
A dieta materna exerce influência direta nos filhos. Por isso, o estado nutricional e o adequado ganho de peso da mãe são fatores de extrema importância para a saúde do bebê. Tanto a subnutrição quanto os excessos nutricionais da gestante aumentam a susceptibilidade dos filhos a apresentarem doenças metabólicas – como obesidade, diabetes, hipertensão, dislipidemias – e alterações neuronais e de crescimento.
Apesar de existir um aporte de nutrientes elevado (vitamina e minerais) e um leve aumento da demanda energética a partir do 2° e 3° trimestres da gestação, os principais componentes do ganho de peso nesse período são o feto, a placenta, o líquido amniótico e a expansão do tecido materno da mama, do útero e do volume sanguíneo.
Paralelamente, o desajuste no ganho de peso é considerado fator de risco para a mãe e para o bebê e pode gerar:
- Diabetes gestacional
- Pré-eclâmpsia
- Eclampsia
- Complicações no parto
- Retardo de crescimento
- Elevado peso ao nascer
- Sobrepeso e obesidade na infância
- Mortalidade
Além disso, estudos mostram que o ganho de peso gestacional acima do recomendado está associado à retenção desse peso em 65% das mulheres, ou seja, o não retorno ao peso pré-gestacional.
Abaixo, segue uma tabela mostrando as recomendações para ganho de peso total e ganho de peso por semana durante a gestação de acordo com o Índice de Massa Corporal (IMC). O cálculo é realizado com o peso pré-gestacional.
IMC= Peso pré-gestacional x Altura²
1° trimestre: 0 a 13 semanas
2° trimestre: 14 a 26 semanas 3°trimestre: 27 a 40/41 semanas
É válido lembrar que as orientações acima não dispensam a avaliação e acompanhamento individual por profissionais de saúde habilitados.
Suélen Ramon Rosa
Nutricionista – CRN2 10741
Referências
CAMPOS, C. B. S.; PALANCH, A. C Nutrição materna e programação fetal: o papel dos hábitos alimentares no desenvolvimento embrionário e pós-natal SAÚDE REV., Piracicaba, v. 17, n. 45, p. 49-59, jan.-abr. 2017
CHAGAS, D. C. Ganho de peso gestacional, retenção de peso pós-parto e índice de massa corporal infantil: contribuições das coortes de nascimento brisa e geração XXI. Tese de doutorado (2016). Disponível em: http://tedebc.ufma.br:8080/jspui/bitstream/tede/1648/2/DeysianneChagas.pdf





