
Prof. André Lemos (Lab404 – PPGCOM/UFBA) publicou um artigo que trata do momento que nos encontramos em relação a um dos dilemas da cultura digital: a dataficação da vida. Leitura recomendadíssima.
Resumo
Este artigo discute a dataficação da vida na atual fase de desenvolvimento da cultura digital a partir de três eixos: relações sociais, conhecimento e natureza. A dataficação se dá no rastreamento das relações sociais mediadas por plataformas digitais e como “requisição” do mundo sob a forma de dados operacionalizáveis em dois amplos domínios: a natureza e o conhecimento. A primeira forma de requisição é produzida pela retirada de minério e energia para a produção de equipamentos e para alimentar a captura, o tratamento, a circulação de dados. A segunda é a tradução do mundo em dados, gerando uma algocracia epistocrática que pode decidir sobre o conhecimento e a gestão da coisa pública. Relacionando a dataficação da vida como os quatro bios aristotélicos e com a comunicação a partir do seu modo de existência, podemos concluir que ela não pode ser reduzida nem a toda a esfera da comunicação, nem ser identificada a um bios midiático. A dataficação da vida está na base da comunicação contemporânea e é transversal aos quatro bios.
https://revistaseletronicas.pucrs.br/index.php/civitas/article/view/39638
Lemos, A. (2021). Dataficação da vida. Civitas – Revista De Ciências Sociais, 21(2), 193-202. https://doi.org/10.15448/1984-7289.2021.2.39638

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