Mais uma vez, os resultados da educação básica voltam à pauta com a divulgação dos resultados do Pisa, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes. Realizado pela OCDE, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o estudo realizado em 2022 avalia o desempenho de jovens de 15 anos em leitura, matemática e ciências e possibilita a comparação entre diferentes países. Estudantes brasileiros não têm desempenho muito bom, o que tem mantido uma tendência desde que o país passou a participar do estudo, em 2000. Para se ter ideia, a metade de brasileiras e brasileiros demonstrou capacidade de, em leitura, identificar a ideia central e refletir sobre o propósito de um texto, além de identificar informações relativamente complexas. Entre as nações que integram a OCDE, economias de alta renda e com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) muito alto, esse desempenho é obtido por 74% dos jovens. Isso nos mostra que temos um caminho a trilhar no sentido de nos desenvolvermos enquanto nação.
É nesse sentido que um artigo da edição desta semana relaciona a cidadania em uma democracia ao direito à educação. Apontando para a relevância de uma proficiência em leitura para a vida cotidiana, outro texto trata da circulação de informação e desinformação no universo digital. Na mesma linha, trazemos, na divulgação científica, como millennials e a geração Z vêm lidando com o mundo do trabalho a partir desse novo contexto. Nas traduções para inglês, duas reportagens tratam também de educação: como a Universidade contribui para a formação de futuros profissionais da área; e como ela atua para garantir a permanência de estudantes no ensino superior. No Perfil, a trajetória da professora hoje aposentada que atuou por quatro décadas no curso de Letras com tradução em língua russa.
Além disso, a reportagem que apresenta questões relacionadas ao butiá, fruta típica de nossa região cujo potencial enquanto alimento e matéria-prima para o artesanato vem sendo explorado, e um artigo sobre como leveduras industriais podem ser aprimoradas a partir da edição gênica. E, na agenda cultural, uma apresentação do Coral da UFRGS.
Boa leitura!
*Ilustração: Mariana Lemmertz/ Programa de Extensão Histórias e Práticas Artísticas, DAV-IA/UFRGS
“As manifestações expressas neste veículo não representam obrigatoriamente o posicionamento da UFRGS como um todo.”

