Nossas histórias são feitas de espectralidades. Constituem um jogo paradoxal em que assombrações, espectadores e exorcistas se confundem. Acontecimentos e práticas consideradas mortas obsessivamente retornam. A exposição de 18 aquarelas em grande formato no Centro Cultural da UFRGS, apresentada no mês de dezembro passado, parte do projeto de extensão MemóriaLeia mais

O convite: fazer um ensaio fotográfico com pessoas vivendo com AIDS.Pensei: vamos reproduzir ou transcender Cazuza?A proposta: despir o preconceito e o corpo.Pensei: corpos transformados pela lipodistrofia, corpos transformados pela Aids. E a minha autoestima onde fica? Não vou fazer. Foi dito: podes fazer com roupa.Fiz sem. Não por convencimento.Leia mais

Ao experimentar nova postura perceptiva, um ser busca unir-se ao sagrado universal presente na natureza. Após cruzar sem receios pelo portal em que todos os limites se diluem, suas impressões se fundem, as hierarquias e convicções inexistem e a sensação de pertencimento o preenche. Em seu viés performático e ficcional,Leia mais

Teresa Poester é a homenageada da nova edição do projeto Percurso de artista, promovido pelo DDC/UFRGS. Aposentada das atividades como professora do Instituto de Artes, a artista voltou a Porto Alegre especialmente para montar a exposição até que meus dedos sangrem, com curadoria de Eduardo Veras. A mostra, aberta noLeia mais

O andar pela cidade, de modo geral e sobretudo nas metrópoles, nos impõe um passo acelerado. Mas, mesmo na ambiência dominada pelo concreto e pelo asfalto, há momentos em que a relação espaço-tempo se alarga em razão da própria dinâmica do urbano. Talvez a maior imposição nesse sentido sejam osLeia mais

Como escrever a história dos trabalhadores? Essa pergunta tem alimentado reflexões e debates entre historiadores do mundo todo. Há muito que a compreensão da experiência do trabalho deixou de ser mera narrativa histórica das associações e partidos operários. Aprendemos que os trabalhadores são sujeitos e agentes, e não apenas indivíduosLeia mais

Elza diz: “Eu grito e quero eco”. Convicção que a acompanha em seus quase 60 anos de carreira e que transformou sua voz numa das mais eloquentes no país na luta contra o preconceito, a discriminação e o racismo. Em reconhecimento a sua trajetória, a UFRGS concedeu a Elza SoaresLeia mais

Brasil, meu nego, deixa eu te contar A história que a história não conta Pistas, vestígios, denúncia: a arte nos gestos e expressões insubmissas. Linguagens e contextos distintos oriundos da realidade comum de violência e silenciamento. Desde a traumática travessia – longa e perversa viagem no oceano de lágrimas –,Leia mais