Legado do movimento estudantil de Córdoba foi essencial para a educação superior latino-americana

Memória JU | Reportagem publicada em 2018 pelo JU destacou as conquistas, obtidas um século antes, pela Reforma de Córdoba

*Foto: Universidad Nacional de Córdoba/Acervo

O JU de junho de 2018 trouxe uma luta pioneira latino-americana, essencial para a reconfiguração das universidades. Cem anos antes, em 1918, a Universidade de Córdoba, na Argentina, ainda tinha características em seu ensino que vinham desde o período colonial; além de ter fortes ligações com os jesuítas, o conservadorismo era forte na instituição, dessa forma, prevalecia um sistema retrógrado, altamente hierarquizado, e com alta concentração de poder nos professores, cujo cargo era vitalício. 

Em resposta, naquele momento, o movimento estudantil iniciou uma greve geral e obteve alguns avanços imediatos. As conquistas, entretanto, ainda não tinham atingido a mudança da estrutura interna de poder da universidade. A repórter Ânia Chala frisa que a luta dos estudantes de Córdoba foi, sobretudo, contra métodos ultrapassados de aprendizado, e uma das mais importantes conquistas obtidas foi o livre ingresso na universidade.

“Foi uma luta por um novo governo universitário, distante da forma criticada de poder autocrático e clerical. A juventude não pedia, exigia o direito de ter pensamento próprio, de eleger seus reitores, de intervir no governo da própria casa”, afirmou Denise Leite, professora do Programa de Pós-graduação em Educação (PPGEDU) da UFRGS e Secretária Regional para a América Latina e Caribe da Rede Universitária Global para Inovação da Unesco, à reportagem.

Leia a reportagem completa no JU impresso, páginas 8 e 9, número 213, de junho de 2018.