Fiscal Policy Rules: A New Keynesian Model for Brazil with Bayesian Estimation
Resumo: O trabalho simula através de um modelo de equilíbrio geral Novo-Keynesiano para a economia brasileira, três diferentes desenhos de regras fiscais, avaliando os impactos sobre o bem-estar dos consumidores. Dessa maneira, são testadas uma Regra para o Déficit Fiscal do governo, uma regra sobre o Déficit Fiscal Estrutural, e por fim, a chamada Regra de Ouro que retira da restrição orçamentária os investimentos públicos. O modelo DSGE utilizado neste trabalho, tem como características principais dois agentes, um agente representativo ricardiano e outro não-ricardiano, que ajusta-se bem a realidade brasileira, e encontra-se na classificação de modelos TANK. Adicionalmente, apresentam-se no modelo características comuns a outro modelos novo-keynesianos: custos de ajustamentamento sobre o capital e fricções. Além disso, nosso modelo conta com um setor de produção de bens non-tradables e outro setor exportador. Como especial contribuição deste trabalho, estão a modelagem explícita do mercado externo, representado pelo ciclo de commodities. Adicionalmente existem empresários que fazem a gestão do capital para investimento em bens de capital que são utilizados pelos produtores exportadores e non-tradables. Realizamos a estimação para determinados parâmetros do modelo para a economia brasileira através de métodos bayesianos, incorporando os recentes avanços computacionais. Os dados utilizados são anuais e a janela amostral deste trabalho compreende o período de 2002 a 2023. O bemestar dos consumidores é avaliado através de um coeficiente de bem-estar. Além disso, simulamos dois diferentes choques sobre a economia e analisamos através de funções de resposta ao impulso e momentos condicionais o impacto desses choques sobre as variáveis selecionadas. Concluímos que o bem-estar dos consumidores sobre a Regra de Déficit Fiscal Estrutural, que impõe como restrição os investimentos governamentais e está condicionada ao ciclo econômico, é a que confere o maior bem-estar aos consumidores, tanto ricardianos quanto não ricardianos.
