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Personalidades do RU: Robertinho da ESEFID


“Só o fato de estar nesse campus aqui é uma dádiva, não tem coisa melhor do que trabalhar na ESEFID”, conta Robertinho.

“No momento em que eu pisei nesse campus, eu senti que alguma coisa de bom aconteceria”, confidencia Mário Roberto Fontoura de Souza. Dentro do Campus Olímpico, ele é conhecido por Robertinho da ESEFID (Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança). Em 2007, o morador da Zona Sul começou a trabalhar na UFRGS como auxiliar de cozinha, no Restaurante Universitário da Agronomia (RU4). No entanto, foi dentro da ESEFID que encontrou sua segunda casa. 

Segundo Robertinho, quando ele estava trabalhando na Agronomia, o pessoal do Campus Olímpico estava batalhando para que tivesse um RU no local. A luta dos estudantes foi recompensada, e, em 13 de novembro de 2008, o RU da ESEFID foi inaugurado. “Até então era eu e mais quatro pessoas. A gente inaugurou o RU, a comida foi de graça pra mil e poucas pessoas”, relembra. 

Com o passar dos anos, a responsabilidade do RU foi passando por diversas empresas terceirizadas. Muito mudou, mas uma coisa foi constante: a presença de Robertinho. Ele conta que já passou por todas as funções do restaurante, como auxiliar de cozinha e repositor. No início, não sabia cozinhar e foi relutante em aprender a habilidade, pois não queria perder o contato com os alunos por ficar “escondido” na cozinha. Por meio do aprendizado com as nutricionistas e técnicas, Robertinho desenvolveu suas habilidades gastronômicas. Hoje, seu cargo é de cozinheiro oficial. 

Por mais que o cozinheiro ame a culinária, seu olho brilha de verdade quando fala da interação com aqueles que frequentam o restaurante. Para ele, o diferencial do seu trabalho está no calor humano, no carinho — transparecidos a cada sorriso sincero que recebe. “Esse RU é diferenciado, os alunos são mais família”, descreve. 

Para Robertinho, o reconhecimento de seu trabalho lhe dá a certeza de que tomou o caminho profissional certo. Durante sua trajetória dentro da universidade, o cozinheiro já foi homenageado sete vezes por turmas que estavam se formando. “Quando tu vai pra uma formatura em que tu é homenageado, parece que tu tá se formando junto com eles”, conta. Ele adiciona que se sente colando grau com os formandos, porque os acompanhou por toda a trajetória do curso, fornecendo uma alimentação de qualidade. Segundo ele, ser homenageado é um momento mágico. “Tu quer mais reconhecimento do que isso?”.

“Reconhecimento hoje em dia não é só dinheiro. É a valorização do teu trabalho.”

Quer saber mais?

Durante a pandemia, o cozinheiro escreveu um livro sobre a trajetória de 14 anos do RU da ESEFID. “Robertinho e a conquista dos estudantes” será lançado em breve, aguarde!
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Texto por Ester Bertozzi
Graduanda de Jornalismo UFRGS

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Supervisão por Fabiana Tanabe
Nutricionista – CRN2 9727

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