estudos da Documentação, da Ciência da Informação e da Arquivologia. Para tal, apresenta as definições desses termos a partir de teóricos da performance (Peggy Phelan, Jorge Glusberg, Regina Melim e Renato Cohen), da Ciência da Informação (Michael Buckland), da Documentação (Suzanne Briet) e da Arquivologia (Heloísa Liberalli Bellotto, Ana Maria de Almeida Camargo e Bruno Delmas). Em seguida, aponta aproximações entre performance e documento por meio da definição de evento e das evidências que estes podem gerar. As aproximações com documento de arquivo se dão a partir da inclusão de objetos como evidências de caráter arquivístico. Também traz algumas visões de teóricos da arte sobre o papel dos registros nessa manifestação artística. Conclui-se que essas relações são pertinentes, pois permitem a percepção da performance como uma ação passível de registro documental e arquivístico, úteis para informar e auxiliar a produção de conhecimento sobre essa manifestação artística.
Palavras-Chave: Performance. Documento. Documento de Arquivo. Evento. Evidência.

Comunicação 3

Autoria(s): Rodrigo Rabello, Universidade de Brasília – UnB; rdgrabello@gmail.com 

Práticas documentárias em regimes de materialidade

Resumo: As contribuições de Bernd Frohmann têm influenciado o campo da ciência da informação particularmente no Brasil. Destacam-se, no presente texto, alguns aspectos orientadores de sua proposta neodocumentalista relativos ao processo de documentar. Tendo em vista tal proposta objetiva-se situar perspectivas de práticas documentárias – agência de documentar ou documentação – em regimes de materialidade, enfocando os pontos de partida foucaultiano e latouriano. Para tanto, consideram-se múltiplos aspectos da materialidade do documento (a partir de um extrato da obra de Frohmann) mediante os quais se identificou a complementariedade de ao menos três composições: a. A permanência e a força da materialidade do enunciado influenciam as práticas sociais e discursivas em determinados modos de institucionalidade (arqueologia foucaultiana); b. A força da materialidade do documento advém da dimensão relacional a partir da noção de dispositivo (genealogia foucaultiana); e c. A materialidade do discurso – com alcance na materialidade dos artefatos e dos documentos – produz-se a partir das associações de atores (perspectiva latouriana). Neles, tanto a imanência como o valor de materialidade seriam relacionais às práticas documentárias, dependendo dos modos de institucionalidade que orientam e são orientados pela agência dos atores, por suas associações, pelas relações de poder e seus efeitos.
Palavras-Chave: Prática documentária. Documento. Neodocumentação. Regime de materialidade. Bernd Frohmann.

Almoço: 12:00-14:00


Dia 08.11.2022 – Terça-feira – Tarde – 14:00-15:30 – SALA 31

Sessão: 3

Coordenadora da sessão: Ana Cristina de Albuquerque; Universidade Estadual de Londrina – UEL; albuanati@uel.br 
Relator da sessão: Edivanio Duarte de Souza; Universidade Federal de Alagoas – UFAL; edivanio.duarte@ichca.ufal.br

Comunicação 1

Autoria(s): Thays Lacerda; Universidade Federal Fluminense – UFF; arquivosdathays@gmail.com; Márcia Cavalcanti; Universidade Santa Úrsula – USU; marciacavalcanti@gmail.com 

Sobre dispositivo e dispositivo de arquivo

Resumo: Este artigo é fruto da pesquisa para tese de doutorado desenvolvida no âmbito da Ciência da Informação intitulada “(Re)Pensando o arquivo a partir da noção de dispositivo: um estudo epistemológico”. Apresenta o Dispositivo de Arquivo como categoria de análise desenvolvida a partir do conceito de Dispositivo de Michel Foucault. É situado no campo dos estudos epistemológicos arquivísticos a fim de contribuir para um estudo teórico dos arquivos que considere suas práticas, seus efeitos e os modos de acreditação a eles articulados. Assim, ao falarmos de uma epistemologia do arquivo pensamos antes em uma epistemologia dos modos de ser arquivo, nas condições de possibilidade da existência dos arquivos e nas diversas articulações nas quais o arquivo encontra-se imbricado e das quais não pode ser dissociado. O estudo epistemológico dos arquivos é de interesse da Ciência da Informação principalmente devido aos diversos estudos arquivísticos voltados à análise dos modos de circulação da informação arquivística – informação orgânica registrada em documentos – como também por interrogarem o papel do arquivo como fonte informativa e probatória.
Palavras-Chave: Dispositivo. Dispositivo de Arquivo. Epistemologia.

Comunicação 2

Autoria(s): Alexandre Faben; Universidade Federal Fluminense – UFF; alexandrefaben@gmail.com; Ana Célia Rodrigues; Universidade Federal Fluminense – UFF; anaceliarodrigues@gmail.com; Carlos Guardado da Silva; Universidade de Coimbra – UC; Universidade de Lisboa – UL; carlosguardado@gmail.com 

Identificação arquivística como método para a gestão de documentos no contexto Ibero-Americano

Resumo: Aborda a dimensão conceitual da identificação arquivística no contexto da gestão de documentos e de Arquivos dos países ibero-americanos. Trata-se de pesquisa exploratória, de natureza qualitativa, que se desenvolve nos parâmetros da investigação documental, a partir da coleta, sistematização e análise de dados. Discute a ocorrência e a finalidade do termo e do conceito relacionado à identificação arquivística, como contribuição para os debates sobre gestão de documentos para o acesso à informação, transparência e integridade pública no contexto do cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimentos Sustentáveis (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Demonstra o estado da arte sobre a identificação arquivística no contexto ibero-americano, o que permite analisar o cenário e refletir a respeito de questões que envolvem o desenvolvimento da identificação arquivística como método para a gestão de documentos e integridade pública. Evidencia-se que não há consenso terminológico e conceitual em obras de referência da área, por isso torna-se fundamental a definição do conceito de identificação arquivística, vista como um método que tem por objeto de estudo os documentos e seu produtor, dentro de determinado contexto, para que ocupe o lugar imprescindível de ponto de partida para a implementação de Programa de Gestão de Documentos.
Palavras-Chave: Identificação arquivística. Investigação Documental. Gestão de Documentos. Integridade Pública.

Comunicação 3

Autoria(s): Maria Lígia Triques; Universidade Estadual de Londrina – UEL; mligia.triques@uel.br; Ana Cristina de Albuquerque; Universidade Estadual de Londrina – UEL; albuanati@uel.br 

O lugar do termo “patrimônio cultural” nos estudos contemporâneos da Ciência da Informação

Resumo: Parte-se da percepção de que a expressão “patrimônio cultural” tem sido cada vez mais encontrada em publicações científicas da Ciência da Informação e áreas afins, em especial, na relação com o âmbito digital; sendo que, muitas vezes, o motivo de sua utilização fica implícito. Logo, se entende necessária uma reflexão sobre a popularização dessa expressão, não enquanto uma recorrência ocasional, mas sim, como uma expressão explicitada ou definida que ajude a compreender o lugar que o “patrimônio cultural” ocupa nos estudos da Ciência da Informação brasileira. O objetivo é elencar discussões que possam contribuir com essa reflexão. Para isso, apresenta-se brevemente as noções que moldam a ideia transversal de patrimônio cultural em sentido amplo, a qual resulta na aproximação com a Ciência da Informação, utilizando para isso as referências teóricas da área. Completa-se a análise a partir de uma revisão bibliográfica, qualitativa e exploratória da literatura nacional da área de Ciência da Informação por meio da Base de Dados Referenciais de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI), evidenciando a relação com o âmbito digital. Sendo assim, a partir do recorte considerado, conclui-se que, em grande parte das publicações da área, a expressão “patrimônio cultural” é usada sem um rigor conceitual e que isso se deve a um entendimento que vincula o valor patrimonial ao informacional.
Palavras-Chave: Patrimônio cultural. Ambientes digitais. Ciência da Informação. Brasil.

Coffee-Break: 15:30-16:00


08/11/2022 – Terça-Feira – Tarde 16h00 – 17h00 – SALA 31

Sessão: 4

Coordenadora da sessão: Marivalde Moacir Francelin; Universidade de São Paulo – USP; marivalde@usp.br 
Relatora da sessão: Ana Cristina de Albuquerque; Universidade Estadual de Londrina – UEL; albuanati@uel.br

Comunicação 1

Autoria(s): Ana Cláudia Perpétuo de Oliveira; Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC; anacpo72@gmail.com; Daniella Camara Pizarro; Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC; daniella.pizarro@udesc.br; Eliane Fioravante; Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC; eliane.fioravante@udesc.br

Três estudos em busca de discursos: convergências teóricas e metodológicas

Resumo: Ao escutar um indivíduo, e lidar com tudo que envolve esta escuta, presencialmente ou à distância, muitos fatores oriundos da iminência e do encontro em si, podem ser relevantes e determinantes para o desenvolvimento da pesquisa. Este texto objetiva investigar relações entre o processo de coleta de discursos de três estudos de doutorado em Ciência da Informação, que utilizam como fundamentação metodológica a Teoria das Representações Sociais. Todos fenomenológicos, esses estudos foram construídos a partir do discurso de alunos de escolas públicas, acerca da biblioteca escolar, de gestores de bibliotecas públicas e docentes de cursos de Biblioteconomia de universidades públicas. Abordam sobre fenomenologia, representações sociais e a técnica do Discurso do Sujeito Coletivo, adotada para tratar os dados das entrevistas. Relata o contexto de cada estudo doutoral, o processo de coleta de discursos, e dos outros dados. Entre as posturas exigidas às pesquisadoras, enfatiza a epoché, de Husserl, e envolvimento e alienação, ou distanciamento, de Elias. Além de fenômenos, os resultados dos estudos revelam aprofundamento fenomenológico das pesquisadoras, tanto no entendimento teórico quanto metodológico, uma relação entre as três instituições pesquisadas no que tange a inclusão/exclusão social. Por fim, o artigo contribui para o avanço das pesquisas qualitativas em Ciência da Informação, e a forma que vêm buscando e tratando seus dados. Pesquisas que, no âmbito dessa ciência, mostram-se imprescindíveis.
Palavras-Chave: Representações Sociais. Coleta de Discursos. Estudos. Biblioteconomia. Ciência da Informação.

Comunicação 2

Autoria(s): Maria Aurea Montenegro Albuquerque Guerra; Universidade Federal do Ceará – UFC; aurea.mguerra@gmail.com; Maria Isabel Filgueiras Lima Ciasca; Universidade Federal do Ceará – UFC; isabelfil@uol.com.br; Lidia Eugenia Cavalcante – Universidade Federal do Ceará – UFC; lidia@ufc.br

Gênese sócio-histórica da biblioteca universitária no âmbito do ensino superior

Resumo: Este artigo é parte da tese de doutorado cujo objetivo central é analisar a gênese da biblioteca universitária relacionando suas questões históricas e sociais com ênfase na educação superior. No desenvolvimento do aporte teórico discute-se a evolução da biblioteca desde os primórdios até os dias atuais, destacando o papel da biblioteca universitária e suas manifestações no ensino-aprendizagem. Parte-se assim de um breve retrospecto da criação das universidades ao longo da trajetória social, tal posicionamento serve de amparo para a compreensão do papel das bibliotecas universitárias na consolidação do ensino superior. Metodologicamente trata-se de uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa. Nesse âmbito o método bibliográfico possibilita discutir perspectivas do conceito de biblioteca universitária e do ensino e as implicações que acarretam para ambas as instâncias. Os resultados apontam que o ensino e a biblioteca sempre mantiveram uma relação de forte dependência para o alcance de seus objetivos operando como um binômio biblioteca universitária-ensino aprendizagem. Conclui-se que a participação das bibliotecas nas instituições de ensino fundamenta-se principalmente de seu caráter inseparável do sistema educacional.
Palavras-Chave: Biblioteca Gênese. Biblioteca Universitária.  Ensino.

Comunicação 3
Resumo Expandido

Autoria(s): Larissa Moraes Martins – Universidade Estadual de Londrina – UEL; larissa.moraes.martins@uel.br; Ana Cristina de Albuquerque – Universidade Estadual de Londrina – UEL; albuanati@uel.br

Metodologia de análise do conceito de informação: primeiras incursões sobre o “Percurso de Rohling”

Resumo: O presente trabalho propõe um debate inicial a partir de produções já existentes que tratam da relação entre a Ciência da Informação e a Análise Dialógica do Discurso.  Sendo assim, este trabalho teve como objetivo buscar compreender o Percurso de Rohling como possibilidade para a análise do conceito de informação à luz da Ciência da Informação. Quanto aos procedimentos metodológicos aplicados, esta pesquisa se tratou de uma pesquisa descritiva, com abordagem qualitativa e delineamento bibliográfico de caráter não exaustivo. Buscamos pontuar as possibilidades de aplicação e contribuição da metodologia para o desenvolvimento de pesquisas da área, uma vez que se trata de uma metodologia flexível/adaptável permitindo sua utilização em pesquisas com uma variedade de abordagens. Esta ainda é uma metodologia pouco utilizada na Ciência da Informação no Brasil, e entende-se a partir dos resultados que existem diversas contribuições para as áreas de estudos e a compreensão do nosso objeto, a informação, sendo assim uma possibilidade de método.
Palavras-Chave: Análise Dialógica do Discurso. Percurso de Rohling. Ciência da Informação. Metodos de Pesquisa.


09/11/2022 – Quarta-Feira – Manhã 9h00 – 10h30 – SALA 31

Sessão: 5

Coordenador da sessão: Rodrigo Rabelo; Universidadade de Brasília – UnB; dgrabello@gmail.com 
Relator da sessão: Edivanio Duarte de Souza; Universidade Federal de Alagoas; edivanio.duarte@ichca.ufal.br

Comunicação 1

Autoria(s): Sérgio Rodrigues de Santana; Universidade Federal da Paraíba – UFPB; sergiokafe@hotmail.com; Maytê Luanna Dias de Melo; Universidade Federal da Paraíba – UFPB; lumeloo@yahoo.com.br; Edivanio Duarte de Souza; Universidade Federal de Alagoas UFAL; Universidade Federal da Paraíba – UFPB; edivanio.duarte@ichca.ufal.br 

Informação gênero-sexualidade: das dimensões epistêmicas ao uso do termo e seu conceito

Resumo: Os corpos e as subjetividades LGBTQIA+ demandam necessidades informacionais distintas e produzem conhecimentos específicos. Nesse sentido, reflete sobre as dimensões epistêmicas que compõem a informação gênero-sexualidade. O trabalho se caracteriza qualitativo, pautado no método compreensivo, descritivo e interpretativo, com abordagem teórica cognitivo-social. Considera que a informação gênero-sexualidade é a interseção informacional das dimensões gênero, sexualidade, étnico-racial e classe econômica.
Palavras-Chave: Epistemologia da informação. Informação Gênero-Sexualidade. LGBTQIA+.

Comunicação 2
Resumo Expandido

Autoria(s): Eliane Pawlowski de Oliveira Araújo; Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG; elianepaw@yahoo.com.br; Claudio Paixão Anastácio de Paula; Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG; claudiopap@hotmail.com; Jose Ricardo da Silva Neto; Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG; falecomjosericardosilva@gmail.co

Infocomunicação e protoinformação: ensaios conceituais e definições

Resumo: A informação, por ser um objeto multiperspéctico, possui definições variadas. O mesmo se dá com os termos associados a ela. Nesse sentido, objetivando conceitualizar a expressão “fenômeno infocomunicacional” na perspectiva da Ciência da Informação, o presente trabalho parte da compreensão de seus elementos fundantes iniciando a análise por sua base constitutiva – a  Protoinformação. Utilizando-se de uma pesquisa bibliográfica, aproximaram-se conceitos diversos para desenvolver uma base teórica compreensiva para esse fenômeno e seus elementos subjacentes. Resultou deste estudo um modelo conceitual que, pretende-se, possa referenciar o desenvolvimento de vários outros conceitos que ainda necessitam ser apropriados pela Ciência da Informação.
Palavras-Chave: Fenômeno infocomunicacional. Protoinformação. Memeplexos.

Comunicação 3
Resumo Expandido

Autoria(s): Daniel da Silva Guimarães Cândido; Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG; daniel.guim@gmail.com; Claudio Paixão Anastácio de Paula; Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG; claudiopap@hotmail.com

Avaliando a incorporação da perspectiva memética ao repertório da CI

Resumo: Este recorte de pesquisa em andamento (mestrado) descreve um estudo qualitativo visando analisar as ficções criadas dentro do fluxo informacional das postagens em dois grupos políticos no Twitter – Mídia Ninja e Movimento Brasil Livre – referentes à abertura do impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. Propõe-se utilizar a identificação e análise dos “memes” da base desse fluxo para avaliar a viabilidade da incorporação da perspectiva Memética ao repertório da Ciência da Informação. Pressupondo que conceituar memes como unidades de informação auxilie a compreensão da organização e propagação da informação no meio social, busca-se sedimentar uma epistemologia biopsicossocial da informação.
Palavras-Chave: Fluxo informacional. Memética. Ficções. Plataformas online. Política.

Coffee-Break: 10:30-11:00


09/11/2022 – Quarta-Feira – Manhã 11h00 – 12h00 – SALA 31

Sessão: 6  

Coordenador da sessão: Henry Poncio Cruz de Oliveira; Universidade Federal da Paraíba – UFPB; henry.poncio@gmail.com 
Relator da sessão: Rodrigo Rabelo; Universidadade de Brasília – UnB; rdgrabello@gmail.com 

Comunicação 1
Resumo Expandido

Autoria(s): Wérleson Alexandre de Lima Santos; Universidade Federal de Pernambuco – UFPE; werleson.santos@outlook.com; Hélio Márcio Pajeú; Universidade Federal de Pernambuco – UFPE; helipajeu@ufpe.br 

Em busca de um entendimento geral acerca da desinformação

Resumo: O trabalho tem como objetivo traçar uma discussão teórica a respeito das definições acerca da desinformação. Trata-se de uma pesquisa exploratória e bibliográfica que toma como base teóricos como Capurro e Hjorland (2007) e Buckland (2017) para construir uma discussão do conceito de informação, usando-o como base para a maneira de enxergar o entendimento sobre desinformação. Conclui-se que a desinformação deve ser encarada enquanto um fenômeno informacional tridimensional, manifestando-se em uma dimensão física, cognitiva e social. Aponta que a necessidade de estudos sob uma ótica mais materialista que não a desassocie o fenômeno da desinformação de demais elementos sociais; propondo uma compreensão dele enquanto um acontecimento intimamente atrelado as formas de organização social e de estruturação da sociedade capitalista, sem estar alheia a demais tensionamentos decorrentes dos conflitos causados pela maneira com a qual esse sistema organiza e condiciona as formas de vivência da sociedade.
Palavras-Chave: Desinformação. Conceitos de informação. Sociedade capitalista.

Comunicação 2
Resumo Expandido

Autoria(s): Bárbara Beatriccy Bentes Pinto, Univerisdade Federal da Paraíba – UFPB; barbarabeatriccybentes@gmail.com; Henry Poncio Cruz de Oliveira; Univerisdade Federal da Paraíba – UFPB; henry.poncio@gmail.com

Desinformação, agências de fact checking e identificação de fake news 

Resumo: Devido o aumento de Fake News nas plataformas digitais, nota-se o avanço na criação de Agências de Checagens de Informações que atuam verificando notícias verdadeiras, imprecisas, tendenciosas ou falsas. Construímos esta pesquisa pautada na seguinte questão: De que modo as agências de Fact- Checking identificam e categorizam as fake News? Definimos como objetivo de pesquisa: Compreender as metodologias de identificação e categorização de Fake News usadas nas agências de Fact-Checking. O artigo apresenta resultados sobre as metodologias utilizadas por cinco Agências de Fact-Checking Brasileiras para identificar e categorizar conteúdos potencialmente desinformacionais: Lupa, Aos Fatos, Site E-farsas, Uol confere, Estadão Verifica. A coleta de dados foi realizada nos sites das Agências, nos meses de maio e junho de 2022, localizadas nas páginas web. As Agências possuem metodologias e suas etiquetas variam: Falso, Contraditório, Verdadeiro, Ainda é cedo pra dizer, Exagerado, Subestimado, Insustentável, Verdadeiro, mas, De olho, Não é bem assim, Sem contexto, Distorcido, Conteúdo inventado, manipulado, enganoso, impostor, Falsa conexão, Sátira ou paródia e Falso contexto. As agências de checagem têm um papel bastante significativo no trabalho de combate às Fake News, é de extrema importância compreender o processo com contribuições da Ciência da Informação.
Palavras-Chave: Informação. Desinformação. Fake News. Fact-Checking. Metodologia