Carta aos leitores | 11.05.23

Na próxima semana, mais um semestre letivo se inicia para os estudantes de graduação. Esse sempre é um momento em que a UFRGS se enche de vida e movimento, não apenas pela circulação de grande contingente de pessoas nos espaços universitários, mas principalmente pela dinâmica de compartilhamento de conhecimento e pela possibilidade de convivência que a sala de aula representa. E, claro, concretiza-se assim um papel essencial das instituições públicas de ensino superior: bem público que é, a Universidade oferece educação gratuita, de qualidade, inclusiva e que contribui para a realização do ideário republicano expresso em nosso pacto social e, textualmente, em nossa Constituição Federal.

Para marcar esse momento, a reportagem desta semana busca aproximar-se de um tema que tem estado bastante presente na arena pública de debates: a maternidade. Desde que as mulheres passaram a reivindicar e conquistar cada vez mais espaços, muito se tem pensado e feito para buscar igualdade. É o caso do projeto de lei, enviado pelo Executivo brasileiro ao Congresso Nacional, que visa garantir igualdade salarial entre homens e mulheres e que foi aprovado na Câmara dos Deputados na semana passada por ampla maioria e agora segue para o Senado. Mas, claro, mulheres têm a condição única da maternidade com suas implicações, condicionantes e consequências. De olho nesse cenário, a matéria busca apresentar a realidade das alunas da UFRGS que se tornam mães durante a sua formação.

Na seção de artigos, um conjunto de temas da atualidade que expressam o potencial da instituição universitária de estar na fronteira das temáticas que merecem atenção no mundo contemporâneo: a mudança climática em suas escalas global e local; as condições de alimentação de populações negras e indígenas em determinadas áreas de Porto Alegre; e os desafios enfrentados na Universidade por pessoas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade). Na divulgação científica, uma pesquisa que avalia a relação entre genética e a progressão do Alzheimer. Finalmente, no Perfil, um estudante de canto lírico que encarna a drag queen Saturna e a estudante de Teatro de 67 anos que está em sua quarta graduação na busca por uma formação ampliada.

Boa leitura e um ótimo início de semestre!

*Foto: Flávio Dutra/JU


“As manifestações expressas neste veículo não representam obrigatoriamente o posicionamento da UFRGS como um todo.”