Home / Macronutrientes / Dieta sustentável: como é possível ter?

Dieta sustentável: como é possível ter?

O tema sustentabilidade está em alta. Aqui, viemos te mostrar como é possível ter uma dieta sustentável, considerando não somente as questões ambientais, mas também as questões econômica, nutricional e social. Por exemplo, os alimentos que consumimos diariamente, sejam eles em nossas casas ou nos Restaurantes Universitários, devem trazer benefícios de modo sustentável para nossa nutrição/saúde, para a economia e para a sociedade. 

Entre os alimentos, a carne gera muita discussão, seja em razão do bem-estar animal, seja pelos impactos ambientais que sua produção provoca. Então, quer dizer que substituir toda carne bovina ou suína por peixes é sustentável? Ou ainda, consumir somente frutas, grãos e vegetais, em detrimento de carnes é a chave para a sustentabilidade?

Nããooo! Primeiramente, precisamos ter consciência dos impactos de cada alimento no meio ambiente, na economia regional, na nossa saúde e na sociedade. Sabem por que? Tomando o exemplo acima, assim como a produção de gado, o modo de produção dos peixes pode ser prejudicial ao meio ambiente também, pois pode provocar o fim de “estoques” marítimos e extinguir espécies. Ou, mesmo as frutas, grãos e vegetais podem ser produzidos com inúmeros componentes químicos que afetam também o meio ambiente e a nossa saúde.

Portanto, para termos uma dieta sustentável, devemos:

  1. Conhecer o modo de produção e a origem dos alimentos, assim podemos avaliar os efeitos disso na saúde de quem produz, de quem consome e do meio ambiente, incluindo os impactos da distância entre a produção e o consumo;
  2. Variar os tipos de alimentos consumidos, uma vez que diversifica a produção e auxilia na nutrição do solo (com diferentes nutrientes e compostos liberados pelos alimentos durante a produção), bem como na nossa saúde. Além disso, a diversificação da produção assegura uma maior estabilidade econômica para os produtores, pois, em épocas de chuvas ou sol excessivos, nem toda a produção/alimentos se perde(m);
  3. Identificar de quem estamos comprando os alimentos. Você sabia que quando adquirimos alimentos diretamente de produtores, eles recebem cerca de 6 vezes mais do que quando compramos o mesmo alimento de um distribuidor? E ainda, na maioria das vezes, nós pagamos um preço um pouco menor do que no distribuidor. Ou seja, preço justo para ambos os lados!

Lembre-se: estas as dicas valem tanto para os alimentos de origem vegetal, quanto para os de origem animal!

Mas, afinal, o que eu devo comer? 

Alimentos orgânicos ou agroecológicos (o importante é termos consciência e adquirir dentro das nossas condições financeiras, mesmo que seja 1 ou 2 tipos de alimentos, até podermos comprar mais), preferencialmente advindos diretamente de agricultores familiares (ou suas cooperativas); alimentos in natura e/ou minimamente processados; que respeitem nossa cultura, região e sazonalidade. Ou seja, se você é gaúcho e gosta de comer carne, coma! Maaaasss, sem exageros! Busque por modos de produção que cuidem do bem-estar animal e diminua seu consumo aos poucos. Por exemplo, se você come 7 dias por semana, experimente reduzir para 5 dias e assim por diante.

Vamos todos pensar e agir juntos para um futuro breve sustentável e feliz!

Ludymila Barroso

Nutricionista CRN 11474

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *