
Ao nos depararmos com a necessidade de adquirir novas panelas, começamos a pesquisar e avaliar: Qual o melhor modelo? Com cabo longo? Quais os tamanhos de que preciso? Qual o valor?
Sim, todos esses aspectos vão ser levados em conta. Mas, e o material de que a panela é feita, será que conta? Se formos pensar em termos de manutenção da nossa saúde, conta sim. Durante os processos de cocção, pode ocorrer a transferência da matéria prima da panela para os alimentos. Mesmo se observarmos aquela regrinha básica e importante de escolher utensílios como colheres e espátulas que não causem abrasão em seu revestimento interno, ainda assim, pode haver essa transferência.
Alimentos mais ácidos em contato prolongado com o alumínio – como p. ex. um molho de tomates que fica fervendo (reduzindo) prolongadamente em uma panela de alumínio – vão ocasionar o lixiviamento deste metal resultando em resíduos que vão permanecer na preparação e acabarão sendo ingeridos. O acúmulo de alumínio, bem como de outros metais no nosso corpo, como chumbo, manganês, arsênio, chumbo e mercúrio demandam processo de destoxificação bastante exigente. Considerando que metais que se desprendem de panelas não são as únicas vias de entrada de metais em nosso organismo (poluição do ar, água, alguns fertilizantes, fungicidas, desodorantes antitranspirantes e muitas outras), se for possível evitar mais essa fonte, quem ganha é a nossa saúde. Isso porque normalmente os graus de toxicidade de metais dependem do nível de acúmulo.
O aço inox é feito a partir de uma liga de ferro, silício e manganês sendo que as panelas deste material também podem transferir resíduos metálicos para os alimentos, especialmente se forem ácidos e o contato for mais prolongado, p. ex. guardar preparações na panela por dias na geladeira.
Panelas pintadas podem transferir chumbo a partir da tinta e as de cerâmica não corretamente seladas podem ser veículos de vários tipos de contaminação.
O que fazer então? Quais materiais devo procurar ao escolher minhas panelas? As panelas de vidro temperado e as de cerâmica refratária atóxica são as melhores opções!
Patricia Soeiro Petroski
Nutricionista – CRN2 11247
Referências:
Agency of Toxic Substances and Disease Registry U.S. Department of Health and Human Services. 2019 Susbstance Piority List. https://www.atsdr.cdc.gov/spl/index.html
Lerner A. Aluminum as an adjuvant in Crohn’s disease induction. Lupus (2012) 21: 231–238 DOI 10.1177/0961203311430090
Hellström H. The aluminum content of bone increases with age, but is not higher in hipfracture cases with and without dementia compared to controls. Osteoporos Int (2005) 16: 1982–1988 DOI 10.1007/s00198-005-1981-6
Dellatte E et al. Occurrence of selected perfluorinated alkyl acids in lunch meals served at school canteens in Italy and their relevance for children’s intake. Food Additives & Contaminants: Part A, 2013 Vol. 30, No. 9, 1590–1597, http://dx.doi.org/10.1080/19440049.2013.813648
Sinicropi M et al. Chemical and biological properties of toxic metals and use of chelating agents for the pharmacological treatment of metal poisoning. Arch Toxicol (2010) 84:501–520 DOI 10.1007/s00204-010-0544-6
Shaw C. A. & Tomljenovic L. Aluminum in the central nervous system (CNS): toxicity in humans and animals, vaccine adjuvants, and autoimmunity. Immunol Res (2013) 56:304–316 DOI 10.1007/s12026-013-8403-1





