Deixe um comentário / Bancas de Tese e Dissertação / Por Helena Camillo
Economia como Argumento e Prática: a Filosofia Persuasiva em John Maynard Keynes
Resumo: Majoritariamente, a escola pós-keynesiana se filia a uma metafísica basilar das teorias de John Maynard Keynes: o chamado ‘realismo keynesiano’. Neste trabalho, propomos uma distinta noção de tais bases metafísicas pervadidas na filosofia do autor, nas quais os signos ‘verdade, conhecimento e certeza’ são atribuídos pelos seres em suas crenças racionais. Para fundamentarmos a nossa leitura, reinterpretamos, do Treatise on Probability (Keynes, 1921), os termos ‘objetivo’ e ‘subjetivo’ conferidos às proposições primárias e secundárias, aventando os caracteres ‘consensuais e racionais objetivos’ e ‘intuitivos e cognitivos subjetivos’ da compreensão dos símbolos da linguagem na criação de argumentos definitivos, explicativos e descritivos dos ou sobre os fenômenos. Com isso em mente, ofertamos uma inovadora ótica da teoria geral do conhecimento presente na lógica probabilista keynesiana, em que englobamos nesta uma abordagem histórica das ciências. A partir disso, rejeitamos a ideia de ‘realismo’ associada à probabilidade keynesiana e, em paralelo às interpretações de Carabelli (1988), O’Donnell (1989), Davis (1994a) e Crespo (2005), transferimos tais entendimentos à principal obra econômica do autor, o General Theory of Employment, Interest and Money (Keynes, 1936), ao aventarmos a ligação da metafísica das concepções reais e hipotéticas basilares da obra e, especialmente, ao percebermos e ordenarmos as relações entre as proposições através da estrutura lógica da probabilidade.
