Qual é a profundidade e a relevância do trabalho que fazemos na Universidade? Essa, sem dúvida, é uma pergunta fundante da nossa ação cotidiana enquanto instituição voltada à produção de conhecimento. No campo da produção científica, muito se tem debatido sobre essa questão, contrapondo-se pontos de vista que incluem vieses mais marcados pela produtividade e outros que relutam em aplicar uma lógica utilitarista sobre esses processos e seus resultados. Nesse sentido, uma das reportagens que trazemos nesta semana busca esmiuçar alguns aspectos contidos na ideia de “impacto” da produção em pesquisa e as diversas nuances nela contidas.
Outra reportagem traz uma dimensão importante da história da imprensa no Rio Grande do Sul: veículos que eram feitos por e para a comunidade negra e que foram responsáveis não só pela formação de redes de circulação de conhecimento, mas também pela formação de uma geração importante de intelectuais. Essa matéria dialoga com a exposição recém-aberta no Museu da UFRGS e que apresenta, de modo mais particular, a experiência do Tição, jornal elaborado por integrantes de movimentos negros de Porto Alegre. A mostra, que trazemos como destaque na agenda cultural, é expressão do quanto o eixo extensionista da UFRGS é mais uma evidência do impacto social desta instituição de ensino superior que tanto nos orgulha.
Complementam a edição, nos artigos, uma reflexão sobre a relação entre desenvolvimento infantil e leitura, os avanços possíveis na docência em matemática com tecnologias assistivas e, a partir da Psicologia, um olhar sobre os sonhos e sua relação com o pensamento feminista. No Meu Lugar, a história de uma estudante de Pedagogia que aproveitou o ambiente em que trabalhava – a Faculdade de Educação – para aprender com as pessoas com quem convivia e fazer sua escolha profissional. Na divulgação científica, a descoberta de mais uma espécie animal pré-histórica encontrada no território brasileiro. E, na seção de textos traduzidos para inglês, um estudo que mostrou caminhos para a redução da resistência de bactérias em alimentos.
Boa leitura!
*Foto: Acervo Museu/UFRGS
“As manifestações expressas neste veículo não representam obrigatoriamente o posicionamento da UFRGS como um todo.”

