Grupo 1: Estratégias de construção de mercados e redes alimentares alternativas
Este grupo tem como objetivo reunir experiências distintas, protagonizados por agricultores envolvidos na organização e articulação de novos mercados dentro do contexto das Redes AlimentaresAlternativas.
Mediador: Prof. Dr. Jean Philippe Révillion [ICTA/UFRGS]
| Cordeiro do Alto Camaquã – Marcos Borba [Embrapa Pecuária Sul] | A Carne de Cordeiro do Território Alto Camaquã resulta da construção social de um mercado de cadeia curta enquanto uma estratégia de valorização do local. Esse mercado foi construído dentro do Projeto Alto Camaquã, que interliga uma rede de multi-atores, da qual são parceiros a Embrapa, Emater, associações de produtores, representações sindicais, governo municipal e estadual e algumas universidades. Os processos de ação do projeto têm criado estratégias que promovem a imagem do território Alto Camaquã e vinculam esta imagem e seus atributos aos produtos e serviços do território, sendo um deles, a comercialização da carne de cordeiro. Site: https://www.facebook.com/territorioaltocamaqua |
| Cooperativa Econativa e Rede Ecovida – Volmir Campagnollo | Atualmente, a Rede Ecovida conta com 23 núcleos regionais, abrangendo em torno de 170 municípios. Seu trabalho congrega, aproximadamente, 200 grupos de agricultores, 20 ONGs e 10 cooperativas de consumidores. A Rede tem como objetivos o desenvolvimento da agroecologia, o estímulo ao trabalho associativo na produção e no consumo de produtos ecológicos, através da comercialização de produtos e também da articulação de processos de certificação participativa. Site: http://www.ecovida.org.br/ |
| Associação dos Produtores da Rede Agroecológica Metropolitana (RAMA) – Silvana Bohrer | A Associação dos Produtores da Rede Agroecológica Metropolitana (RAMA) representa um Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade, que atua na produção e comercialização de produtos agroecológicos através de feiras na região metropolitana. A Rede reúne e articulado aproximadamente 80 famílias de agricultores ecológicos de Porto Alegre e Viamão. |
Grupo 2: Estratégias de consumo de alimentos e gastronomia
Este grupo tem como objetivo expor iniciativas que buscam promover distintas formas de consumo, tendo como foco produtos alimentícios diferenciados (orgânicos, agroecológicos, locais, etc…). Neste contexto, a prática do consumo deixa de ser apenas um ato para suprir necessidades biológicas e passa a ser uma prática política que visa incentivar determinados sistemas produtivos, sociais e econômicos.
Mediadora: Profa. Msc. Isabel Kasper [Gastronomia Unisinos/UFCSPA]
| Restaurante Natureza Pura – Iliete Citadin | O Restaurante Natureza Pura serve diariamente um buffet com pratos vegetarianos, com produtos de procedência orgânica, natural e integral, priorizando produtos regionais de base ecológica. Além de restaurante vegetariano, o estabelecimento se propõe a ser um espaço catalisador de informações e defesa da agroecologia e da sustentabilidade. Nesse sentido, o Restaurante também congrega uma loja de produtos orgânicos, oferece cursos de culinária vegetariana e oficinas abertas à comunidade, além de uma pequena biblioteca. Site: http://naturezapura2012.wordpress.com/ |
| Convivium Porto Alegre/SlowFood – Alexandre Baggio | O Convivium Sul / Porto Alegre é um grupo formado por chefs, professores, biólogos, historiadores, produtores, alunos e profissionais ligados à gastronomia. Somos pessoas que buscam praticar os princípios do Slow Food e desenvolver a cultura gastronômica do Rio Grande do Sul. Site: http://slowfoodsul.wordpress.com/ |
| GT de Gastronomia do RS – Jussara Dutra/Liana Martins | O Grupo de Trabalho Gastronomia Regional do Rio Grande do Sul tem por objetivo explorar modos, fazeres e sabores peculiares presente no Estado. O GT, criado pelo governo do estado por meio do Decreto nº. 48.68, de 13 de dezembro de 2011, tem a finalidade de pesquisar e divulgar a Gastronomia Regional do Estado do Rio Grande do Sul. O grupo, que reúne representantes de Faculdades de Gastronomia do Estado, secretarias estaduais, grupos de pesquisa, chefs de cozinha e representantes de sindicatos e associações ligadas aos setores de alimentação e bebida, tem trabalhado na recuperação de receitas tradicionais, reconhecendo a importância das diferentes etnias na formação do estado e suas influências na culinária gaúcha, valorizando produtos regionais com o objetivo de dar suporte na qualificação dos serviços prestados por esse importante setor da economia. |
Grupo 3: Estratégias do Estado na produção e distribuição de alimentos
Este grupo tem como objetivo reunir experiências com distintas escalas de atuação, em que estratégias diferenciadas de distribuição de alimentos são articuladas. Dessa forma,são estabelecidas redes de atores com atuações variadas (empresários, agricultores, consumidores, educadores, agentes governamentais) e em arranjos específicos em prol da organização e distribuição de alimentos para suprir mercados específicos.
Mediador: Prof. Dr. Márcio Gazolla [UFSM]
| Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) – Annelise Barreto Krause [Pref. Municipal de Porto Alegre] | A proposta abordada o tema da utilização de alimentos regionais, com ênfase na aquisição dos insumos por meio da agricultura familiar, com destino para a alimentação escolar. O principal propósito é garantir a segurança alimentar e nutricional dos escolares. A experiência a ser apresentada é o caso desenvolvido pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Site: http://setordenutricao.wordpress.com/ |
| Projeto Suinocultura Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) – Rosa Ellwanger | O Programa de Reaproveitamento de Resíduos Orgânicos via Suinocultura iniciou-se em 1992, através da iniciativa do Departamento Municipal de Limpeza Urbana da cidade de Porto Alegre. O programa visa o reaproveitamento de resíduos alimentares das 74 Unidades Geradoras cadastradas no programa para a alimentação de aproximadamente 1.300 suínos criados por 13 pequenos produtores da Associação de Suinocultores da Zona Sul de Porto Alegre. |
| A experiência da CEASA–RS – Gerson Madruga | As Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul S.A (CEASA) oferecem mix com mais de 110 produtos, oriundos de 198 municípios gaúchos, 18 estados brasileiros e 9 países, distribuídos entre boxes e lojas, separados em vários pavilhões do complexo onde se comercializam flores, frutas, legumes, ovos, além de produtos não perecíveis e prestação de serviços, destinando seus produtos a produtores, comerciantes, atacadistas, clientes compradores/distribuidores e prestadores de serviço. A CEASA/RS, principal centro distribuidor de hortigranjeiros do Rio Grande do Sul, por meio de um Termo de Cooperaração entre distintas intsituições, busca viabilizar e operacionalizar o “Banco de Alimentos na CEASA/RS”, visando combater o desperdício de alimentos, através do aproveitamento de excedentes não comercializados de hortigranjeiros, bem como através de doações de alimentos. Além disso, por meio de um programa voltado para sustentabilidade e aproveitamento de resíduos, a CEASA objetiva também despertar a consciência ambiental dos funcionários, visitantes e colaboradores. Site: http://www.ceasars.com.br/ |
Grupo 4: Estratégias inovadoras para produção e consumo
Este grupo busca agregar experiências com práticas inovadoras tanto no contexto de produção como do consumo, estabelecendo acordos tácitos específicos entre produtores, consumidores e outras instituições. Nestas iniciativas, existe uma forte valorização de sistemas de produção e consumo a nível local, de forma a fomentar práticas ambientalmente coerentes e socialmente justas.
Mediadora: Profa. Dra. Flávia Charão Marques [Agronomia e PGDR/UFRGS]
| Grupo de Integração Agroecológica (GIA) – Potira Preiss | O Grupo de Integração Agroecológica – GIA foi criado em agosto de 2011 é um grupo composto por famílias agricultoras do Assentamento Filhos de Sepé em Viamão e famílias de consumidores de Porto Alegre. Através da compra semanal de produtos agroecológicos colabora em um processo de comercialização direta que estabelece uma elação de fidelidade e solidariedade entre os consumidores e produtores, com a intenção de incentivar e viabilizar o processo de transição agroecológica, através da re-conexão e integração entre consumidores e produtores, entre rural e urbano. |
| Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANCs) – Profa. Dra. Ingrid Barros [Agronomia/UFRGS] | Relato sobre pesquisas e uso de plantas alimentícias não-convencionais (PANCs). No Brasil, há poucos estudos sobre essa flora alimentícia, com poucas espécies conhecidas. Um estudo desenvolvido na Região Metropolitana de Porto Alegre identificou 1.500 espécies nativas, sendo que 311 delas (21%) possuem potencial alimentício e 253 (76%) foram consumidas e ou experimentadas no estudo mencionado. Os resultados mostram o potencial alimentício de espécies autóctones subutilizadas, cujo aproveitamento econômico poderá contribuir para o enriquecimento da dieta alimentar humana e o incremento da matriz agrícola brasileira e ou mundial. |
| Agricultura Urbana – Projeto Cidades sem Fome – Regis Eder Neu | A Organização Cidades sem Fome atua desde 2004 com o Projeto de Hortas Comunitárias, desenvolvendo hortas em áreas sem utilização específica, principalmente na zona leste de São Paulo e com a participação de populações que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Atualmente há 21 núcleos de hortas implantados e mais de 700 pessoas diretamente beneficiadas. Site: www.cidadessemfome.org |