Mesa redonda 2018

A motivação para o tema da mesaredonda deste ano do SIMPós, está devidamente capturada na reportagem “Qual o propósito de fazer um mestrado ou doutorado no Brasil?” de autoria de Anderson Bortolotto (http://terracoeconomico.com.br/qual-o-proposito-de-fazer-um-mestrado-ou-doutorado-no-brasil). Essa reportagem começa com duas histórias, uma de um doutor tipicamente brasileiro procurando uma vaga em universidade pública e um outro americano, que se tornou um importante gestor de desenvolvimento da General Eletric.

Claramente no Brasil, a maior parte dos pesquisadores brasileiros está nas instituições de ensino superior (ca. 80%), enquanto que nas empresas a proporção é de apenas 5%, bastante abaixo de países como: Estados Unidos, Coreia, Japão, China, Alemanha, França e Rússia. Essa é uma das causas da dissociação entre o avanço científico e a incorporação da inovação tecnológica à base produtiva brasileira. Só para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, a proporção de doutores na indústria chega a 40%.

Tendo em conta que atualmente a capacidade de absorção das universidades públicas está bem abaixo da oferta anual dos doutores formados, fica evidente que se não forem geradas novas oportunidades, teremos o caso ilustrado na reportagem se tornando a regra e uma oportunidade de desenvolvimento tecnológico nacional deixará de ser devidamente aproveitada.

Sendo assim, a mesaredonda “Mestrado e Doutorado pra quê?” visa discutir esse tema fomentando novos caminhos e diferentes visões sobre o papel de mestres e doutores na sociedade brasileira.

Assista: Mesa redonda “Mestrado e doutorado, pra quê?”

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