Cloroquina contra o coronavírus: existe evidência por trás da esperança?

Por Ana Paula Herrmann Você deve ter ouvido nos últimos dias histórias de pessoas infectadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) que foram curadas graças ao tratamento com cloroquina ou hidroxicloroquina. Talvez você também tenha ouvido o presidente Jair Bolsonaro se referir a esses fármacos como a solução para todos os pacientes acometidos pela COVID-19. Já o presidente Donald Trump se manifestou sobre a hidroxicloroquina como poderosa, transformadora de jogo e um presente do céu. Mas será que essas opiniões são fundamentadas por evidências? O que são esses fármacos e o que já se sabe sobre eles? Existe motivo real para depositar […]

Qual a relação entre maconha e esquizofrenia?

Por Henrique Untertriefallner, Larissa Ramos, Leticia Hipólito e Luiza Rodrigues Popularmente conhecida como maconha, a cannabisé uma planta que inclui três espécies diferentes: Cannabis sativa, Cannabis indica e Cannabis ruberallis. Segundo dados de 2016 da OMS (Organização Mundial da Saúde), a cannabis é a droga ilícita mais utilizada no mundo, com mais de 180 milhões de usuários. Seus principais efeitos são relaxamento, euforia, alterações sensoriais e déficits de memória. As consequências do uso contínuo e prolongado da cannabis ainda não estão totalmente elucidadas, mas há diversas evidências indicando a existência de uma relação entre o consumo de maconha e o […]

Qual a diferença entre medicamentos de referência, genérico e similar?

Por Ana Paula Herrmann e Lorenzo Moreira Se você ainda não entende a diferença entre medicamentos de referência, genérico e similar, não está sozinho. Para esclarecer essa dúvida, o farmacoLÓGICA preparou um infográfico resumindo tudo. E fique ligado, pois a internet está cheia de informações pouco precisas e desatualizadas sobre o assunto. O medicamento de referência é aquele que foi desenvolvido por um laboratório após anos de pesquisa e muito dinheiro investido. Para ter sua comercialização autorizada pelo órgão de vigilância de cada país, o laboratório precisa apresentar estudos clínicos comprovando a eficácia e a segurança do medicamento. Em geral, […]

Um tratamento revolucionário contra a depressão?

A escetamina é a novidade do momento no tratamento da depressão, mas é preciso cautela! Por Giancarlo Tomazzoni, Leonardo Siega, Marcelo Olivera e Thaisla Borella No dia 5 de março deste ano, um novo antidepressivo foi aprovado pelo Food and Drug Admnistration (FDA), agência reguladora norte-americana responsável pelo controle de medicamentos. O novo medicamento, que recebeu status de “terapia inovadora”, foi aprovado para depressão resistente ao tratamento, ou seja, para aqueles pacientes que não respondem aos fármacos disponíveis até então. Trata-se de uma formulação intranasal de escetamina, que chegará às prateleiras dos Estados Unidos sob o nome de Spravato™, comercializado pela […]

MDMA: de vilã à mocinha

Por Ana Carolina Abreu, Camila Dias, Mariana Breidenbach e Natalia Rossato O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) acomete indivíduos que, como o próprio nome sugere, tenham passado por alguma situação traumática, como acidentes, desastres naturais, abuso, guerras e outros eventos. Os critérios utilizados para diagnosticar o TEPT são: presença de sintomas intrusivos (lembranças, pesadelos, flashbacks); evitação de estímulos associados ao episódio traumático; alterações negativas no humor e na cognição; e alterações na excitação e reatividade (hipervigilância, raiva, irritabilidade). Quando os sintomas persistem por mais de um mês após o evento, o indivíduo é diagnosticado com TEPT. Nem todas as pessoas […]

Fármacos na água: quão potável é a água que sai das nossas torneiras?

Por Alef L. Vaz O consumo crescente de fármacos, hormônios e pesticidas no mundo atual gera um grande problema que merece nossa atenção: a contaminação de lagos, rios ou depósitos subterrâneos (mananciais) com resíduos desses produtos. A partir de estudos realizados em mananciais foram encontrados vestígios de medicamentos e outros produtos químicos, como por exemplo pesticidas e hormônios, nos habitats aquáticos. Mas como essas substâncias, denominadas contaminantes emergentes, vão parar nos rios, lagos e depósitos subterrâneos? Geralmente, ao invés de serem retornados às farmácias ou outros postos de coleta especializada de medicamentos (que seria o ideal neste tipo de situação), […]