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Como está a sua Saúde Mental?

Post 4 da Série “Como comer melhor no seu dia-a-dia”.

Todos os dias nossa mente é bombardeada por incontáveis pensamentos, emoções, sentimentos, decisões e experiências, boas e ruins. E o nosso desafio é encontrar formas de lidar com alguns fatores, sem que interfiram negativamente na saúde mental como um todo. Eles podem ser, por exemplo, conflitos familiares, dificuldade financeira, traumas, doenças, brigas, estresse, rotina intensa, baixa auto-estima, dentre outros. Porém, nem sempre é simples manejá-los. 

Hoje estamos mais ansiosos, cansados, estressados com a vida, e tudo o que desejamos é que o mundo pare um instante para podermos respirar. Esse sentimento está se tornando comum e, em excesso, pode facilitar o desencadeamento de transtornos mentais. Segundo o Informe Mundial de Saúde Mental da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019, quase um bilhão de pessoas viviam com um transtorno mental. Além disso, o suicídio foi responsável por mais de uma em cada 100 mortes, e 58% dos suicídios ocorreram antes dos 50 anos de idade. Somente no primeiro ano de pandemia, a ansiedade e a depressão aumentaram mais de 25%.

Outra decorrência de uma saúde mental fragilizada, para além dos transtornos mentais mais comuns, são os transtornos alimentares. No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas sofrem com esses distúrbios, segundo a OMS. Eles trazem graves consequências ao organismo, e podem levar ao profundo esgotamento mental. Por isso, é necessário acompanhamento de diversos profissionais para ajudar a tratar da melhor forma a pessoa, de acordo com seu caso.

Bom, você pode até não ter depressão, transtorno bipolar, anorexia ou bulimia, mas com certeza já passou por algum(ns) período(s) de instabilidade emocional em sua vida. E é natural que a qualidade do sono, da alimentação, da atividade física e a quantidade de momentos de lazer caiam bastante nesses momentos. Porém, existem práticas que ajudam a controlar essa situação. Se você está sofrendo com essas dificuldades, siga essas recomendações:

Lazer: 

Para reduzir o estresse do dia a dia, é importante que você construa o hábito de incluir pequenas doses de relaxamento em sua rotina, afinal são esses momentos de autocuidado que irão trazer bem-estar e tranquilidade. São exemplos:

  • Meditar (podcasts e músicas podem ajudar);
  • Ir a um parque e caminhar, aproveitando o silêncio e a natureza;
  • Tomar um banho ouvindo músicas calmas;
  • Fazer respirações lentas e profundas, principalmente nos momentos de ansiedade;
  • Fazer uma oração;
  • Cozinhar algo que goste;
  • Passear com o animal de estimação, ou amigos e familiares;
  • Ligar para um amigo ou amiga;
  • Escrever as emoções em momentos de nervosismo;
  • Ler;
  • Conversar e compartilhar seus pensamentos com pessoas de sua confiança, e se necessário, buscar ajuda profissional com um(a) psicólogo(a).

Sono:

Algumas dicas são suficientes para conseguir reorganizar a rotina de sono e evitar o cansaço ao longo do dia. Quando dormimos bem, o sistema linfático age removendo toxinas do organismo, reduzindo a pressão arterial e o ritmo cardíaco, aumentando o fluxo sanguíneo para o cérebro. Uma boa higiene do sono é constituída dos seguintes pontos:

  • Procure manter um padrão de horários para acordar e ir dormir, assim, seu relógio biológico será regulado;
  • Evite sonecas longas no meio do dia. Se for realmente necessário, limite a 20 ou 30 minutos de duração para que o sono da noite não seja prejudicado;
  • Mantenha um ambiente agradável para dormir, pois o escuro, silêncio, uma temperatura amena, e um colchão confortável irão melhorar a qualidade do sono;
  • Crie hábitos, como por exemplo, tomar chá calmante à noite, tomar um banho morno, ouvir música relaxante, entre outros;
  • Evite bebidas estimulantes (café, energéticos, chá preto e chá verde) e álcool à noite, pois essas bebidas atrapalham o sono;
  • Evite usar o celular ou assistir televisão pelo menos uma hora antes de ir dormir, e de manhã se exponha à luz solar, pois isso irá ajudar a regular o relógio biológico, além da produção de hormônios;
  • Prefira fazer atividade física de manhã ou à tarde, pois a adrenalina nos deixa alerta e retarda o início do sono. 

Alimentação:

Muitas vezes esquecemos de ouvir o que o nosso corpo tem a nos dizer e não sabemos se estamos ou não com fome, ou ainda, sujeitamos nossas vontades a uma restrição imposta. Isso faz com que o senso de autopercepção seja perdido e fiquemos desconectados das sensações fisiológicas e emocionais, gerando sentimentos de culpa, medo e insatisfação.  Não há problema algum em sentir prazer com a comida. Logo, se permita comer devagar, prestando atenção nos sabores, e com isso, você irá perceber que os sinais de fome e saciedade serão regulados aos poucos. Lembre-se: o resultado da permissão é a moderação! 

Observação: Cada organismo é único, por isso, recomenda-se buscar um nutricionista para um atendimento individualizado, principalmente em casos de transtornos alimentares e obesidade, que causam disfunções de controle no sistema neuroendócrino.

Texto resultado de parceria com o curso de Nutrição UFRGS.

Autora do texto: Gisele Cândida da Costa – Acadêmica de Nutrição

Supervisão: Profa. Dra. Maurem Ramos e Stéfani Schneider – Nutricionista CRN2 10310
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Referências:

Saúde Mental – Albert Einstein. Disponível em: <https://www.einstein.br/saudemental>

Biblioteca Virtual em Saúde, Ministério da Saúde – OMS divulga Informe Mundial de Saúde Mental: Transformar a Saúde Mental para Todos. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/oms-divulga-informe-mundial-de-saude-mental-transformar-a-saude-mental-para-todos/#:~:text=Em%202019%2C%20quase%20um%20bilh%C3%A3o,dos%2050%20anos%20de%20idade>

Faculdade de Medicina UFMG – Transtornos Alimentares Crescem entre Jovens. Disponível em: <https://www.medicina.ufmg.br/transtornos-alimentares-crescem-entre-os-jovens/>

Feito para Ela – Transtornos Alimentares afetam cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil. Disponível em: <https://feitoparaela.com.br/2021/07/01/transtornos-alimentares-afetam-cerca-de-10-milhoes-de-pessoas-no-brasil/>

DERAM, Sophie. Os sete pilares da saúde alimentar: aprenda a resgatar uma relação saudável com a comida e o corpo por meio da mudança de hábitos. Rio de Janeiro: Sextante, 2021. p. 143; 165.

Fonte das imagens:

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