Estudos teóricos e aplicados em informação sobre Raça, Classe, Gênero, Sexualidades e Interseccionalidades. Teorias Críticas, Culturais, Racial, Feministas e Queer. Correntes teóricas, escolas de pensamento, bases metodológicas-conceituais e aplicações técnico- científicas dos estudos étnico-raciais, de gênero e de diversidade. Teorias, discursos, saberes, atividades científicas e profissionais em ambientes informacionais comunitários, populares e organizacionais. Relações sociais, de poder e resistências. Epistemicídio, violências e insurgências. Estudos Pós-Coloniais, Decoloniais e Anticoloniais. Estudos Críticos da Branquitude. Justiça Social, Informacional, Racial e de Gênero.
Coordenadora: Izabel França de Lima; Universidade Federal da Paraíba, (UFPB); email: belbib@gmail.com
Coordenadora Adjunta: Maria Aparecida Moura; Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); email: cidamoura@gmail.com
PROGRAMAÇÃO
Dia 08.11.2022 – Terça-feira – Manhã – 9:00-10:30 – SALA 41 –
Sessão 1: Abertura
Histórico e perspectivas do GT 12
Coordenadora da sessão: Izabel França de Lima (Universidade Federal da Paraíba, (UFPB); e Maria Aparecida Moura; Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Relator da sessão: Gracy Kelli Martins, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), E-mail: gracykelli@gmail.com
Coffee-Break: 10:30-11:00
Dia 08.11.2022 – Terça-feira – Manhã – 11:00-12:00 – Sala 41 –
Sessão 3: Ética da Informação e Inclusão
Coordenadora da sessão: Leyde Klebia Rodrigues da Silva, Universidade Federal da Bahia (UFBA), leyde.klebia@ufba.br
Relatora da sessão: Denise Braga Sampaio; Universidade Federal da Bahia (UFBA), E-mail: enisebs23@gmail.com
Comunicação 1
11h00 às 11h15
Autoria(s): Maria Aparecida Jacques de Arruda, Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquista Filho (NESP/Marília) <maria.arruda@unesp.br>
Rosangela Formentini Caldas Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquista Filho (NESP/Marília) <r.caldas@unesp.br>.
Proposta de Gestão por Meio de Sistema de Mediação Cultural: Saberes Indígenas
Resumo: Objetivou-se levantar ações que contribuam na promoção da proposta de um sistema de gestão e mediação cultural e de saberes etnológicos, vinculado com a Biblioteca Curt Nimuendajú da Fundação Nacional do Índio (FUNAI). Quanto à metodologia, é uma pesquisa de abordagem qualitativa, caracterizada descritiva e exploratória. Utilizou-se o método gestão baseada em evidência, o qual, exige três ou mais fontes de evidências; para tal, optou-se pelos seguintes procedimentos: Levantamento Bibliográfico no Portal de Periódicos da Capes e Base Brasileira de Pesquisa em Ciência da Informação; Levantamento da temática no site da Fundação Nacional do Índio e Entrevista semiestruturada com um líder indígena. Utilizou-se da técnica análise de conteúdo para analisar os resultados. Considerou-se que o objetivo foi alcançado de forma parcial, devido a quantidade de fontes de evidências levantadas, ficou pendente parte das análises. Sugere-se que estudos dessa natureza seja uma constância na Ciência da Informação para contribuir com o desenvolvimento informacional e etnocultural dos povos indígenas brasileiros.
Palavras-Chave: Gestão de conhecimento indígena. Mediação cultural indígena. Mediação do saber etnológico. Sistema de informação indígena. Biblioteca indígena – Funai.
Comunicação 2
11h15 às 11h30
Autoria(s): Kariane Regina Laurindo, Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC <karianeregina@ hotmail.com>, Daniella Pizarro Universidade do Estado de santa Catarina – UDESC, <daniellapizarro@ hotmail.com>
Registro e Organização das Histórias e Memórias do Quilombo Vidal Martins: Relato de Pesquisa
Resumo: O presente trabalho aborda o relato de pesquisa de dissertação que, versa sobre a organização das memórias e histórias da primeira comunidade declarada pela Fundação Cultural Palmares como comunidade remanescente quilombola em Florianópolis, Santa Catarina. Apresenta um levantamento documental e bibliográfico referente à comunidade estudada e às temáticas referentes à memória, fontes de informação, o processo de decolonidade, a branquitude e a falácia da democracia racial. Utilizou-se da metodologia de história oral e, como instrumento de coleta, a pesquisa é documental com o uso de discursos e ainda, fez-se uso de trechos das entrevistas com os remanescentes quilombolas. Destaca-se como fontes documentais recuperadas: documentos de registro histórico disponíveis em arquivos eclesiásticos, documentos sob tutela da comunidade, fontes bibliográficas, notas jornalísticas em hemerotecas e o relato de remanescentes quilombolas residentes na comunidade. Dessa forma, foi possível organizar e registrar as memórias da comunidade Vidal Martins de forma que possa visibilizar a história da comunidade através das memórias, ilustrado pela documentação coletada.
Palavras-Chave: Quilombo Vidal Martins. Fonte de informação. Memória. Oralidade. Pesquisa documental.
Comunicação 3
11h30 às 11h40
Autoria(s): Natalia Francisca Nascimento da Silva, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), <natalianascimento7@gmail.com>; Nadi Helena Presser, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), <nadihelena@uol.com.br>.
Pobreza Informacional: Necessidades e Busca de Informações por Mulheres Vítimas de Violência Doméstica
Resumo: Conforme definido nos estudos de Chatman, a pobreza em informação é um dos pilares das barreiras sociais de acesso à informação. Assim a presente pesquisa apresenta resultados parciais sobre as circunstâncias que impulsionam mulheres, vítimas de violência doméstica, a assumirem suas necessidades informacionais e moverem-se em busca da informação. O estudo faz menção aos trabalhos desenvolvidos na área da Ciência da Informação pela pesquisadora Elfreda Chatman e suas análises sobre o comportamento em informação de populações marginalizadas e socialmente excluídas. Os dados foram coletados através de entrevistas semiestruturadas com profissionais de uma organização não governamental feminista e com mulheres vítimas de violência doméstica que buscaram essa entidade para obterem algum tipo de informação e orientação e dar fim à violência das quais eram vítimas. Os resultados são apresentados com base na análise de conteúdo, evidenciando as questões sociais que interferem no comportamento em informação das vítimas de violência doméstica, além de identificar os recursos de autoproteção, adotados por elas, não apenas para ocultar a violência com a qual convivem, mas para a manutenção de padrões sociais que normalizam a violência e a misoginia em nossa sociedade. Assim, foi permitido concluir que essas mulheres vivem numa realidade de vida informacional empobrecida, restrita a contextos que impulsionam a escassez informacional, a qual dificulta a erradicação da violência contra a mulher.
Palavras-Chave: Comportamento em Informação. Pobreza em Informação. Violência Doméstica.
11h40 às 12h00 Debate
Almoço: 12:00-14:00
Dia 08.11.2022 – Terça-feira – Tarde – 14:00-15:30 – Sala 411 –
Sessão 3: Conhecimento, saberes tradicionais e interculturalidade
Coordenador da sessão: Carlos Alberto Ávila Araújo; Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), E-mail: carlosaraujoufmg@gmail.com
Relatora da sessão: Leyde Klebia Rodrigues da Silva, Universidade Federal da Bahia (UFBA), leyde.klebia@ufba.br
Comunicação 1
14h00 às 14h15
Autoria(s): Thais Pereira da Silva, Universidade de São Paulo (USP), <thaisps79@outlook.com>, Marco Antônio de Almeida, Universidade de São Paulo (USP), <marcko@uol.com.br>.
Coletividade Digital: o Blog Blogueiras Negras
Resumo: Com o advento das tecnologias de informação e comunicação (TICs), emergem as coletividades baseadas nas mídias de mulheres negras, que criam dispositivos de informação e comunicação para produzir e disseminar informação (conteúdo simbólico). A presente pesquisa tem por objetivo refletir sobre a apropriação das TICs pelas mulheres negras brasileiras, como tática e estratégia para a resistência contra o racismo, o sexismo e a exploração de classe, entre outras opressões. Dessa forma, estabelece-se uma relação entre blog e o conceito de dispositivo infocomunicacional, elaborado por Foucault, Marteleto e Agamben, para analisar o weblog “Blogueiras Negras”, uma plataforma coletiva de mulheres negras. Para analisar o corpus da pesquisa, os textos publicados entre 2013 e 2014, mobiliza-se o método de pesquisa netnográfica. Percebe-se que as colaboradoras do blog contestam as imagens de controle (estereótipos) e narram suas próprias experiências nos artigos. Sendo assim, elas conseguem romper com as justificativas ideológicas que legitimam as opressões econômicas e políticas.Palavras-Chave: TICs. Mulheres Negras. Dispositivo infocomunicacional. Blog.
Comunicação 2
14h15 às 14h30
Autoria(s):
Beneildo Rodrigues Oliveira Pereira, Universidade Federal de Alagoas (UFAL), <beneildo.rodrigues@iqb.ufal.br> Edivanio Duarte de Souza, Universidade Federal de Alagoas (UFAL), <edivanio.duarte@ichca.ufal.br>.
Patentes e Conhecimentos Tradicionais: uma Breve Discussão Acerca da Apropriação de Propriedades Coletivas.
Resumo: A proteção intelectual se reveste de complexidade por contemplar interesses e direitos, muitas vezes, distintos e, até mesmo, contraditórios. Esta comunicação busca discutir acerca da preservação de conhecimentos de povos e comunidades tradicionais diante das solicitações de patenteamento de informações provenientes destes conhecimentos, comumente considerados não científicos, mas que são utilizados para embasar “novas descobertas”. Tomando como base uma pesquisa exploratória e descritiva, realizada com fundamentos em levantamentos bibliográficos e documentais, estabeleceu-se uma discussão que problematiza as relações entre conhecimentos científicos e conhecimentos tradicionais. Essa discussão se apresenta como contexto amplo das contradições e dos desafios que cercam a proteção intelectual, especificamente, no contexto da patente e dos conhecimentos tradicionais, respectivamente, classificados como propriedade intelectual e proteção sui generis. Considera-se a importância do respeito aos conhecimentos tradicionais há muito tempo ignorados, garantindo que os saberes sejam tratados além de uma perspectiva econômica, inclusive tomando como referência a necessidade de superação do estado de subalternização em que se encontram.
Palavras-Chave: Descolonização de conhecimentos. Conhecimentos tradicionais. Patente. Proteção intelectual.
Comunicação 3
14h30 às 14h45
Autoria(s): Dirnele Carneiro Garcez, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), <dirnele.garcez@yahoo.com.br>; Rodrigo de Sales, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) <rodrigo.sales.s@gmail.com>
Interculturalidade Crítica na BCI e na Organização do Conhecimento: Dialética Entre Catherine Walsh Natalia Duque Cardona
Resumo: A partir da pergunta: Como a Interculturalidade crítica pode ser inserida na Organização do Conhecimento? Este estudo pretende refletir sobre o diálogo entre a Interculturalidade e a Organização do Conhecimento a partir dos principais referenciais teóricos das produções científicas da pedagoga Catherine Walsh e da bibliotecária Natalia Duque Cardona. O corpus bibliográfico foi composto por artigos científicos, livros, capítulos de livros e outras bibliografias produzidas no campo bibliotecário-informacional. Foi possível observar que a Interculturalidade crítica de Walsh e a abordagem intercultural de Duque Cardona nos convocam a revelar e denunciar o processo de invisibilização das culturas e nos desafiam a criar formas de enfrentar essa forma de colonização cultural. Nossa crítica ao confronto se localiza justamente nas orientações teóricas que sustentam as construções dos SOCs, a construção desses instrumentos que representam formalmente o conhecimento. Cada cultura produz e transmite seu conhecimento da forma que lhe é peculiar. O desafio é, como propõe Duque Cardona, evidenciar as formas de produção, organização e transferência de saberes dos mais variados povos, especialmente aqueles que compõem a população originária e que se subordinaram em detrimento da supervalorização das formas de organizando o conhecimento. dos colonizadores. Por fim, consideramos que prática bibliotecária apoiada pela reflexão crítica através da interculturalidade permite determinar acerca dos saberes referenciados na construção epistemológica da BCI e proporcionar a visibilização de conhecimentos, pensamentos e suas formas de produção, organização e transferência de diferentes povos, em especial, a população originária.
Palavras-Chave: Interculturalidade crítica. Organização do conhecimento. Representação do conhecimento.
Comunicação 4
14h45 às 14h55
Autoria(s): Thainá Castro Costa Figueiredo Lopes, Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC), <thainacastrocosta@gmail.com> Renata Cardozo Padilha, Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC), <renata.padilha@ufsc.br>
Documentação Museológica e Identidade Negra: Antirracismo e Supremacia nas Práticas Museológicas
Resumo: Nas últimas décadas temos observado o desenvolvimento das pautas étnico raciais bem como a expansão do campo museológico, uma coisa não tem necessariamente a ver com a outra, mas ambos os processos, aqui analisados em perspectiva, revelam problemas e potenciais das construções de narrativas pelos aparelhos culturais museais. Este trabalho se pauta na investigação da documentação museológica no Brasil a partir da perspectiva racial, especificamente, se propõe a refletir como uma ferramenta museológica pode ser eficiente na construção de discursos antirracistas, ou em contraponto como uma ilusória neutralidade posiciona esse tipo de ferramenta como supremacista. Trata-se de uma revisão sobre museus e questões raciais e as experiências recentes acerca da musealização de acervos negros. Como resultado, identificamos que a proposta de autogestão e processos colaborativos tendem a transformar as técnicas e instrumentos de representação da informação dos museus garantindo o fortalecimento e representação das identidades negras. Consideramos que o fato de a documentação museológica visar o registro informacional de forma legítima, ética e segura dos acervos culturais, é preciso repensar como esses sistemas de informação são elaborados para que efetivamente tornem os museus espaços antirracistas, comprometidos com a transformação sociocultural, com a valorização humana e com os seus direitos. Palavras-Chave: Musealização. Antirracismo. Identidade negra. Representação da Informação. Documentação Museológica.
14h55 às 15h30 – Debate
Coffee-Break: 15:30-16:00
Dia 08.11.2022 – Terça-feira – Tarde – 16:00-17:00 – Sala 411 –
Sessão 4: Conhecimento, saberes tradicionais e interculturalidade
Coordenadora da sessão: Daniella Câmara Pizarro; Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), E-mail: daniella.pizarro@udesc.br
Relator da sessão: Denysson Axel Ribeiro Mota; Universidade Federal do Cariri (UFCA); E-mail: denyssonmota@gmail.com
Comunicação 1
16h00 às 16h15
Autoria(s): Felipe Arthur Cordeiro Alves, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), <felipecordeiro41@hotmail.com>; Gisele Rocha Cortês, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), <giselerochacortes@gmail.com>
Epistemicídio Negro na Ciência da Informação: uma Discussão Inicial
Resumo: A população negra compõe a maioria da população brasileira, todavia não dispõe de uma representatividade e equidade em diversos contextos sociais, inclusive na ambiência acadêmica e na produção científica. Esta comunicação tem como objetivo geral analisar o epistemicídio no campo da Ciência da Informação, especialmente no que concerne à população negra. Esta pesquisa, de cunho teórico, encontra-se estruturada em dois tópicos. No primeiro, abordamos o racismo estrutural e sua relação com as desigualdades socioeducacionais no país, especialmente as que a população negra enfrenta. No tópico seguinte, discorremos acerca do epistemicídio como instrumento de silenciamento epistêmico, em interface com estudos acerca desse tema no contexto da Ciência da Informação. Em âmbito metodológico, realizamos uma pesquisa bibliográfica e exploratória. Para tanto, utilizamos majoritariamente estudos desenvolvidos por intelectuais negros(as), oriundos de países enquadrados fora do eixo europeu e do norte-americano, com o propósito de fazer um exercício epistemológico de práxis decolonial. Como horizonte de resultados, a reflexão nos leva a considerar que é importante criar espaços de produção científica que fomentem a produção científica produzida por populações invisibilizadas no campo científico e vítimas do colonialismo epistêmico. Além disso, consideramos imprescindível acompanhar o epistemicídio negro na Ciência da Informação em diversas fontes de literatura científica.
Palavras-chave: Racismo estrutural. Epistemicídio. População negra. Ciência da Informação.
Comunicação 2
16h15 às 16h30
Autoria(s): Priscila Rufino Fevrier, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), <priscila.fevrier@gmail.com>, Franciéle Carneiro Garcês Da Silva, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), <francigarces@yahoo.com.br>, Dirnele Carneiro Garcez, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), <dirnele.garcez@yahoo.com.br>, Nathália Lima Romeiro, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) <ntromeiro91@gmail.com>, Ana Paula Meneses Alves, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) <apmeneses@eci.ufmg.br>
Direitos Humanos, Informação e Racismo: uma Análise do Perfil do Instagram do Quilombo Intelectual
Resumo: A proposta desse trabalho é analisar comentários de postagens do perfil do Projeto “Quilombo intelectual” no Instagram, realizadas na promoção e divulgação da informação étnico-racial e dos Direitos Humanos. Como referencial teórico aborda-se o projeto Quilombo Intelectual e a informação étnico-racial, seguida da contextualização sobre Direitos Humanos e Informação. Por fim, foram analisadas as interações e as subjetividades sobre racismo, informação e Direitos Humanos em duas publicações realizadas no perfil. Conclui-se que o racismo e seus desdobramentos estão presentes em comentários de algumas pessoas nas publicações analisadas, como reflexo do pensamento colonial e racista estruturado para manutenção de poder de grupos raciais dominantes. Nesse cenário, o Quilombo Intelectual desenvolve um papel relevante e de referência com a promoção e disseminação seletiva da informação científica, visibilizando estudos com enfoques nas relações étnico-racial e Direitos Humanos, assim como o acesso amplo a estas informações.
Palavras-Chave: Direitos humanos. Informação étnico-racial. População negra. Quilombo Intelectual. Racismo.
Comunicação 3
16h30 às 16h40
Autoria(s): Brenda de Souda Silva, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), <brenda.ssilva@ufpe.br>, Fabio Assis Pinho, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), <faabiopinho@ufpe.br>
Representatividade da Mulher na Modernidade: Proposta de Criação de Um Tesauro a Partir da Terminologia Conceitual da Personagem Funesta
Resumo: Aborda a representação temática da informação e o feminino, onde, objetiva investigar as relações simbólicas da personagem Funesta, sua terminologia conceitual e sua relação com a representação da mulher na modernidade a partir da dinâmica terminológica das linguagens documentárias. A pesquisa ocorre a nível descritivo e exploratório, cuja abordagem é qualitativa, por meio do levantamento bibliográfico, pesquisa documental e a aplicação do Modelo Metodológico Integrado para a Construção de Tesauros de Cervantes (2009), onde, os termos serão estruturados em mapas conceituais. Por fim, é esperado que os resultados elucidem o valor e a herança cultural contida na terminologia da personagem, perpassando questões de gênero e ética da informação subjacentes aos termos.
Palavras-Chave: Estudos de gênero. Funesta. Representação Temática da Informação. Tesauro.
16h40 às 17h00 – Debate: 20 min
Dia 09.11.2022 – Quarta-feira – Manhã – 09:00-10:30 – SALA 411 –
Sessão: 1 – Gênero, sexualidade e Informação
Coordenador da sessão: Edvaldo Carvalho Alves; Universidade Federal da Paraíba (UFPB) E-mail: edvaldocalves@gmail.com
Relatora da sessão: Maria Aparecida Moura; Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); E-mail: cidamoura@gmail.com
Comunicação 1
09h00 às 09h15
Autoria(s): Sérgio Rodrigues de Santana, Universidade Federal da Paraíba. (UFPB) <sergiokafe@hotmail.com>; Raimunda Fernanda dos Santos, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) <fernanda@facc.ufrj.br>; Carla Daniella Teixeira Girard, Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) <carlinhagirard@yahoo.com.br>; Maytê Luanna Dias de Melo, Universidade Federal da Paraíba. (UFPB) <lumeloo@yahoo.com.br>
Produção da Informação Gênero-Sexualidade na Ciência da Informação: Aspectos Grupais, Sociais e Culturais LGBTQIA+ Aplicados À Biblioteconomia a Partir do Lugar de Fala
Resumo: Objetivou compreender a produção e contribuição da Informação Gênero-sexualidade a partir do lugar de fala na Ciência da Informação e sua aplicabilidade para a Biblioteconomia. É uma pesquisa bibliográfica, documental e descritiva, qualitativa, de inclinação interdisciplinar de campos, método Fenomenológico Social, com referencial teórico da Abordagem Social da Ciência da Informação e uso do software WordClouds e CorelDRAW. Os achados dos aspectos grupais e sociais LGBTQIA+ interdisciplinares e temáticos da CI servem como norteadores para a atualização dos fazeres em Biblioteconomia.
Palavras-Chave: Informação Gênero-Sexualidade. Biblioteconomia. Ciência da Informação. LGBTQIA+. Lugar de Fala.
Comunicação 2
09h15 às 09h30
Autoria(s): Stephanie Cerqueira Silva, Universidade Estadual Paulista (Unesp/Marília), <stephanie.cerqueira@unesp.br>, Maria José Vicentini Jorente, Universidade Estadual Paulista (Unesp/Marília), <mj.jorente@unesp.br>.
Museus do Feminino: Diálogos Interdisciplinares na Ciência da Informação
Resumo: O compartilhamento dos acervos de museus do feminino em ambientes dígito-virtuais pode propiciar a aproximação com comunidades de interesse e grupos potenciais, ao dar acesso a uma diversidade de representações que resgatam e preservam a memória das mulheres. O objetivo geral do presente artigo é identificar funcionalidades práticas associadas com o Design da Informação, a Curadoria Digital e a Ciência da Informação para a organização, a apresentação e a representação de um acervo de museus do feminino em ambiente dígito-virtual. A pesquisa é de natureza qualiquantitativa e fundamentada no tipo descritiva, em que foram utilizadas as técnicas do método Design Thinking, com seus instrumentos de coleta, de análise e de interpretação de dados. Os resultados demonstraram diálogos entre os conceitos e os recursos do Design da Informação, da Curadoria Digital e da Ciência da Informação que orientam estratégias para o planejamento de ambientes dígito-virtuais. Conclui que são ações potencializadoras para promover o acesso e o compartilhamento da informação, para fomentar os objetivos e as dimensões da preservação da memória das mulheres, bem como para buscar fundamentos para discussões de questões socioculturais na contemporaneidade.
Palavras-Chave: Museu do feminino. Ciência da Informação. Design da Informação. Curadoria Digital.
Comunicação 3
09h30 às 09h45
Autoria(s): André Iribure Rodrigues, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). <iribure@ufrgs.br>.
Observatório LGBTQIA+: Acervo Informacional da Comunicação Social
Resumo: Propõe-se temática adjacente da pesquisa intitulada Estudos de Gênero e da Sexualidade na Publicidade e Propaganda Brasileira: as representações LGBTQIA+ em anúncios publicitários televisivos e sua repercussão em rede social. Essa abordagem permite identificar as disputas intrínsecas às relações de poder que refletem a postura das agências de publicidade, dos anunciantes e, em parte, de usuários de rede social, apresentando o tensionamento sobre o que pode e o que não pode ser dito sobre a temática LGBTQIA+. Atemática e metodologia desenvolvida na pesquisa citada, com base nos estudos de gênero e da sexualidade e abordagem Queer, articuladas às representações sociais na perspectiva dos estudos culturais e da psicologia social, no contexto de bases informacionais na produção de conhecimento e na indústria da cultura, por Análise de Conteúdo, é a base para proposta de um Observatório LGBTQIA+ da mídia. Uma matriz no campo da Informação potencializa avanço para outras linguagens da indústria da cultura, ao constituir acervo de referência das práticas e de produtos da comunicação social. Pretende-se apresentar proposta de estruturação de observatório com expectativa de mapear, identificar, analisar e refletir acerca das representações LGBTQIA+ que tensionam a hegemonia heteronormativa. O objetivo de propor matriz de referência informacional como suporte a outras pesquisas, práticas profissionais ou material de apoio pedagógico a diferentes áreas de formação vislumbra auxiliar as tomadas de decisões de entidades públicas, privadas, e apoio a comunidades de interesse. Parte-se do observatório como repositório de reflexão sobre temáticas e demandas da sociedade civil relativas ao público LGBTQIA+.
Palavras-Chave: Observatório LGBTQIA+. Bases Informacionais. Representações.
Comunicação 4
09h45 às 09h55
Autoria(s): Mayrlly Aparecida Araújo Moreira, Universidade Federal do Cariri (UFCA), <mayrllyaraujo@gmail.com>; Maria Cleide Rodrigues Bernardino, Universidade Federal do Cariri (UFCA), <cleide.rodrigues@ufca.edu.br>.
Mulheres Encarceradas: a Importância de Políticas Públicas de Gênero
Resumo: Trata-se de uma pesquisa que visa ressaltar a necessidade de efetivação de políticas públicas de gênero que garantam os direitos básicos e dignidade das mulheres brasileiras encarceradas. A problemática foi fundamentada a partir do questionamento: como a efetivação de políticas públicas no âmbito do cárcere feminino pode contribuir para a ressocialização e promoção dos direitos e dignidade da mulher presa? O objetivo geral é ressaltar a importância da efetivação de políticas públicas para mulheres encarceradas a fim de garantir direitos e dignidade humana, de modo que auxilie na ressocialização destas reclusas. Caracteriza-se como pesquisa do tipo exploratória com abordagem qualitativa, se delimitando como bibliográfica e documental.
Palavras-Chave: mulheres encarceradas; políticas públicas – gênero; direitos – dignidade da pessoa presa.
09h55 às 10h30 – Debate
Coffee-Break: 10:30-11:00
Dia 09.11.2022 – Quarta-feira – Manhã – 11:00-12:00 – Sala 41
Sessão: 2 – Gênero, sexualidade e Informação
Coordenador da sessão: Denise Braga Sampaio; Universidade Federal da Bahia (UFBA), E-mail: enisebs23@gmail.com
Relatora da sessão: Eliane Bezerra Paiva; Universidade Federal da Paraíba (UFPB), E-mail: paivaeb@gmail.com
Comunicação 1
11h00 às 11h15
Autoria(s): Vitória Gomes Almeida, Universidade Federal do Cariri (UFCA), <vitoria.gomes@ufca.edu.br>, Ariluci Goes Elliot, Universidade Federal do Cariri (UFCA), <arilucig@gmail.com>; Elieny do Nascimento Silva, Universidade Federal do Cariri (UFCA), <elieny.silva@ufca.edu.br>.
Representações de Mulheres nas Xilogravuras: Sujeitas ou Objetos?
Resumo: Analisa três conjuntos de xilogravuras que representam mulheres que foram significativas para a história e cultura da cidade de Juazeiro do Norte (CE), a saber: Amália Xavier de Oliveira, Joana Tertuliana de Jesus – Beata Mocinha, e Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo, produzidas por homens que as retratam em diferentes momentos das suas vidas. A motivação para esta pesquisa, advém da identificação no acervo do Laboratório de Ciência da Informação e Memória da Universidade Federal do Cariri. Nos questionamos sobre a representação das mulheres a partir do olhar masculino, por terem grandes contribuições para a história e memória local. Delimitamos como objetivo analisar a partir do referencial crítico dos estudos de gênero e memória as xilogravuras produzidas por Renato Casimiro e João Pedro sobre as mulheres citadas, buscando identificar se nessas representações elas aparecem como sujeitas ou objetos, a partir da metodologia de análise documental baseada nos critérios de Smit (1997). Como considerações finais, o que se observou foi que a xilogravura enquanto uma expressão da cultura, possui tradição androcêntrica a partir de uma dupla característica: a identificação de poucas xilogravuras produzida por mulheres e ínfima produção científica correlacionando o binômio mulheres e xilogravura. As xilogravuras analisadas, representam a visão masculina sobre a história de vida dessas mulheres e apontam para a necessidade do fomento de pesquisas sobre o tema, visando aprofundar as questões de gênero e iniquidades nesse âmbito.
Palavras-Chave: Xilogravuras e Mulheres. Androcentrismo. Representação Feminina.
Comunicação 2
11h15 às 11h30
Autoria(s): Patrícia S. P. Mallmann., Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) , <patriciamall@facc.ufrj.br>; Gilda Olinto, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), <gildaolinto@gmail.com>; Thaís Lamas, Biblioteca Municipal Cial Brito (Biblioteca pública de Nova Iguaçu), <thaisalmeidalamas@gmail.com>
Desconstrução de Estereótipos de Gênero e Perspectiva Feminista na Literatura Infanto-Juvenil: Análise de Livros Publicados no Brasil
Resumo: Aborda feminismo e literatura infanto-juvenil. Possui como objetivo mapear a literatura infanto-juvenil publicada no Brasil com temáticas que expressem perspectivas feministas e contribuam para a desconstrução de estereótipos de gênero. Discute estereótipos de gênero e movimentos feministas. Consiste em uma pesquisa documental, com abordagem qualitativa e quantitativa. Analisa, de forma descritiva, um corpus de 197 livros, considerando características gerais e categorias temáticas, que são: desconstrução de estereótipos de gênero, feminismo, ciência e tecnologia, profissão, mulheres ativistas, sororidade, sexualidade e violência; e como categorias complementares: biografia e releitura de contos de fada. Os resultados indicam um aumento na publicação de obras dessa natureza nos últimos anos. A indicação etária a partir de 7 anos é a que mais possui oferta desses livros. Grande parte dos livros se enquadra nas categorias “biografia” e “desconstrução de estereótipos de gênero”. Os resultados sugerem também que ainda há pouca oferta de literatura infanto-juvenil com esse viés, apesar de estar em crescimento. Essa literatura é percebida como necessária para contribuir para a mudança do cenário social ainda bastante permeado pelo machismo e pelo patriarcalismo.
Palavras-Chave: Feminismo. Estereótipos de gênero. Literatura infanto-juvenil. Mulher. Menina.
Comunicação 3
11h30 às 11h40
Autoria(s): Luciane de Fátima Beckman Cavalcante, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), <luciane.cavalcante@facc.ufrj.br>
Nenhuma a Menos: a Desconstrução Social da Cultura do Feminicídio
Resumo: O feminicídio é o crime extremo que resulta de um conjunto de violências sofridas pelas mulheres, caracterizado pelo assassinato que envolve violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher, sendo considerado crime hediondo. A partir do método de pesquisa bibliográfica, a presente pesquisa, de caráter exploratório, tem como objetivo compreender o feminicídio em uma chave de leitura que envolve construções mediadas cultural e informacionalmente nas relações sociais. Os resultados apontam para a existência de um processo historicamente enraizado em uma cultura patriarcal e de desigualdade de gênero, que enxerga a mulher como um objeto de dominação e uso, seja para fins domésticos, econômicos e/ou sexuais. Nesse sentido, a mediação cultural da informação é apresentada como possível ferramenta, no âmbito dos estudos que compreendem a mediação como ação de interferência, para a desconstrução de tais estereótipos culturais, de forma a contribuir para o enfrentamento aos crimes de feminicídio e violência contra a mulher.
Palavras-Chave: Feminicídio. Violência contra a mulher. Mediação Cultural da Informação. Mediação da Informação.
Almoço: 12:00-14:00
Dia 09.11.2022 – Quarta-feira – Tarde – 14:00-15:30 – Sala 411 –
Sessão: 3 – Gênero, sexualidade e Informação
Coordenadora da sessão: Gracy Kelli Martins Gonçalves, Universidade Federal da Paraíba(UFPB), E-mail: gracykelli@gmail.com
Relatora da sessão: Eliane Bezerra Paiva; Universidade Federal da Paraíba (UFPB), E-mail: paivaeb@gmail.com
Comunicação 1
14h00 às 14h15
Autoria(s): Andréa Doyle, Universidade Federal de Rondônia (UNIR), <andrea.doyle@unir.br>; Gilda Olinto, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT),<gilda@ibict.br>.
Categorias de Análise Feministas para o Ensino de Competências em Informação, Mídias e Tecnologias Digitais
Resumo: O trabalho apresenta resultados de tese doutoral que investigou, à luz da Ciência da Informação (CI) e de teorias críticas feministas, formas de ensinar competências em informação, em mídias e em tecnologias digitais para promover a desconstrução de estereótipos de gênero. De abordagem qualitativa, a metodologia da pesquisa se pauta em seis categorias de análise construídas a partir da combinação de estudos de competência em informação e das teorias feministas. Como resultados, traz a lista completa dos vinte e três artigos, encontrados na literatura internacional, sobre práticas de ensino críticas já desenvolvidas e testadas. Conclui que a abordagem feminista dá conta de proporcionar um ensino que combina a promoção de um relacionamento crítico com a informação assim como a reflexão e o combate aos estereótipos de gênero, e sugere que as categorias apresentadas, se usadas desde a concepção de propostas educativas, podem informar práticas de ensino voltadas para a construção de uma sociedade mais justa, sustentável e feliz.
Palavras-Chave: Categorias de análise feministas. Competência em Informação. Práticas de ensino críticas. Educação midiática. Letramento digital.
Comunicação 2
14h15 às 14h30
Autoria(s): Juliana Andrade Perdigão, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), <juliana.perdigao09@gmail.com>; Fabrício José Nascimento da Silveira, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), <fabrisilveira@gmail.com>.
Luz, Câmera, Informação: Tensões Representacionais Instauradas pelo Documentário “Apresentação Noiva do Cordeiro”, uma Produção Comunitária
Resumo: Que fatores mobilizam uma comunidade amplamente divulgada na mídia brasileira e estrangeira a produzir, ela mesma, um documentário sobre sua história? Partindo dessa indagação, o artigo analisa as dimensões informacionais e as rupturas representacionais instauradas pelo documentário “Apresentação Noiva do Cordeiro”, produção audiovisual concebida e realizada pelos moradores da comunidade rural Noiva do Cordeiro, situada no interior de Minas Gerais, cuja história é marcada por longo processo de preconceito e isolamento. O objetivo central é identificar as maneiras pelas quais a informação permeia o processo de elaboração das representações identitárias atribuídas à comunidade e posteriormente ressignificadas pelos moradores, especialmente as mulheres, por meio do agenciamento de uma narrativa própria, expressa em forma de documentário. Para tanto, em termos metodológicos, a hermenêutica dialética e a análise do discurso foram associadas com vistas a evidenciar os sentidos a partir dos quais os discursos representacionais são acionados para se falar da comunidade e confrontados pelos moradores a partir do documentário em estudo. Como resultado destaca-se o desvelamento do caráter ideológico e a dimensão narrativa da informação, tratada aqui como forma simbólica, a partir dos quais as mulheres de Noiva do Cordeiro reelaboram as próprias representações identitárias, reposicionando o modo como desejam ser socialmente percebidas.
Palavras-Chave: Noiva do cordeiro. Produção audiovisual. Informação simbólica. Narrativas de si. Representações de gênero.
Comunicação 3
14h30 às 14h45
Autoria(s): Elisa Maria Lopes Chaves, Faculdade de Filosofia e Ciência (UNESP – campus Marília) , elisachaves8@gmail.com, Maria Leandra Bizello, Faculdade de Filosofia e Ciência (UNESP – campus Marília), ml.bizello@unesp.br
Arquivos Pessoais de Mulheres: a Institucionalização Necessária
Resumo: Historicamente as mulheres foram privadas da sociabilidade do ambiente público ficando restritas ao ambiente privado, fato que contribuiu por deixar poucas obras e vestígios sobre sua história. Este cenário reflete a ausência de fontes de mulheres nos arquivos. Como é mais comum encontrarmos seus vestígios em documentos privados a inserção desta documentação em instituições arquivísticas seria um dos passos para ampliarmos as vozes das mulheres, podendo desta forma potencializar pesquisas sobre o tema. No entanto, os arquivos privados também enfrentam barreiras de procedimentos para sua institucionalização. Este artigo trata da ausência e da institucionalização dos arquivos privados de mulheres. A metodologia deste trabalho caracteriza-se pelo levantamento bibliográfico sobre o tema e de pesquisa documental por meio da legislação vigente. Conclui-se que a institucionalização de documentos e acervos pessoais de mulheres nos arquivos podem potencializar pesquisas que contribuam para o resgate do papel da mulher ao longo da história e na construção da memória cultural e social.
Palavras-Chave: Arquivos privados. Institucionalização de arquivos privados. Acervos pessoais de mulheres.
Comunicação 4
14h30 às 14h45
Autoria(s): Nicole Tirello Acquolini, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), <nacquolini@gmail.com>, Rodrigo Silva Caxias de Sousa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), <rodrigo.caxias@ufrgs.br>
Desinformação de Gênero: Práticas Informacionais que Contribuem ao seu Combate
Resumo: Estudo que aborda o conceito de desinformação e suas variações terminológicas, desinformação de gênero como um tipo de violência contra as mulheres e práticas informacionais. Constitui-se em uma pesquisa aplicada, exploratório-descritiva, de abordagem qualitativa e que apresenta resultados parciais a partir da análise de conteúdo de práticas informacionais em postagens de 04 perfis feministas do Instagram, demonstrando suas possibilidades rearticuladoras de premissas desinformativas quanto a questões sobre o gênero feminino.
Palavras-Chave: Desinformação de gênero. Práticas informacionais. Violência contra mulheres.
14h55 às 15h30 – Debate
Coffee-Break: 15:30-16:00
Dia 09.11.2022 – Quarta-feira – Tarde – 16:00-17:00 – Sala 41
Sessão: 4 – Gênero, sexualidade e Informação
Coordenadora da sessão: Ana Claudia Medeiros de Sousa, Universidade Federal da Bahia(UFBA), E-mail: ana.violista@gmail.com
Relatora da sessão: Nancy Sanchez Tarrago. Universidade Federal de Rio Grande do Norte (UFRN), E-mail: nancita1973@gmail.com
Comunicação 1
16h00 às 16h15
Autoria(s): Anna Cristina Brisola, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) , <anna.brisola@gmail.com>, Carla Maria Martellote Viola, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) <viola.carla@gmail.com>
Dimensão da Competência Crítica em Informação de Gênero e Feminismos: um Aprofundamento Necessário
Resumo: No campo da Ciência da Informação, os estudos sobre Competência Crítica em Informação vêm sendo desenvolvidos desde 2015. A construção em níveis, anteriormente abordada, foi trazida sob nova perspectiva em dez dimensões por Anna Brisola, em sua tese de doutorado, em 2021. A nona dimensão, que trata de gênero e feminismos, possibilita a ampliação do debate sobre informação, competência, teorias críticas e gênero. Assim sendo, o objetivo geral desta pesquisa é aprofundar os debates sobre Competência Crítica em Informação, com foco nas teorias feministas e nas questões de gênero e feminismos. A metodologia é descritiva-exploratória, quanto aos procedimentos técnicos, a pesquisa é bibliográfica de abordagem qualitativa, por expor reflexões teóricas sobre Competência Crítica, teorias críticas e teorias críticas de gênero e feminismos. Os resultados registram que as mulheres questionam as relações de poder, se empoderam nos seus lugares de sujeitas e não de subalternas, através do pensamento, conhecimento e comportamento críticos, se colocando em posição de luta e resistência, a partir da criticidade e da informação. Conclui que através do pensamento crítico, do desenvolvimento da percepção de gênero e feminismos, da nona dimensão, a relação com a informação se transforma, transformando também as atitudes e as demandas por mais informação e desenvolvimento humano. Assim é que as mulheres, vítimas da opressão, têm, através do aprimoramento da Competência Crítica em Informação, o reconhecimento do seu lugar no mundo, promovendo o empoderamento de seus grupos e fortalecendo suas lutas.
Palavras-Chave: Competência Crítica em Informação. Nona dimensão da Competência Crítica em Informação. Gênero e feminismos.
Comunicação 2
16h15 às 16h30
Autoria(s): Nathália Lima Romeiro, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), <ntromeiro91@gmail.com>; Fabrício José Nascimento da Silveira, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), <fabrisilveira@gmail.com>
Apropriação dos Estudos de Gênero por Trabalhos Apresentados nos Encontros Nacionais de Pesquisa em Pós-Graduação em Ciência da Informação/ENANCIBS DE 2018-2021
Resumo: O estudo objetiva analisar a apropriação do termo gênero por estudos no campo da Ciência da Informação brasileira tendo como enfoque os trabalhos apresentados nos Encontros Nacionais de Pesquisa e Pós-graduação em Ciência da Informação (ENANCIBs) de 2018-2021. A pesquisa é quanti-qualitativa, do tipo exploratória, focada em mapear publicações indexadas com o termo “gênero” ou “genero” e por meio do radical “gen” nos Anais do ENANCIB, adotando a análise de conteúdo como aporte interpretativo dos dados levantados. A fundamentação teórica abrange estudos de gênero e suas intersecções, notadamente as contribuições formuladas pelas teorias e pelo movimento feminista. Como resultado, além do mapeamento dos trabalhos apresentados no ENANCIB entre os anos de 2018-2021 que abordam temáticas de gênero, constatou-se que para ser possível agrupar esses estudos e ampliar sua divulgação, faz-se necessário que os/as pesquisadores/as do campo utilizem estratégias de organização do conhecimento melhor padronizadas como a indexação do termo nas respectivas bases em que esses trabalhos são indexados.
Palavras-Chave: Estudos de gênero. Gênero e interseccionalidade. Produção do conhecimento. Ciência da Informação. Encontro Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Ciência da Informação-ENANCIB.
Comunicação 3
16h30 às 16h40
Autoria(s): Raquel da Silva Teixeira, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), <raquelteixeira025@gmail.com>, Brisa Pozzi de Sousa, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) <brisa.pozzi@unirio.br>, Ingrid Vianna Espinosa, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)<ingrid.ve82@yahoo.com.br>, Kizi Mendonça de Araújo, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) <kizi.araujo@icict.fiocruz.br>
A Homossexualidade Feminina nos Descritores em Ciências da Saúde
Resumo: Aborda os Descritores em Ciências da Saúde, com o objetivo de analisar a representação da homossexualidade, especificamente o recorte da homoafetividade feminina. Pesquisa de cunho exploratória com abordagem qualitativa, que aponta os aspectos éticos relacionados aos Sistemas de Organização do Conhecimento. A Classificação Facetada é empregada para subsidiar a análise dos termos do domínio da homossexualidade nos Descritores em Ciências da Saúde. Os instrumentos de controle de vocabulário reproduzem discursos hegemônicos, sendo conclusivo evidenciar a necessidade de mais pesquisas voltadas à revisão dos domínios de gênero e sexualidade no referido instrumento.
Palavras-Chave: Homossexualidade feminina. Sistemas de Organização do Conhecimento. Descritores em Ciências da Saúde. Classificação Facetada.
16h40 às 17h00 – Debate
Assembleia ANCIB: 17:30-20:30
Dia 10.11.2022 – Quinta-feira – Manhã – 09:00-10:30 – Sala 41
Sessão: 1 – Informação, Questão Ètnico-racial e Decolonialidade
Coordenadora da sessão: Denysson Axel Ribeiro Mota; Universidade Federal do Cariri (UFCA); E-mail: denyssonmota@gmail.com
Relatora da sessão: Denise Braga Sampaio; Universidade Federal da Bahia (UFBA), E-mail: denisebs23@gmail.com
Comunicação 1
09h00 às 09h15
Autoria(s): Franciéle Carneiro Garcês da Silva, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), <francigarces@yahoo.com.br>; Dirnele Carneiro Garcez, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), <dirnele.garcez@yahoo.com.br> Daniella Camara Pizarro, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), <daniella.pizarro@udesc.br>
Cartografias da Supremacia Racial e da Branquitude na Biblioteconomia e Ciência da Informação: Inserido dentro dos Estudos Críticos da Branquitude e da Biblioteconomia
Resumo: Crítica, Antirracista e Decolonial, este artigo discute a supremacia racial e branquitude na Biblioteconomia e Ciência da Informação. No plano teórico-conceitual, de cunho exploratório e descritivo, aborda sobre a construção da supremacia branca, branquitude e privilégio racial branco ao longo dos últimos séculos. Utiliza como corpus teórico livros, artigos e materiais bibliográficos e documentais obtidos a partir do mapeamento da produção científica em Biblioteconomia e Ciência da Informação, e de intelectuais dos Estudos Críticos da Branquitude e da Teoria Crítica Racial nacional e internacional. Os materiais analisados foram coletados através da busca dos termos “whiteness”, “whitenes AND information” e “Critical Whiteness Studies” nos idiomas português e inglês na base de dados Web of Science, no site da Racial Equity Tools, e no In the library with the lead pipe, totalizando 125 artigos dos quais foram considerados 24 como pertencentes ao escopo da pesquisa. Restringindo-se aos estudos biblioteconômico-informacionais, apresenta reflexões trazidas por pessoas bibliotecárias e profissionais da informação, as quais analisam a branquitude e supremacia racial em bibliotecas e outros espaços de informação. Ao final, são elencadas ferramentas de avaliação racial e três estratégias de transformação racial em bibliotecas e na Biblioteconomia.
Palavras-Chave: Branquitude. Supremacia Racial. Biblioteconomia. Ciência da Informação.
Comunicação 2
09h15 às 09h30
Autoria(s): Dávila Maria Feitosa da Silva Universidade Federal da Paraíba(UFPB), <davillafeitosa@gmail.com>; Anna Raquel de Lemos Viana Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), <annaraquellemoss@gmail.com>; Geisa Fabiane Ferreira Cavalcante Universidade Federal de Pernambuco(UFPB), <gefabiane@gmail.com>; Izabel França de Lima Universidade Federal da Paraíba (UFPB), <belbib@gmail.com>.
Memória Decolonialidade a Poética de Tatiana Nascimento nas Mídias Sociais
Resumo: A literatura, como uma expressão que pode enunciar enfrentamento de ideias, é uma ferramenta de transformação social. Nesse sentido, as poesias de Tatiana Nascimento
têm a possibilidade de se conectar com milhares de mulheres negras, sobretudo quando essa produção está disponível na internet. Nesse sentido, questiona-se: como a poética de Tatiana
Nascimento difundida nas mídias sociais atua como instrumento de memória de mulheres negras e prática de resistência? Assim, objetiva-se discutir a poética de Tatiana Nascimento
difundida nas mídias sociais, especificamente em blog, Youtube e Instagram, tratando da importância da memória de mulheres negras presentes na internet. Os resultados demonstram que os escritos trazem temas e aspectos caros que perpassam a subjetividade que compreende dores, silenciamentos e traumas. São elementos simbólicos marcados de violências e aniquilamento de memórias afetivas, culturais e religiosas que iniciaram ainda na diáspora africana. Contudo, também são fios importantes na construção de uma nova costura, composta por retalhos de lembranças. Conclui-se que as produções contemporâneas apresentadas neste trabalho constituem um campo plural que emergiu de vozes subalternizadas historicamente pelo poder colonial e são fatos que fazem parte da construção social, cultural, econômica, política, identitária e afetiva da sociedade, notadamente da comunidade negra.Palavras-Chave: Memória. Mulheres pretas. Decolonialidade. Tatiana Nascimento. Mídias Sociais.
Comunicação 3
09h30 às 09h45
Autoria(s): Franciéle Carneiro Garcês da Silva, Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG), <francigarces@yahoo.com.br>, Kariane Regina Laurindo, Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG), <karianeregina@hotmail.com>, Rubens Alves da Silva, Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG), <rubssilva@gmail.com>
Racismo Na Literatura Científica em Biblioteconômico-Informacional
Resumo: Quais as abordagens sobre racismo presentes na literatura científica produzida em Biblioteconomia e Ciência da Informação? Essa pergunta direciona esta pesquisa. Enquanto objetivo, primeiramente, identificar a presença de pesquisas que debatam o racismo em seu escopo e categorizar tais abordagens na Biblioteconomia e Ciência da Informação. No que se refere aos materiais e métodos, trata-se de uma pesquisa exploratória e bibliográfica de natureza quali-quantitativa, cujo corpus de análise é composto por artigos, livros, capítulos, recuperados em bases de dados nacionais e internacionais. A pesquisa recuperou um total 108 pesquisas, distribuídas em: 34 na WOS, 31 na Biblioteca JSTOR, 25 na BRAPCI, 17 na ASIS&T, uma na Scielo, no período de 2002 até o ano de 2022. Como resultado, a pesquisa identificou duas categorias predominantes referentes às abordagens com o tema racismo no campo biblioteconômico-informacional, a saber: a) pesquisas específicas sobre racismo, e b) pesquisas que abordam o racismo.
Palavras-Chave: Racismo. Biblioteconomia. Ciência da Informação. Produção Científica.
Comunicação 4
09h45 às 09h55
Autoria(s): Ana Isabel Ferreira Wanderley, Universidade Federal da Paraíba (UFPB) <anaisabelfw@gmail.com>, Gracy Kelli Martins, Universidade Federal da Paraíba (UFPB) <gracykelli@gmail.com>
Da Redução À Pluralidade: Reflexões sobre a Descolonização do Domínio da Indumentária
Resumo: Este trabalho apresenta uma discussão acerca dos pressupostos teóricos e epistemológicos para a organização/representação do domínio atinente à indumentária que prevejam o reconhecimento e a inserção das múltiplas narrativas que envolvem a concepção, o uso e a comunicação desses constructos sociais, culturais e informacionais. Para isso, a partir de uma investigação exploratória e bibliográfica, sob o respaldo da abordagem qualitativa, reflete-se sobre as aproximações entre a Organização do Conhecimento e as vias epistêmicas alternativas, como a decolonialidade e o enfoque da interculturalidade. Destarte, à luz da propositura de Natália Cardona (2020) referente à interculturalidade na Ciência da Informação, debate-se sobre algumas abordagens para a Análise de Domínio, sob o ponto de vista de Hjørland (2002), e sobre a propositura desclassificatória de García Gutiérrez (2011) como uma possibilidade de identificar os matizes que representam o domínio atinente à indumentária. Conclui-se que uma visão intercultural e decolonial municia teorias e procedimentos que cooperam com a análise do domínio da indumentária sob uma tônica dinâmica, flexível, crítica e inclusiva.
Palavras-chave: Indumentária. Organização do Conhecimento. Análise de Domínio. Decolonialidade.
09h55 às 10h30 – Debate
Coffee-Break: 10:30-11:00
Dia 10.11.2022 – Quinta-feira – Manhã – 09:00-10:30 – Sala 41
Sessão: 2 – Gênero, sexualidade e Informação
Coordenadora da sessão: Leilah Santiago Bufrem , Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); E-mail: santiagobufrem@gmail.com
Relatora da sessão: Ana Claudia Medeiros de Sousa, Universidade Federal da Bahia(UFBA), E-mail: ana.violista@gmail.com
Comunicação 1
11h00 às 11h15
Autoria(s): Denise Braga Sampaio – Universidade Federal da Bahia (UFBA), <denisebs23@gmail.com>;
Izabel França de Lima – Universidade Federal da Paraíba (UFPB), <belbib@gmail.com>
Limítrofes Informacionais da Lesbianidade no SNI da Ditadura Militar
Resumo: Apresenta os conceitos de limítrofe informacional e resistência informacional à luz dos estudos relacionados a gênero, sexualidade, informação e memória. Empreende a discussão a partir da vivência lésbica captada pelos olhos censores da Ditadura Militar (1964- 1985), especialmente no Sistema Nacional de Informação (SNI). A documentação fora levantada no antigo órgão, enquanto fundo documental da plataforma Memórias Reveladas, do Arquivo Nacional. Os 24 documentos recuperados revelam o olhar atento da Ditadura Militar às sexualidades não-heternormativas, por meio do fichamento, vigilância e acompanhamento de atrizes sociais entendidas como subversivas. Utilizou-se a análise de conteúdo, de Laurence Bardin para melhor entendimento do conteúdo dos documentos, que revelam que a Ditadura Militar buscava, em primeira instância, apagar a comunidade e, em segunda, promover a imagem negativa destes corpos, empreendendo discursos fóbicos e utilizando-se da circulação de informação também de maneira fóbica e impedimento de circulação da informação produzida por esta comunidade (em forma de censura)com vistas a reforçar uma imagem negativa de mulheres lésbicas ou entendidas como lésbicas.
Palavras-Chave: Informação gênero-sexualidade; Lésbica – Ditadura Militar; Comportamento informacional.
Comunicação 2
11h15 às 11h30
Autoria(s): Aderlon dos Santos Gerônimo, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), <aderlonamorim@gmail.com>, Gracy Kelli Martins, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), <gracykelli@gmail.com>,
Henry Poncio Cruz de Oliveira, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), <henry.poncio@gmail.com>; Aurora Cuevas Cerveró, Universidad Complutense de Madrid (UCM)<macuevas@ccinf.ucm.es>
Representação Social e Comunidade LGBTQIAP+: um Estudo Prognóstico Sobre as Formas de Representação da Informação
Resumo: Grupos socialmente minorizados, como a comunidade LGBTQIAP+, fazem parte de contextos sociais em que a separação por classes, raça e/ou sexualidade contribui para manter estereótipos criados ao longo da história humana. Estudos no campo da Organização e Representação da Informação e do Conhecimento apontam a falta de estudos sobre esses grupos e um silenciamento da comunidade LGBTQIAP+ nos grandes debates por não atenderem aos padrões pré-determinados, especificamente nos processos de representação da informação. Nesse contexto, a representação social impacta nas atividades de representação da informação e esta pode ser definida como um processo fundamental para a organização do conhecimento (OC) em sociedade. Com base nesta discussão, o objetivo deste estudo é analisar como a comunidade LGBTQIAP+ tem sido representada social e tematicamente em artigos indexados na plataforma de periódicos científicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), nos últimos cinco anos (2018-2022), em âmbito nacional, da maneira ampla, sem especificidade de área do conhecimento. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, com faceta metodológica descritiva e de abordagem analítica qualitativa, alicerçada na netnografia. A partir da análise dos 20 artigos recuperados, constatou-se um crescente interesse dos pesquisadores em estudos referentes ao envelhecimento da comunidade LGBTQIAP+ e discretas pesquisas sobre a representação da informação e do conhecimento da comunidade LGBTQIAP+ no campo da Ciência da Informação. Conclui-se assim que as representações, social e temática, dos grupos minorizados ainda refletem uma lacuna de estudos mais efetivos e direcionados ou que as formas de representação da informação, pouco ou inadequadamente representativas, não possibilitaram recuperar artigos por meio das estratégias adotadas. No entanto, entende-se que, apesar de o recorte temporal e o Portal de Periódicos da CAPES poderem contribuir para tais conclusões, é necessário aprofundar bem mais os estudos acerca desse tema, como mostra o prognóstico desta investigação.
Palavras-chave: LGBTQIAP+. Representações sociais. Representação da Informação. Produção científica.
Comunicação 3
11h30 às 11h40
Autoria(s): Letícia Pereira De Souza, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), <leticiasouza.rs@hotmail.com>; Rodrigo Silva Caxias de Sousa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), <rodrigo.caxias@ufrgs.br>.
Concepções Acerca de Gênero e Raça na Ciência da Informação
Resumo: Esta pesquisa dedicou-se a compreender como os pesquisadores da área percebem as disparidades de gênero e raça na ciência. O estudo exploratório-descritivo de abordagem quanti-qualitativa discutiu a respeito do racismo estrutural na academia a partir da pesquisa bibliográfica. Através do questionário enviado aos PPG’s de Ciência da Informação, analisou-se suas percepções em relação a questões raciais e de gênero. Concluiu-se que os pesquisadores percebem a desigualdade no meio acadêmico tal qual existem na sociedade em que vivemos, especialmente em relação a progressão acadêmica e a ocupação de posições de prestígio na ciência.
Palavras-Chave: Racismo estrutural. Gênero. Ciência da Informação. Desigualdade.
11h40 às 12h00 Debate
Almoço: 12:00-14:00
Dia 10.11.2022 – Quinta-feira – Tarde – 14:00-15:30 – Sala 41
Sessão: 2 – Gênero, sexualidade e Informação
Coordenadora da sessão: Carlos Xavier de Azevedo Netto; Universidade Federal da Paraíba (UFPB); E-mail: xaviernetto@gmail.com
Relatora da sessão: Gracy Kelli Martins Gonçalves, Universidade Federal da Paraíba(UFPB), E-mail: gracykelli@gmail.com
Comunicação 1
14h00 às 14h15
Autoria(s): Isledna Rodrigues de Almeida, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), <isledna@gmail.com>; Giulianne Monteiro Pereira, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), <giulianne.monteiro@gmail.com>; Ronnie Anderson Nascimento de Faria, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), <ronnie.farias@academico.ufpb.br>; Izabel França de Lima, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), <belbib@gmail.com>
Objetivos de Aprendizagem como Dispositivos informacionais para pessoas com Síndrome de Down
Resumo: O artigo em questão aborda os objetos de aprendizagem relacionados às pessoas com deficiência no intuito de compreender melhor os aspectos, utilização e importância como dispositivos informacionais na inclusão destas pessoas, contudo, enfatizando a utilização dos objetos de aprendizagem pelas pessoas com Síndrome de Down. O estudo tem como objetivo maior, refletir sobre a importância dos objetos de aprendizagem para o processo de inclusão digital e educacional de pessoas com Síndrome de Down. Trata-se de um estudo exploratório
de abordagem qualitativa, no qual realizou-se uma revisão da literatura em portais/sites, cartilhas, livros, artigos, teses e dissertações a respeito da temática, de modo a buscar embasamento teórico às reflexões suscitadas. Conclui-se que o acesso à informação por meio do uso dos objetos de aprendizagem faz toda a diferença na vida de pessoas com Síndrome de Down, bem como na vida dos demais membros de sua família, sendo possível, no entanto, melhorar a qualidade de vida e promover a sua inclusão em todos os âmbitos da sociedade. E mais, os objetos de aprendizagem apresentam-se como importantes ferramentas para o ensino e aprendizagem, tornando conteúdos programáticos mais atrativos e prazerosos às pessoas com deficiência, em especial àquelas com Síndrome de Down, sobremaneira, auxiliando-as na realização das tarefas diárias.
Palavras-Chave: Inclusão. Objetos de Aprendizagem. Pessoas com Deficiência.
Comunicação 2
14h15 às 14h30
Autoria(s): Franciéle Carneiro Garcês da Silva, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), <francigarces@yahoo.com.br>; Dirnele Carneiro Garcez, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), <dirnele.garcez@yahoo.com.br>, Leyde Klebia Rodrigues da Silva, Universidade Federal da Bahia (UFBA), <leyde.klebia@ufba.br>, Priscila Rufino Fevrier, Universidade Federal do Rio de Janeiro (IBICT-UFRJ), <priscila.fevrier@gmail.com>, Ana Paula Meneses Alves, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), <apmeneses@gmail.com>
Construindo Caminhos: Delineando os Princípios da Justiça Informacional
Resumo: Pode a justiça informacional oferecer princípios direcionadores ao campo de estudos biblioteconômico-informacional? Esta é a pergunta que direciona este estudo, que possui por objetivo promover o diálogo entre justiça informacional, Biblioteconomia e Ciência da Informação, sobretudo propondo princípios para direcionar a construção epistemológica e ações docentes e profissionais em Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação (BDCI). A fundamentação teórica está ancorada em pessoas estudiosas da justiça informacional e da ética da informação, tais como Martha Smith, Kay Mathiesen e Matthew P. Butcher. Metodologicamente, trata-se de um estudo bibliográfico, teórico-crítico, qualitativo, de cunho descritivo, cuja construção está vinculada à literatura científica dos estudos em justiça social em BDCI. Como resultado, apresenta oito princípios para justiça informacional no campo.
Palavras-Chave: Justiça informacional. Princípios. Justiça social. Tecnologia. Ética da Informação.
Comunicação 3
14h30 às 14h40
Autoria(s): Caroline Corrêa Pinheiro, Universidade da Federal do Pará (UFPA), <carollinehcp@gmail.com>; Danielly Oliveira Inomata, Universidade Federal do Amazonas (UFAM), <dinomata@ufam.edu.br>
O Feminismo na Produção Científica da Ciência da Informação: Análise de Teses e Dissertações
Resumo: Aborda a produção de conhecimento sobre o feminismo e temáticas relacionadas à mulher e gênero nos Programas de Pós-Graduação de Ciência da Informação (PPGCIs) do Brasil. Objetiva verificar a produção científica de teses e dissertações sobre feminismo, mulheres e gênero, em um recorte temporal de 2010 a 2020. A pesquisa é de caráter descritivo, de natureza quantitativa e qualitativa. As técnicas e os procedimentos foram: levantamento bibliográfico e coleta de dados nos repositórios de teses e dissertações dos Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) das universidades do Brasil, tendo sido consultadas 34 dissertações e 14 teses. Os resultados gerais sinalizam que a produção científica dos PPGCIs sobre a temática ainda é incipiente. Os principais temas relacionados ao feminismo são empoderamento feminino, análise da produção científica, Interseccionalidade do feminismo, abordando a questão racial, Tecnologias da informação e comunicação (TIC), estudos de violência contra mulher e mulheres com privação de liberdade, Direitos reprodutivos e saúde feminina, Representação política feminina e Políticas públicas e informacionais para movimentos sociais e LGBTQI+ .
Palavras-Chave: Feminismo. Gênero. Produção científica. Ciência da Informação.
14h40 às 15h00 – Debate
15h00 às 15h30 – Sessão de encerramento – Avaliação e planejamento

