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Reunião comunitária do IL discute corte orçamentário na Universidade

O evento reuniu representantes docentes, discentes e técnico-administrativos

Nesta terça-feira (14), foi realizada no Solarium do Instituto de Letras da UFRGS uma reunião comunitária para discutir a crise instaurada na Universidade pelas últimas medidas do governo federal. O evento teve o como objetivo informar sobre os efeitos danosos que tais medidas já estão trazendo para a manutenção das atividades do Instituto de Letras, bem como discutir modos de organização, mobilização e enfrentamento do que promete ser a situação mais grave encarada pela Universidade desde os anos 90.

Na reunião, que teve mesa composta por representantes docentes, discentes e técnico-administrativos, também foi destacada a necessidade da união de forças e a ação consciente de toda a Comunidade Universitária para uma resistência efetiva, a começar por uma integração às agendas de mobilização das entidades de representação e por uma participação significativa na manifestação do Dia da Paralisação Nacional da Educação, que ocorre nesta quarta-feira (15).

A concentração ocorrerá a partir das 13h30, em Frente à Faced (Quarteirão da Reitoria da UFRGS), seguida de um abraço à Faculdade de Educação da UFRGS e ao Instituto Estadual de Educação General Flores da Cunha. A manifestação segue em caminhada até a UFSCPA, ao Campus Porto Alegre do IFRS e ao INSS, com panfletagem para a população sobre os cortes na educação e as consequências negativas da reforma da Previdência. De lá, segue para a Esquina Democrática, onde se encontram com estudantes da UFRGS, que definiram mobilização para as 18h. As cores da Letras serão o roxo e o azul (do Bacharelado).

Confira alguns registros da reunião na nossa galeria.

Entenda como o bloqueio de recursos afeta o funcionamento da UFRGS

A UFRGS, como as demais universidades e institutos federais, foi surpreendida por um bloqueio orçamentário de grande proporção que afetará as atividades da Universidade. O orçamento foi contingenciado em 31,4%, o que representa 65% dos recursos de capital (destinados a obras, aquisições de livros e equipamentos) e 30% dos de custeio (aplicados em manutenção, limpeza, serviços terceirizados; água; energia elétrica; redes de informática; atividades de ensino de graduação, como manutenção de salas de aula e laboratórios, viagens de campo; além de gastos em infraestrutura direta de pesquisa científica).

Diante da redução orçamentária recorrente nos últimos anos e da Emenda Constitucional 95, que congela por 20 anos os investimentos em Educação, a UFRGS vem adotando medidas voltadas à redução de gastos, com a racionalização das despesas e dos ganhos de eficiência, baseados na melhoria dos processos internos. Mesmo esses esforços não serão suficientes para cobrir o corte anunciado pelo governo em 2019, que asfixia ainda mais a instituição e traz, inclusive, a ameaça de paralisação das atividades.

Entre os primeiros impactos do corte orçamentário na comunidade acadêmica está o corte de bolsas de pós-graduação da Capes na UFRGS, que atingiu todos os 80 programas de pós-graduação da instituição, inclusive aqueles considerados de excelência, com nota máxima. O corte da Capes também afetou as atividades do programa Idioma sem Fronteiras – Inglês, que teve suas novas turmas suspensas. A iniciativa oferecia cursos presenciais de língua inglesa e inscrições gratuitas para a aplicação do teste de avaliação em TOEFL ITP (Test of English as a Foreign Language) para alunos e servidores da UFRGS. Ao todo, os três coordenadores tiveram as bolsas suspensas na última semana e os 16 professores – acadêmicos do curso de Licenciatura em Inglês da UFRGS – terão as bolsas canceladas no término dos cursos em andamento, entre julho e agosto, conforme comunicado oficial recebido da Capes.