Há algo que provavelmente carregaremos deste período no qual uma doença e suas consequências estiveram muito presentes em nosso cotidiano: o cuidado é um elemento fundamental de nossa existência. O cuidado de cada pessoa consigo mesma, com as demais pessoas com quem temos ligação afetiva, com os grupos por onde circulamos e com a grande coletividade a que chamamos humanidade. No caso da Universidade, muitos são os projetos e iniciativas que visam promover a consciência e a mudança de cultura no sentido de vivermos num ambiente acolhedor e pautado por relações saudáveis. Esse é o caso do núcleo Ampare, tema de matéria nesta edição. Por meio de ações de extensão, trata de assédio no ambiente acadêmico com o objetivo de gerar transformação e, claro, cuidado.
A questão também perpassa a seção de artigos: na saúde, a atuação de dentistas ao lidarem com câncer bucal; na socioeducação, o trabalho de quem atua com jovens em processo de reinserção social; nas letras, as visões de mundo de quem vive a diáspora contemporânea na própria pele. No Perfil, um professor de Design conta sobre todos os cuidados ao continuar suas atividades durante a pandemia e, no destaque da programação cultural da UFRGS, uma peça infantil que traz mitos como formas de lidar mais poeticamente com o mundo. E, para completar este número, na divulgação científica, um estudo que contribui para a compreensão da evolução de dois tipos de estrelas, as duplas e as anãs brancas de baixa massa.
Boa leitura!
“As manifestações expressas neste veículo não representam obrigatoriamente o posicionamento da UFRGS como um todo.”

