Extensão

Enunciar Cotidianos

Este espaço dispõe em narrativas algumas das produções e das aspirações do projeto Enunciar cotidianos. Este teve início no ano de 2011, reunindo ações de pesquisa e extensão coordenadas junto à Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul [Faced/UFRGS]. Nossas atividades são realizadas com a participação de alunos de graduação e pós-graduação, de forma que, enunciando cotidianidades outras, possamos contribuir à formação no âmbito universitário.

Inicialmente, o trabalho se constituiu em diálogo com moradores e ativistas de localidades de periferia urbana de Porto Alegre, Brasil. E por periferia não desejamos designar apenas ou necessariamente uma delimitação topográfica, mas sim a experiência social da “margem”, seja pela confluência de marcadores sócio históricos de desigualdade, seja pelas reverberações da disputa enunciativa e estética na construção de “fronteiras” na apropriação da urbe.

Desde 2018, passamos a articular também a participação no ‘Grupo de Pesquisa em Socialização, Estratificação e Trajetórias Juvenis e Educacionais’ [GESET]. Então, divulgamos ações de nosso coletivo, especialmente no que associam pesquisa e extensão universitária.

Nossas iniciativas se situam nas áreas de Sociologia da Educação, Sociologia das Juventudes e Educação em periferias urbanas. Temos dialogado com atores sociais vinculados a diferentes níveis de ensino escolar e, ademais, integrantes de distintas manifestações políticas e culturais [Hip Hop, economia solidária, escolas de samba, capoeira, funk, basquete, dentre outros]. Embora consideremos a interlocução com grupos etários distintos, mais recentemente, temos nos orientado à interlocução com jovens de grupos populares, em atenção a seus itinerários na educação e suas formas de participação culturais.

Com nossos sujeitos de diálogo, procuramos compreender como produzem seus processos de socialização, individuação e identização, à medida que nos aproximamos de seus cotidianos e conhecemos disposições, desafios, reflexividades e capitais construídos em seus contextos de ação.

A produção de narrativas tem sido o caminho de provocação escolhido para nossos percursos de interação, instigando a produção de sentidos ao construído nas experiências e, além disso, discutindo desejos e expectativas comunicados no que imaginamos e narramos.