Podcast “Que tal um mate?” inicia série que aborda os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A vigésima edição do podcast “Que tal um Mate” marca o início de uma série de episódios que vão explorar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) e as suas relações com a sociedade. A realização da série é do Círculo de Referência em Agroecologia, Sociobiodiversidade, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, o AsSsAN Círculo, ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a UFRGS, em parceria com o projeto UFRGS Sustentável e com a Rede ODS Brasil.

O podcast busca entender como o Brasil vem cumprindo os compromissos da Agenda 2030, já que é signatário da Organização das Nações Unidas(ONU). Essa agenda inclui 17 ODSs, que são pilares relacionados a diversos temas vitais para a sociedade. Neles, estão inseridas as questões da saúde, do meio ambiente, da educação, da igualdade de gênero, da pobreza, da fome, das mudanças climáticas, da conservação da biodiversidade, das parcerias, entre outros./

“Vamos procurar esclarecer como a sociedade civil vem se organizando para cumprir esses objetivos, o papel das instituições de ensino superior neste contexto,  e o que é que o Estado está fazendo para alcançar as metas da Agenda 2030”, explica a coordenadora do AsSsAN Círculo, professora Gabriela Coelho. Segundo ela, que fez a mediação do episódio, é muito importante conhecer as iniciativas existentes, graças à mobilização, principalmente, da sociedade civil e da cultura.  

Alguns ODSs foram destacados durante o bate-papo, como por exemplo, o de número 16 – Paz, justiça e instituições eficazes. “Num momento de guerra, como o que mundo está vivendo, é importante ressaltar esse objetivo, que busca promover sociedades pacíficas com justiça para todos”, pontuou Gabriela.

O bate-papo teve como convidadas a cofundadora da Rede ODS Brasil, Patrícia Menezes; a engenheira agrônoma e coordenadora do projeto UFRGS Sustentável, Andrea Loguercio e a pedagoga e fundadora da Associação Cultural Vila Flores, Antonia Wallig.

Links de acesso:

Que tal um mate? noYouTube:
https://youtu.be/uOCVvli1KXU

Que tal um mate? no Spotify: https://open.spotify.com/episode/0iUWJgzLwst07Y51nSjzS7?si=ebaeaa8f522749c5

Que tal um mate?  no LúminaPodcasts: https://www.ufrgs.br/luminapodcasts/site/episodio/ods-desafios-para-alcancar-agenda-2030

Que tal um mate?  no Anchor:
https://anchor.fm/asssan-crculo-de-referncia/episodes/Que-tal-um-mate–20—ODS-Desafios-para-alcanar-a-agenda-2030-e1fim70

Sobre o “Que tal um mate?”

O podcast, que busca trazer informações técnicas e científicas de forma acessível e aplicada sobre a soberania e segurança alimentar e nutricional, destacando contextos de populações em situação de vulnerabilidade, nasceu da cultura do Sul da América Latina, onde pessoas se sentam em uma roda de conversa para compartilhar uma cuia de mate. Esses são costumes que vêm dos indígenas, principalmente dos Guaranis e dos Quéchuas. Entretanto, o compartilhamento de utensílios e a aproximação de pessoas são pautas extremamente importantes em tempos de pandemia e devem ser feitas respeitando as determinações médicas e das autoridades locais.

O objetivo é abordar informações relevantes para a comunidade, explorando os temas de interesse do AsSsAN Círculo, que é ligado ao Centro Interdisciplinar Sociedade, Ambiente e Desenvolvimento (CISADE) e ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Interessados em contribuir com sugestões de temas e entrevistados para os próximos episódios podem enviar e-mail para: circulo@ufrgs.br.

Mestranda do PGDR, Nutricionista Samanta Sparremberger Desidério, é convidada a participar do programa “Merendeiras do Brasil”

A discente da turma de mestrado 2021, Samanta Sparremberger Desidério, está participando da gravação do programa “Merendeiras do Brasil”, atração em formato de “reality show” que visa promover o Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE. Em 8 episódios, 15 merendeiras (3 representantes selecionadas de cada região) apresentarão o melhor do seu trabalho diante das câmeras. No fim do “reality”, uma merendeira será selecionada como a melhor do Brasil.

Samanta é uma das cinco nutricionistas que foram selecionadas para participar do programa, representando o município de Itati, o Estado do Rio Grande do Sul e todo o Sul do Brasil. Junto com ela, a merendeira Rosani Justi dos Santos, também de Itati, estará representando o Estado do Rio Grande do Sul, dando destaque e valorizando uma profissão que nem sempre é reconhecida na sua verdadeira importância.

Nas palavras de Samanta, “O convite veio muito por conta da lei municipal de Itati que idealizei em 2019, que trata da destinação de 100% do recurso do FNDE para as compras da agricultura familiar e todo trabalho que vem sendo feito de promoção da alimentação saudável, do fortalecimento do cooperativismo e da agroecologia”. Ela ainda declara ser muito importante aproveitar todos os espaços possíveis para falar sobre a Agricultura Familiar e o PNAE, reforçando a sua potência enquanto Política de Estado para a promoção da Segurança Alimentar e Nutricional.

O “reality”, promoção do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE em parceria com a UNILAB, irá ao ar no mês de maio pela Rede TV.

III SEMINÁRIO – O DESENVOLVIMENTO RURAL EM CONTEXTO

Coordenação: Profa. Daniela Garcez Wives e Prof. Fábio Dal Soglio

Convidamos a prestigiar este seminário, atividade integrante da disciplina DER116 – Desenvolvimento Rural II – Mestrado, com o objetivo de discutir, de forma multidisciplinar e contextualizada, diferentes perspectivas do Desenvolvimento Rural tratadas no PGDR.

Os painéis serão apresentado pelos mestrandos ingressantes em 2021, com participação de debatedores e convidados.

O III Seminário será realizado entre os dias 21 e 24 de março de 2022, virtualmente, com transmissão pelo YouTube.

O tema geral desta edição será “Desenvolvimento Rural e seus múltiplos contextos”.

Painel 1 (21/03 – 9h) – Sustentabilidade para que(m)?: discussões em torno dos conflitos do projeto de instalação de Parques Eólicos na Laguna dos Patos na perspectiva da pesca artesanal


Painel 2 (23/03 – 14h) – Encurtando distâncias, diversificando o prato: o cooperativismo fortalecendo sistemas agroalimentares sustentáveis.


Painel 3 (24/03 – 9h) – Um retrato da fome: o desmonte da segurança e da soberania alimentar no país.


Painel 4 (25/03 – 9h) – Educação como prática de liberdade

Endereço da sala: https://mconf.ufrgs.br/webconf/nucleoead2


Acompanhe a transmissão ao vivo pelo Canal do PGDR/UFRGS no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC3S01G4E-7Z4z4JFSTNA4ng

PARTICIPE!

CEPE/UFRGS aprova Notório Saber para Mestres e Mestras de saberes tradicionais

Iracema Rã-Nga Nascimento, Líder Kaingang
Arquivo UFRGS – Foto de Ramon Moser

Na última quinta-feira o  Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão  – CEPE/UFRGS aprovou a Resolução Nº 11, de 16 de fevereiro de 2022, que estabelece novas normas para a concessão do título de “Notório Saber” na Universidade, com a outorga a Mestres e Mestras de Saberes Tradicionais. O título equivale à titulação acadêmica de Doutorado e poderá ser concedido a mestras e  mestres de saberes das tradições indígenas, afro-brasileiras, quilombolas e dos demais povos e comunidades tradicionais e das culturas populares.

Trata-se de uma grande conquista para que a UFRGS  se torne, cada vez mais, uma universidade  pluriversa, em que cabem vários mundos, e pluriepistêmica,  em que  a presença física e simbólica desses portadores, criadores e transmissores das epistemologias não brancas e não ocidentais complexifica a experiência humana partilhada com capacidades imaginativas e cognitivas outras.

Em 2020, com o apoio da Coordenadoria de Ações Afirmativas (CAf), da Pró-Reitoria de Extensão (PROREXT), do Museu da UFRGS,  previamente aprovado por unanimidade pelo Conselho da Unidade do Instituto de Artes, o processo foi instaurado  conjuntamente pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, Indígenas e Africanos (NEAB)  e por nós, do Coletivo Docente da Disciplina Encontro de Saberes na UFRGS, que completou 5 anos no semestre 2021/2. Ao divulgar amplamente essa conquista,  nosso coletivo agradece  a  toda a comunidade envolvida (professores,  técnico-administrativos,  colaboradores, estudantes,  apoiadores,  representantes de povos e comunidades), em especial a Mestras e Mestres que desde 2016 trilharam esse caminho: 

Mestre Jorge Domingos (in memoriam) e os músicos de sua banda, Geraldo das Neves, João Batista e André Domingos; Mestra Kaingang Iracema Rã-Nga Nascimento e o Mestre Kaingang João Padilha; Mestra griô Maria Elaine Rodrigues Espíndola; Mestre Guarani-Mbyá Maurício Messa de Oliveira; Mestre  Eugênio Silva de Alencar  – Mestre  Paraquedas; Mestra griô Sirley Amaro (in memoriam); Mestre Guarani-Mbyá – Mestre Vherá Poty Benites da Silva; Mestre Antônio Matos e Mestra Leci Matos; Mestra griô Rosângela da Silva Ellias – Mestra Janja; Mestra griô Iara Deodoro e Mestre Paulo Romeu Deodoro; Mestre Guarani-Mbyá José Cirilo Morinico; Mestra Rainha Ginga do Maçambique Francisca Dias – Mestra Preta; Mestre de capoeira João Batista Cléber Teixeira Santos – Mestre Churrasco; Mestra pescadora Noemi Brum Rodrigues – Tia Nica; Mestra capelona da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário Sandra Lopes da Silva; Mestre do Ensaio de Promessa de Quicumbi – Mestre Luís Faustino;  Mestre de bateria Paulo Cezar Silveira  –  Mestre Paulinho;  Mestre Ubirajara Toledo e  Mestre José Carlos Rodrigues do Instituto de Apoio às Comunidades Remanescentes de Quilombos (IACOREQ);  Mestre  Ìdowú Akínrúlí; Mestra  Iyalorixá Beatriz Gonçalves Pereira  – Iyá Bia da Ilha; Mestre escritor José Falero; Mestre Babalorixá Gercy Ribeiro de Mattos  – Cica de Oyó, Mestra Regina Barros Nogueira  – Kota Mulanji; Mestre  Edson Augusto Nogueira  – Tata Nhanha Dile; Mestra Vera Soares – Iyá Vera Soares; Mestre Philyp Tyago Xavier Rodrigues – Babá Phil;  Mestre Mbyá-guarani  Timóteo Karaí;  Mestre Xocleng  Woie Kriri Sobrinho Patte; Jovem liderança Kaingang Luana da Silva;  Lideranças e representantes da Grande Cruzeiro,  Adriano Nunes Vitoria, Fabiano Negreiros, Luciano Amaral Cardoso, Maitê Soares Benites, Malvina Beatris de Souza.

Coletivo Docente da Disciplina Encontro de Saberes/UFRGS:

Prof. Dr. Alvaro Heidrich – Departamento de Geografia 

Profa. Dra. Ana Lúcia Tettamanzy – Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas

Profa. Dra. Carla Beatriz Meinerz – Departamento de Ensino e Currículo

Profa. Dra. Celina Nunes de Alcântara – Departamento de Artes Dramáticas

Profa. Dra. Claudia Luisa Zeferino Pires – Departamento de Geografia

Prof. Me. Eráclito Pereira – Departamento de Ciências da Informação

Prof. Dra. Ingrid Bergman Inchausti de Barros – Departamento de Fitotecnia

Prof. Dr. José Carlos Gomes dos Anjos – Departamento de Sociologia

Prof. Dr. José Otávio Catafesto de Souza – Departamento de Antropologia

Prof. Dr. José Rivair Macedo – Departamento de História

Profa. Dra. Luciana Prass – Departamento de Música

Prof. Dr. Mauro Silveira de Castro – PPG Assistência Farmacêutica

Profa. Dra. Maria Elizabeth da Silva Lucas – Departamento de Música 

Profa. Dra. Marília Raquel Albornoz Stein – Departamento de Música

Profa. Dra. Rumi Regina Kubo – Departamento de Economia e Relações Internacionais

Profa. Dra. Valéria Viana Labrea – Departamento de Estudos Especializados

Res-CEPE-11_2022-Normas-Reconhecimento-Titulo-NOTORIO-SABER

Confira os editais para Seleção de Mestrado e Doutorado PGDR – 2022

O Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR) da Universidade
do Rio Grande do Sul (UFRGS) realizará o processo seletivo para o Curso de
Mestrado e Doutorado para ingresso no primeiro semestre letivo de 2022.

Inscrições a partir de 17/02/2022.

Doutorado: https://bit.ly/3Kmxmo0

Mestrado: https://bit.ly/3fuKPMD

Danielle Finamor conta experiências em projetos sobre soberania e segurança alimentar

Veja a matéria completa, produzida pela repórter Carla Mello:

Depois de uma reviravolta digna de um roteiro de cinema, Danielle Finamor precisou se reinventar. Sua história na UFRGS começa em 1994, quando a técnica administrativa começou a trabalhar na creche da Universidade, exercendo sua formação em Pedagogia. Em 2008, devido a um grave acidente de carro, ela descobriu que não poderia mais estar em sala de aula por recomendação médica. Foi graças ao contato que tinha com vários setores da UFRGS que a pedagoga recebeu um convite: ser redistribuída para o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural, onde trabalha até hoje.

A mudança de setor trouxe novos horizontes para a vida de Danielle. Hoje, além do trabalho no PGDR, ela se divide em mais duas áreas de atuação dentro do programa: o Centro Interdisciplinar em Sociedade, Ambiente e Desenvolvimento (Cisade) e o Círculo de Referência em Agroecologia, Sociobiodiversidade, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Asssan). Em cada uma dessas frentes, a pedagoga atua de formas diferentes: na coordenação, na organização e na direção, e desempenha um trabalho fundamental para que todas as ações dentro de cada um desses projetos possam funcionar. “O Círculo trabalha junto com o PGDR e tem como objetivo promover atividades de ensino, pesquisa e extensão sobre as temáticas de agroecologia, soberania e segurança alimentar e nutricional”, explica. A ideia é falar do desenvolvimento rural sem esquecer de falar da natureza e das pessoas.

“Os meus trabalhos com as crianças sempre foram muito nesse nicho de trabalhar a questão da alimentação, da gente conversar um pouco mais sobre a natureza, buscar muito a essência da criança e do ser – esse saber que a gente muitas vezes deixa de lado e que está bem latente na criança”, destaca.

Quando fala de seus colegas, Danielle possui um brilho nos olhos e gosta de destacar a importância de cada um para que tudo funcione. O Círculo, onde a técnica administrativa atua como vice-diretora, precisou investir em novas alternativas de manter o contato com o público durante a pandemia. O trabalho do grupo é baseado na troca, na conversa, no debate e na articulação de ideias entre todos, algo que é extremamente difícil de ser realizado a distância. Felizmente, não é somente a técnica que possui uma grande capacidade de reinvenção – os projetos em que ela se envolve também. Hoje o projeto conta com podcast, websérie e um site que usa uma linguagem acessível para falar de alimentação de uma forma política e cultural, destacando a importância de se ter uma alimentação saudável e que respeite o meio ambiente.

Esses projetos contam com o apoio ativo da técnica administrativa, que, apesar de se considerar uma pessoa de “trás das câmeras”, é um dos pilares que mantém todas essas ações funcionando. Danielle não gosta de aparecer ou falar para as câmeras, mas, quando começa a conversar sobre as ações do PGDR e sobre as pessoas que trabalham com ela, o sorriso ocupa seu rosto e ela se empolga ao relatar cada um dos processos para que as propostas saiam do papel. A pedagoga não esquece de reforçar a coletividade de todas as pessoas envolvidas, buscando incluir todos os que se esforçaram ativamente na construção das ideias inovadoras do Asssan.

“Eu costumo falar que o meu público cresceu. Lá na creche eu trabalhava com as crianças e hoje eu tenho muito contato com os alunos. A minha trajetória na Universidade me proporcionou que eu pudesse aos poucos ir conhecendo mais e ir me transformando para hoje ter a possibilidade de trabalhar com um público de jovens e adultos e ter esse contato com um tema que sempre me encantou”, explica.

Depois de um acidente de carro e da necessidade de buscar um novo caminho para seguir, Danielle encontrou um rumo completamente diferente para sua carreira. Além disso, o PGDR ganhou alguém extremamente dedicado em construir projetos que valorizam uma ideia e que incluam todos na busca por uma alimentação e um desenvolvimento sustentável. Atualmente, em tudo que a técnica administrativa está envolvida na Universidade, ela é indispensável.

Fonte: Jornal da Universidade

AsSsAN Círculo da UFRGS promove atividade infantil dentro da Virada Sustentável 2021

Além da  história de João Platino, um passarinho da região das lagoas do Sul que perde a sua casinha, que será contada no dia 15 de novembro, às 10h30, a semana também traz um debate sobre a utilização de espécies da mesma região, na arte e no artesanato, que ocorre no dia 10, às 19h

Dentro da Virada Sustentável 2021 – Porto Alegre, o AsSsAN Círculo/UFRGS, em parceria com a Associação Cultural Vila Flores e Pan Lagoas do Sul (CEPSUL/ICMBio), promove uma atividade para as crianças, que pretende despertar a consciência sobre a conservação  ambiental e a importância sobre os conhecimentos e práticas de uso da sociobiodiversidade. A Contação de História Online, ocorre no dia 15 de novembro, às 10h30 pelo canal youtube.com/user/ViradaSustentavel.

A atração “Onde foi parar a casinha do João Platino?” é a história de um pássaro, chamado João Platino, que está ameaçado de extinção. João, vivia no seu ambiente de banhado e perdeu a sua casinha, porque o lugar onde ele morava secou para poder alimentar uma grande lavoura de arroz. Ele acaba sendo encontrado por uma criança que vive em uma comunidade quilombola e que produz os seus alimentos, ao mesmo tempo que convive e preserva os bichinhos nativos desses ecossistemas.


Pássaro João Platino

O evento, que será conduzindo pela contadora de história, Lilith Schneider, e pelo artesão e educador ambiental, Renan Coelho, é indicado para crianças de  todas as idades.

Arte/artesanato no Pan Lagoas do Sul em debate

A programação do AsSsAN na Virada Sustentável inclui uma atividade paralela que vai debater sobre arte e artesanato com espécies nativas. A roda de conversa online será no dia 10 de novembro, às 19 horas, pelo canal youtube.com/vilaflores. O evento também dá sequência à série de lives do Projeto ME CONTA Sociobiodiversidade, em parceria com o Vila Flores, que irá viabilizar quatro projetos através de metodologia holandesa de votação popular.


Artesanato de palha de bananeira

O objetivo do evento é apresentar o Plano Nacional de Ação para espécies ameaçadas de extinção – Pan Lagoas do Sul, que inclui toda a costa do Litoral Gaúcho e as regiões Centro e Sul de Santa Catarina, mostrando as potencialidades da sociobiodiversidade desses locais. Com uma colonização e uma  diversidade cultural ampla, essa região tem a tradição de trabalhar com artesanatos diversos, utilizando espécies da natureza. A palha de bananeira, o junco, a taboa, os caroços e a palha de butiá, além de materiais de pesca, como a escama de peixe e parte de redes, são matéria-prima para a produção de objetos inspirados na cultura indígena, açoriana, entre outras. O artesanato é também uma alternativa de trabalho e renda para mulheres rurais.

O bate-papo será conduzido pela coordenadora do AsSsAN Círculo/UFRGS, professora Gabriela Coelho, e terá como convidados quatro especialistas no tema. A artesã Guarani da Aldeia Sol Nascente, Adriana Guarani; a engenheira agrônoma, agricultora, pescadora, artesã e liderança da Associação Comunitária Rural de Imbituba (Acordi), Marlene Borges; o coordenador do PAN Lagoas do Sul, engenheiro agrônomo, mestre e doutor em Recursos Genéticos Vegetais, Walter Steenbock e a mestra em Linguagens Visuais e doutora em Artes, Carolina Cordeiro, que também é  artista residente do Programa de Integração Arte e Comunidade (CASCO).

As atividade dialogam com os debates mundiais,  que ocorrem na COP – 26, a Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas. Iniciada em 2011, a Virada Sustentável é um movimento de mobilização para a sustentabilidade que organiza o maior festival sobre o tema no Brasil.

Resumo das atividades:

– 15/11, às 10h30: Contação da história infantil online “Onde foi parar a casinha do João Platino?”, pelo canal youtube.com/user/ViradaSustentavel

Mais informações: viradasustentavel.org.br

– 10/11, às 19 horas: Roda de conversa online “Arte/artesanato Pan Lagoas do Sul” – ME CONTA Sociobiodiversidade, pelo canal youtube.com/vilaflores.
Mais informações: bit.ly/mecontasociobiodiversidade

O GRIST – Grupo de Pesquisa Inovação, Sociedade e Eco-territorialidades divulga “Métodos Participativos- Caminhos para o diálogo”

Com foco nas problemáticas socioambientais e alimentares contemporâneas relacionadas ao desenvolvimento, o grupo Inovação, Sociedade e Eco-territorialidades investe em pesquisas empíricas e interdisciplinares em temas ligados à agroecologia; às transições tecnológicas na agricultura; à sociobiodiversidade na saúde e na alimentação; e às formas de participação de grupos marginalizados nos processos de transformação territorial, dando importância às práticas sociais e às contribuições do feminismo e do neomaterialismo. Partindo de uma perspectiva centrada nos atores sociais, a proposta é revigorar estudos que favoreçam a reflexão-ação crítica no que se refere ao social e ao público, incluindo nova valoração dos conhecimentos situados e das existências territoriais, sejam elas humanas ou não. Os trabalhos contribuem para o redesenho da intervenção científica em processos e políticas que se referem a fenômenos inovadores e à recuperação de espaços vitais territorializados.

“Métodos Participativos- Caminhos para o diálogo”

Confira no link:

Mais informações sobre o GRIST em:

https://www.ufrgs.br/grist/

Podcast “Que tal um mate?” debate formas de amenizar a fome no país

“A Solidariedade que Preserva Vidas” é o tema da 18ª edição do podcast “Que tal um mate?”, que abordou a importância de ações das redes de apoio no combate à fome e no amparo de famílias em vulnerabilidade social. A proposta do conteúdo, que é parte do 3º Sarau do AsSsAN Círculo (disponível em: https://youtu.be/Vfeu1V_C1l8), em parceria com o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, Indígenas e Africanos (NEAB), ambos da UFRGS, é mostrar como se desenvolve o trabalho de instituições locais e nacionais no atendimento às necessidades básicas de  populações desassistidas.

O papel dessas instituições se tornaram imprescindíveis, no contexto da pandemia da Covid-19 e num momento em que o Brasil retornou ao mapa da fome. Hoje são cerca 19 milhões de brasileiros convivendo com a falta de alimentos, segundo dados de 2020 da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan). As populações que vivem em extrema pobreza também incluem povos e comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas, que ao longo do processo histórico vêm sendo marginalizados.

Com apresentação do professor e coordenador do NEAB-UFRGS, Alan Alves Brito, o 3º Sarau do AsSsAN Círculo e o 18º episódio do podcast “Que tal um mate?” também marcaram o lançamento de um espaço, no site do AsSsAN, destinado a dar visibilidade às instituições sociais criadas para atenuar o drama da falta ou da insegurança alimentar e nutricional, que têm reflexos diretos à saúde das famílias brasileiras.

Para debater essa situação alarmante, foram convidados quatro especialistas no assunto, representando ações que trabalham em diferentes frentes. A integrante da União de Núcleos de Educação Popular para Negros e Classe Trabalhadora (Uneafro Brasil) e Coalizão Negra Por Direitos, que também faz parte da coordenação da campanha “Tem Gente Com Fome”, Adriana Moreira; o coordenador e um dos idealizadores da “Associação Cozinhar e Servir”, Rogério Saran; a assessora técnica de projetos socioambientais da “Associação de Estudos e Projetos com Povos Indígenas e Minoritários (AEPIM)”, Carolina Silveira Costa e a coordenadora da “Campanha UFRGS Contra a Fome” e adjunta do NEAB-UFRGS, Tamyres Filgueira.

Sobre o “Que tal um mate?”

O podcast, que busca trazer informações técnicas e científicas de forma acessível e aplicada sobre a soberania e segurança alimentar e nutricional, destacando contextos de populações em situação de vulnerabilidade, nasceu da cultura do Sul da América Latina, onde pessoas se sentam em uma roda de conversa para compartilhar uma cuia de mate. Esses são costumes que vêm dos indígenas, principalmente dos Guaranis e dos Quéchuas. Entretanto, o compartilhamento de utensílios e a aproximação de pessoas são pautas extremamente importantes em tempos de pandemia e devem ser feitas respeitando as determinações médicas e das autoridades locais.

O objetivo é abordar informações relevantes para a comunidade, explorando os temas de interesse do AsSsAN Círculo, que é ligado ao Centro Interdisciplinar Sociedade, Ambiente e Desenvolvimento (CISADE) e ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Interessados em contribuir com sugestões de temas e entrevistados para os próximos episódios podem enviar e-mail para: circulo@ufrgs.br.

Links de acesso:

Que tal um mate? noSpotify: https://open.spotify.com/episode/35gP7EHVZdcnMBatcQSxVt?si=55kNA7oISXWwJ_zK225Ovw&utm_source=whatsapp&dl_branch=1
Que tal um mate? noYouTube: https://youtu.be/oC0kbRmKQ5c
Que tal um mate?  no LúminaPodcasts: https://www.ufrgs.br/luminapodcasts/site/episodio/solidariedade-que-preserva-vidas
Que tal um mate?  no Anchor:
https://anchor.fm/asssan-crculo-de-referncia/episodes/Que-tal-um-mate–18—A-Solidariedade-que-preserva-vidas-e16h0os