O Planetário da UFRGS convida escolas da rede pública (municipal, estadual e federal) a participarem da 2ª edição do Projeto Planetariar. A iniciativa oferece sessões de cúpula e oficinas pedagógicas gratuitas com o objetivo de integrar o conhecimento escolar à Astronomia.
As inscrições ocorrem exclusivamente entre os dias 06 e 10 de abril de 2026 por meio deste formulário online.
Público: Turmas de escolas públicas com no máximo 40 alunos.
Projeto Pedagógico: A escola deve inscrever um projeto (experimental ou bibliográfico) sobre temas de Astronomia que já esteja sendo trabalhado com os estudantes.
Vagas: Serão selecionadas 30 escolas para o turno da manhã e 30 para o turno da tarde.
Transporte: O deslocamento até o Planetário é de responsabilidade da instituição de ensino.
Cronograma:
Inscrições: 06/04 a 10/04/2026.
Resultados: 22/04/2026.
Atividades: De 19/05 a 22/10/2026 (terças, quartas ou quintas-feiras).
Para participar, o responsável deve detalhar no formulário o título, objetivos, metodologia e referências do projeto escolar. Não perca o prazo, pois as inscrições são limitadas às primeiras 40 instituições por turno.
Esta é uma das fotografias vencedoras do Concurso de Astrofotografia do Planetário 2025. Fotógrafo: Ayres Potthoff.
A crescente intensidade das tempestades, resultado da exploração desenfreada dos recursos naturais.
Fotógrafo: Ayres Potthoff Onde fez a foto: Porto Alegre, Rio Grande do Sul Como fez: Canon Eos R5 Lente 70-200mm Descrição do fotógrafo: “A crescente intensidade das tempestades, resultado da exploração desenfreada dos recursos naturais. Essa destruição leva a desequilíbrios ecológicos alarmantes e provoca climas erráticos. É urgente adotar práticas sustentáveis e respeitar os limites do nosso planeta, equilibrando a apreciação da beleza do céu com a responsabilidade ambiental necessária para preservar nossa Terra”.
Esta é uma das fotografias vencedoras do Concurso de Astrofotografia do Planetário 2025. Fotógrafo: Jorge Lansarin.Esta é uma das fotografias vencedoras do Concurso de Astrofotografia do Planetário 2025. Fotógrafo: Ayres Potthoff.Esta é uma das fotografias vencedoras do Concurso de Astrofotografia do Planetário 2025. Fotógrafo: Thiago Gonçalves.Esta é uma das fotografias vencedoras do Concurso de Astrofotografia do Planetário 2025. Fotógrafo: Paulo Mendes.Esta é uma das fotografias vencedoras do Concurso de Astrofotografia do Planetário 2025. Fotógrafo: Daniel Mello.Esta é uma das fotografias vencedoras do Concurso de Astrofotografia do Planetário 2025. Fotógrafo: Daniel Mello.Esta é uma das fotografias vencedoras do Concurso de Astrofotografia do Planetário 2025. Fotógrafo: Jorge Lansarin.Esta é uma das fotografias vencedoras do Concurso de Astrofotografia do Planetário 2025. Fotógrafo: Daniel Mello.Esta é uma das fotografias vencedoras do Concurso de Astrofotografia do Planetário 2025. Fotógrafo: Peter Gómez.Esta é uma das fotografias vencedoras do Concurso de Astrofotografia do Planetário 2025. Fotógrafo: Jorge Lansarin.Esta é uma das fotografias vencedoras do Concurso de Astrofotografia do Planetário 2025. Fotógrafo: Douglas Fischer.Esta é uma das fotografias vencedoras do Concurso de Astrofotografia do Planetário 2025. Fotógrafo: Jorge Lansarin.
Lua Cheia. Eclipse Lunar Total: em Porto Alegre, visível apenas o início da fase de penumbra antes da Lua se pôr
11
Lua no Quarto Minguante
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Lua Nova
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Equinócio de Outono
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Lua no Quarto Crescente
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Conjunção entre Lua, Júpiter, Pollux e Castor, visível logo após o pôr do sol
Você conhece o Stellarium? Através deste site é possível fazer uma simulação de data, horário e local e visualizar o céu. Ele pode ser um bom aliado nas suas observações. Acesse aqui para conhecer: https://stellarium-web.org/
Divulgamos o resultado da chamada pública dos participantes selecionados para o 4º Piquenique no Planetário. A divulgação dos nomes é sobre a seleção, a participação dependerá da apresentação do material que será solicitado aos candidatos posteriormente.
As vagas excedentes de gênero alimentício foram remanejadas para a categoria comércio.
Gênero alimentício
Contraponto Entreposto de Cultura e Saber DelMundo Food Ki maná Pointmix Churros
Comércio
9luas Amor Elo Aoma Associação Patas Dadas Ateliê Mundo da Ju Banquinha da Drika Bibichinhos Artes Bolsas da Cris Botanices Candida linhas e agulhas Caramelos do Vale Coelha Mística Ateliê Contraponto Entreposto Cultura Saúde Saber Empreendimento de Economia Solidária Misturando Arte Esther Elisabeth Arndt EstreLinha Costuras Feito à lápis Feltros Florecando Gaya Sustentável Gira Sois Joanin Editora Kindim cat store Letícia Aromas Artesanais Loja Kitty Mimo Luiza Coutinho Mimos da Terra & Composteiras Mistura Sazonal Museu Itinerante de Ciências Naturais PSuculentas e artesanatos crochês Rejane Aguirre Crochet The void lab
Em setembro, o Planetário destinou o espaço a receber ONGs e grupos afins. No dia 22/09, ainda restam 4 sessões gratuitas disponíveis. Para participar, basta adquirir os ingressos na plataforma Sympla.
Todas as sessões têm a mesma programação, destinada para o público a partir de 8 anos.
No dia 07 de maio de 1925, o primiero planetário foi aberto ao público, em Munique, na Alemanha. Desde essa data os planetários se espalharam pelo mundo, evoluíram com as tecnologias e mantêm viva a magia do olhar para o universo através de suas projeções.
O Planetário da UFRGS participa dessa comemoração, integrando a rede de transmissão simultânea do centenário, no dia 07/05/25, às 14h45min. A sessão de transmissão ocorre na cúpula, em evento aberto ao público, com ocupação por ordem de chegada. A entrada é gratuita e não serão feitas reservas antecipadas.
No dia 19 de abril de 1940, ocorreu o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, no México. A data demorou três anos para ser adotada no Brasil, sendo oficializada em 1943 como o “Dia do Índio”. Em 2022, o termo “índio” foi substituído pela expressão “Dia dos Povos Indígenas”, que abrange de forma ampla e respeitosa as nações originárias das Américas.
Apesar das controvérsias, o dia 19 de abril representa uma oportunidade para combater preconceitos contra esses povos; destacar sua relevância na formação cultural e ambiental do Brasil; e implementar políticas públicas que garantam seus direitos. Por isso, neste mês de abril, as cores do planetário representam a importância de valorizar os saberes milenares dos povos originários.
“Estamos em todos os lugares, pois em tudo estão os nossos ancestrais […]”, assim estabelece o filósofo originário Ailton Krenak, em seu capítulo “Saudações aos Rios”, da obra Futuro Ancestral — um dos muitos textos de grande inspiração para o quarto episódio da série.
Nhe’ẽ Porã, as boas palavras
No início do séc. XVI, a chegada dos colonizadores europeus no Brasil marcou negativamente o futuro das nações que povoavam o Pindorama — nome dado pelos povos originários ao território que hoje compreendemos como Brasil, e que significa Terra das Palmeiras.
Além da pluralidade de grupos, que em grande maioria habitavam as costas brasileiras, também existiam diferentes regionalidades e dialetos. O Pindorama contemplava mais de mil línguas, com construções capazes de abrigar centenas de pessoas de uma única vez e a sabedoria para desenvolverem suas aldeias enquanto nutriam a terra e fomentavam a vida no meio ambiente.
Nhe’ẽ porã significa “as boas palavras” em tupi e, aqui, representam os ensinamentos transmitidos por meio da oralidade por todos os povos. De norte a sul, as mais diversas nações cresceram e se desenvolveram em sociedades complexas, carregando por milênios o futuro do planeta. Na Amazônia, construíram a maior floresta tropical do mundo e nutriram no solo a base paraos rios flutuantes que deságuam em chuva no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.
A água que chega ao Rio Grande do Sul, vinda da Floresta Amazônica, encontra o bioma Pampa. Os vastos campos que hoje abrigam a agricultura e a pecuária já foram cultivados pelos Charrua, povo que era dominante na região e migrou pelo território gaúcho respeitando os ciclos da terra, evitando o desmatamento e a monocultura.
Iniciando com a chegada dos invasores, a lógica europeia extrativista rompe com o equilíbrio entre pessoas e habitats há mais de 500 anos. A ocupação violenta das terras indígenas caracterizaram um modelo de exploração intenso, culminando no extermínio de linhagens e na destruição de diversos ecossistemas por todo o território.
Hoje, mesmo após os avanços científicos e a incidência de eventos climáticos extremos, nos deparamos com desafios na preservação ambiental e no reconhecimento dessas populações e de suas culturas, uma herança histórica da formação do Brasil. Por meio de escravidão, estupro e assassinato, os povos originários foram reduzidos e marginalizados, em um processo de tentativa de apagamento.
Remanescentes do período colonial, cultivaram ao longo da vida os conhecimentos passados pelos seus ancestrais de forma oral, garantindo a continuidade de suas tradições através da linguagem. Além dos saberes, imprimiram pela cultura brasileira marcas de sua existência. Açaí, arara, caatinga, capim, capivara, carioca, curitiba, gororoba, guaraná, ipanema, ipiranga, ipê, jacaré, mingau, pipoca, piranha, sabiá e urubu. Essas são apenas algumas das palavras que usamos em nosso dia a dia e que deveriam nos lembrar da verdadeira cultura brasileira, a dos povos que já viviam aqui.
Em 2022, existiam no Brasil um 1.693.535 pessoas autodeclaradas indígenas. Esse número representa apenas 0,83% da população brasileira — parcela que, de acordo com o Censo Demográfico de 2010, preserva 274 línguas e 305 etnias. Esses povos estão distribuídos em maior proporção pelas regiões Norte e Nordeste, mas têm presença em todos os cantos do território. O estado do Rio Grande do Sul é conhecido por três grupos étnicos predominantes: os Guarani, os Kaingang e os Charrua.
Segundo a Política Nacional da Biodiversidade, instituída em 2002, é fundamental implementar ações que atendam as demandas das populações indígenas e quilombolas, assim como das comunidades locais, garantindo a sustentabilidade dos recursos em seus territórios e contribuindo para o desenvolvimento econômico e social.
Em entrevista publicada em junho de 2018, a gaúcha Iracema Nascimento, uma kujá (xamã) kaingang, comentou sobre a importância do reconhecimento desses saberes em todos os espaços, citando principalmente a universidade, como lugar de criação e difusão de conhecimento.
Nos nomes dos lugares, na relação com o solo, nas palavras pelas quais se expressam e que resistem, o manejo da terra e cuidado com a natureza é mais que uma ideologia, é um estilo de vida. Essa presença, muitas vezes invisibilizada, é parte fundamental da identidade brasileira.
Reconhecer seus direitos e suas histórias é uma urgência no Brasil atual. Com a perda da biodiversidade e a crise climática, resgatar o aprendizado e valorizar a vida de quem vive em equilíbrio com o ecossistema é o melhor caminho para cultivar raízes e garantir para todos um futuro melhor. A conscientização deve começar nos espaços de construção do saber.
Cores do Planetário é uma série de textos destinada a explorar e debater temas de relevância social na atualidade. Todos os meses, um destes temas é abordado em nosso site e representado pelas cores das luzes que iluminam o Planetário durante a noite.
Referências:
Brasil registra 274 línguas indígenas diferentes faladas por 305 etnias. Disponível em: <https://www.gov.br/funai/pt-br/assuntos/noticias/2022-02/brasil-registra-274-linguas-indigenas-diferentes-faladas-por-305-etnias>. Acesso em: 22 abr. 2025.
CORREA, R. C. F. Indígenas. Disponível em: <https://educa.ibge.gov.br/jovens/conheca-o-brasil/populacao/22326-indigenas-2.html>. Acesso em: 20 abr. 2025.
DECRETO No 4.339, DE 22 DE AGOSTO DE 2002. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/d4339.htm>. Acesso em: 20 abr. 2025.
FERNANDES, C. Os nomes do Brasil. Disponível em: <https://www.historiadomundo.com.br/curiosidades/nomes-do-brasil.htm>. Acesso em: 9 abr. 2025.
Futuro ancestral – Ailton Krenak – Grupo Companhia das Letras. Disponível em: <https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559211548/futuro-ancestral?srsltid=AfmBOoohUO0RXjfAkOu57ksho58UjBCip5cPHy_i_mzzGlooZqQcQq6zi-k>. Acesso em: 09 abr. 2025.
GUAZZELLI, M. Genocídio indígena: entenda os riscos e preocupações que a população nativa do Brasil enfrenta. Disponível em: <https://www.ufrgs.br/humanista/2021/09/24/genocidio-indigena-entenda-os-riscos-e-preocupacoes-que-a-populacao-nativa-do-brasil-enfrenta/>. Acesso em: 17 abr. 2025.
IBGE. Território brasileiro e povoamento: história indígena. Disponível em: <https://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasileiro-e-povoamento/historia-indigena.html>. Acesso em: 9 apr. 2025.
MARÉCHAL, C. “Entrevista Com Iracema Ga Rã Nascimento.” Espaço Ameríndio, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 2018. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EspacoAmerindio/article/view/74682/48712 . Acesso em: 9 abr. 2025
MOREIRA, S. O que podemos aprender com a arquitetura indígena? Disponível em: <https://www.archdaily.com.br/br/927142/o-que-podemos-aprender-com-a-arquitetura-indigena>. Acesso em: 16 abr. 2025.
NEIVA, L. Como colonizadores infectaram milhares de índios no Brasil com presentes e promessas falsas. BBC, 20 Jul. 2020.
SALUM, L.Para Ailton Krenak, crise não é só climática, é de uma sociedade ‘estragada’ pela ‘monocultura de tudo.’ Disponível em: <https://www.brasildefato.com.br/podcast/bem-viver/2024/05/15/para-ailton-krenak-crise-nao-e-so-climatica-e-de-uma-sociedade-estragada-pela-monocultura-de-tudo/>. Acesso em: 19 abr. 2025.
Portal da Câmara dos Deputados. Legislação Informatizada – DECRETO Nº 4.339, DE 22 DE AGOSTO DE 2002 – Publicação Original. Disponível em: <https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2002/decreto-4339-22-agosto-2002-481345-publicacaooriginal-1-pe.html>. Acesso em: 17 apr. 2025.
PRUDENTE, L. T. Arquitetura Mbyá Guarani na Mata Atlântica do Rio Grande do Sul : estudo de caso do Tekoá Nhüu Porã.2007.
Quem São. Disponível em: <https://www.gov.br/funai/pt-br/atuacao/povos-indigenas/quem-sao>. Acesso em: 17 abr. 2025.
Novo projeto do Planetário tem o objetivo de promover atividades pedagógicas aliadas a projetos desenvolvidos nas escolas.
O Planetário inicia o ano com um novo projeto, voltado a escolas públicas: o Planetariar. O primeiro edital, disponível neste link, abrange o 1º semestre de 2025 e tem como público-alvo as instituições públicas de ensino.
O projeto consiste em desenvolver junto às turmas o ensino de Astronomia, de forma complementar. Para participar, cada responsável por turma de qualquer ano escolar deverá apresentar um projeto demonstrando que trabalhará temas relacionados à Astronomia. Serão aceitas turmas de até 45 estudantes por inscrição.
O objetivo do Planetariar, além de disponibilizar a gratuidade, é estimular a interação entre o ensino formal e o não-formal, desenvolvido pela extensão na Universidade. As escolas participantes do projeto contarão com sessão na cúpula, atividades pedagógicas direcionadas ao tema estudado e compartilhamento de materiais didáticos.
As atividades pertinentes ao projeto serão sempre às terças-feiras, com agendamento feito pelo Planetário considerando as datas preferenciais apontadas na inscrição. Serão atendidas 20 escolas no primeiro semestre, sendo outras 20 selecionadas como suplentes para este período.
As inscrições acontecem entre os dias 10 e 17 de março, exclusivamente através deste formulário. A classificação das escolas se dará por ordem de inscrição, se atendidos todos os requisitos exigidos no edital. A divulgação dos resultados acontece no dia 25 de março, pelo site e redes sociais do Planetário.
Conheça o cronograma de execução do projeto para o 1º semestre de 2025:
O Planetário participa do Calouradas UFRGS 2025, oferecendo sessões nos horários de intervalo das aulas para estudantes ingressantes na Universidade. As sessões acontecem nos dias 11, 12, 17 e 18 de março, às 12h30min e 17h30min.
O acesso às sessões é gratuito e por ordem de chegada, necessitando apenas apresentar o comprovante de matrícula que comprove ser calouro 2025/1 da UFRGS. Além das sessões, nossos bolsistas farão uma breve conversa sobre a extensão e suas atividades.
Acompanhe as demias atividades do Calouradas UFRGS em https://www.ufrgs.br/calouradas/
Informamos que o Planetário estará fechado nos dias 03 e 04/03 e no dia 05/03 até 14h. Nos dias 05 (a partir das 14h), 06 e 07/03, atenderemos através de expediente interno, sem visitação.
Informamos que o Planetário estará fechado para visitação e atendimento ao público externo entre os dias 23/12/24 e 06/01/25.
Após este período, volta a abrir para visitação do espaço no horário padrão. As sessões na cúpula, no entanto, estão suspensas até março, devido à necessidade de conserto do ar-condicionado da cúpula.