Estudantes da Pedagogia inauguram disciplina “Brincando com robôs”

O semestre 2024/1 foi atípico para a comunidade Facediana. No âmbito pedagógico algumas novidades foram apresentadas e encaradas como um desafio: entre elas a disciplina eletiva “Brincando com robôs: criatividade, inventividade e aprendizagem”, onde, pela primeira vez, na licenciatura da Faculdade de Educação houve abordagem específica da robótica na educação.

Responsável pela matéria, o docente Daniel Lopes relata que a disciplina era para ter sido inaugurada em 2021, mas teve de ser cancelada em função da pandemia. “O desafio foi explorar o campo de possibilidades do “brincar com robôs”, utilizando materiais eletroeletrônicos acessíveis tais como pilhas, leds, fios, sensores e motores controlados por uma placa Arduino UNO R3. Assim, ao longo do semestre foi possível explorar esquemas básicos de funcionamento da Arduino no sentido de avaliar como e com qual faixa etária esse tipo de material e atividades pode ser utilizado”, relata, ao destacar que foi possível aplicar um pouco da inventividade no sentido de ir além dos esquemas básicos de funcionamento, que culminou com o “Carro desenhista”.

Daniel contextualiza que a proposta foi mesclar o protótipo de um carro construído nas semanas anteriores com novos esquemas de programação e um suporte adaptado para pincéis atômicos coloridos, o “Carro desenhista” produziu sua obra sobre papel cartaz branco. Para não ultrapassar as bordas do papel, um sensor de ultrassom media a distância das paredes adaptadas. O desenho foi produzido a partir de um programa criado usando o Ardublock, que sorteava a direção (esquerda ou direita), o ângulo de giro e a distância que definiria o comprimento e a forma do traço. “A disciplina “Brincando com robôs” vai seguir sendo ofertada nos próximos semestres, não só para a pedagogia, mas também para a Licenciatura em Biologia e para qualquer curso da UFRGS através de matrícula extra curricular. São poucas vagas em função da quantidade de materiais, mas a ideia é de ampliar a capacidade para poder receber mais estudantes para brincarem com robôs”, adianta.

 

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