CONVITE PARA CONVERSA SOBRE TRADUÇÃO

 
Neste sábado, dia 19 de outubro de 2024, às 17h, na Livraria Taverna, em Porto Alegre, vou apresentar o livro Morte em pleno verão, de Yukio Mishima. Em uma conversa informal, vou falar um pouco da obra e do autor e do desafio de traduzir o texto do japonês.
 
Livraria Taverna
Sábado, dia 19 de novembro de 2024 às 17h
Rua dos Andradas, 736, Porto Alegre, Rio Grande do Sul 90020004
 
MORTE EM PLENO VERÃO
Yukio Mishima
 
Pela primeira vez em tradução completa do japonês, Morte em pleno verão oferece um panorama das obsessões de Yukio Mishima: a degradação do Japão tradicional, a cultura do teatro Nô, o fascismo, o universo das geishas e, por fim, o questionamento de gênero e a transexualidade.
 
Enquanto uma mulher dorme, sua irmã e dois de seus filhos morrem afogados em um acidente trágico em um balneário. A culpa paralisante desta mulher e sua busca por reconstruir a vida são narradas em detalhes precisos, focando sempre nos seus sentimentos contraditórios e complexos. Este conto, que dá título ao livro e que abre Morte em pleno verão, demonstra como Yukio Mishima deve figurar no panteão de melhores escritores da história da literatura: avesso a simplificações maniqueístas, o autor japonês construiu sua obra a partir das zonas cinzentas da consciência humana.
 
Uma coletânea de contos poderosos, nos quais o conflito entre tradição e modernidade ocupa o primeiro plano: de um lado, cenários urbanos e geishas em crise; de outro, o budismo da Terra Pura e o teatro Nô. Suas histórias empregam diferentes estratégias narrativas, mas possuem em comum a dedicação à complexidade psicológica das personagens. Assim, Mishima toma o local e o específico para mergulhar no que há de mais intrigante naquilo que nos torna humanos.
 
YUKIO MISHIMA (1925-1970) viveu a literatura como se fosse parte indissociável de sua existência. Autor de romances consagrados como Cores proibidas e Confissões de uma máscara, que tratam da homossexualidade masculina, escreveu também poemas, ensaios e peças teatrais. Crítico contumaz da suposta degradação do Japão moderno, permaneceu sempre em luta pela retomada dos valores clássicos do país, até cometer suicídio, em 1970.
 
Morte em pleno verão, Yukio Mishima
Tradutor: Andrei Cunha
Número de páginas: 240