Como parte das ações de acolhimento e permanência desenvolvidas pela Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (PROAFE) foram realizadas, no mês de junho, atividades voltadas aos estudantes indígenas da UFRGS, com o objetivo de fortalecer sua trajetória acadêmica e promover espaços de escuta, convivência e apoio à permanência.
No dia 19 de junho, ocorreu a Acolhida com Café Compartilhado, momento de integração dos estudantes, seguido de uma roda de conversa construída a partir da escuta de suas experiências, expectativas e desafios. A atividade teve como propósito conhecer melhor as trajetórias dos estudantes, identificar demandas relacionadas à permanência universitária e construir, de forma coletiva, estratégias para o fortalecimento da permanência pela PROAFE. Durante o encontro, os participantes refletiram sobre os caminhos que os levaram à universidade, os sonhos que desejam concretizar por meio da formação acadêmica, os fatores que têm fortalecido sua permanência e os desafios ainda enfrentados.
Além de constituir um importante espaço de escuta qualificada, a atividade contribuiu para aproximar os percursos acadêmicos dos projetos de vida individuais e coletivos dos estudantes indígenas, reconhecendo seus saberes, suas trajetórias e as especificidades de sua permanência na universidade. O encontro também foi dedicado à organização das atividades futuras.

Dando continuidade às ações, no dia 26 de junho foi realizada a Oficina de Resumo Acadêmico, destinada prioritariamente aos estudantes indígenas, especialmente aos participantes do projeto Diálogos Interculturais, e aberta aos demais estudantes das ações afirmativas interessados. A oficina, realizada no laboratório de informática da PROAFE, contou com a participação da professora Liliam Ramos, do Instituto de Letras, que orientou os estudantes na elaboração, revisão e aperfeiçoamento de resumos para submissão aos salões acadêmicos da UFRGS.
As atividades integram a política de acolhimento e permanência da PROAFE, que compreende a permanência estudantil como um processo que vai além da oferta de benefícios materiais. Promover espaços de escuta, fortalecimento dos vínculos, formação acadêmica e valorização das diferentes trajetórias é fundamental para garantir que os estudantes indígenas encontrem condições para permanecer, concluir seus cursos e participar plenamente da vida universitária.

