Se, por um lado, os pesquisadores afirmam reiteradamente que o esquema vacinal completo na maior parcela possível da população é nossa melhor alternativa para retomarmos a circulação social e estarmos reunidos novamente – o que é parte constituinte da experiência universitária -, a autoridade máxima do país, por outro, coloca-se mais uma vez como antípoda da ciência e advoga pela recusa da vacina. Entre as inúmeras consequências de sua atitude, podemos elencar o retardo das condições seguras para o retorno do ensino presencial, o que estende o sofrimento psíquico de estudantes que enfrentam dificuldades para acompanhar a modalidade remota, tema da reportagem desta semana.
O retardo afeta também estudantes da educação básica que não podem ter a experiência de vir à Universidade para frequentar o TPE Escolas. O passeio era promovido pela professora da rede municipal de Guaíba que conta a falta que sente dessa oportunidade de mediação cultural na seção Minha Saudade. Na programação cultural, destacamos o ciclo de cinema do PET Psicologia. Na divulgação científica, uma pesquisa sobre os danos cerebrais provocados pela esquistossomose, doença considerada negligenciada por ser endêmica na população de baixa renda. A edição traz ainda a coluna mensal do Observatório de Comunicação Pública com a análise do conteúdo de setembro do JU.
No rol de artigos, temas diversificados compõem este número, que traz a controvérsia sobre o novo rótulo frontal brasileiro nos alimentos, a avicultura de postura e questões de bem-estar animal e, ainda, um olhar sobre a pandemia na perspectiva de professoras da rede pública estadual.
Boa leitura!
*Foto de capa: Flávio Dutra/JU

