Chiharu Shiota – Fios que tecem memórias


Shiota nasceu em 1972 em Kishiwada, Osaka, no Japão, se mudou para Kyoto, para estudar na Kyoto Seika University. Posteriormente a artista fez intercâmbio na Austrália, e vive desde 1996 em Berlim onde estudou com a artista Marina Abramović.

A artista japonesa, Chiharu Shiota, em sua instalação "Cartas de Agradecimento", a partir no Sesc Pinheiros.

Chiharu Shiota trabalha recorrentemente com grandes instalações, criando uma espécie de teia gigante, nas quais utiliza desde objetos como linhas, malas, janelas, camas ou até mesmo sapatos velhos, empilhando, amarrando ou os pendurando no espaço expositivo para explorar a noção de memória e a sua correlação com esses dispositivos.

Após uma trajetória internacional com mostras em países como Estados Unidos, Espanha, Ucrânia, Rússia, Itália e Coreia do Sul, Shiota finalmente ganhou reconhecimento em seu país de origem.

 

A Room of Memory,2009, Century Museum of Contemporary Art, Kanazawa

A Room of Memory, 2009, Century Museum of Contemporary Art, Kanazawa

 

“Eu ainda era muito jovem, tinha 23 anos, e é muito difícil se tornar um artista no Japão. Decidi estudar um pouco mais, na Alemanha”, conta.

Em um de seus trabalhos exposto na Bienal de Veneza em 2015, a artista construiu uma instalação com 50 mil chaves que pendem de uma teia de fios vermelhos. Em São Paulo, em exposição no SESC Pinheiros em 2015, a artista utiliza do mesmo fio para criar uma outra instalação com pares de sapatos e malas penduradas. Em um outro trabalho, Shiota utiliza de um fio preto criando uma enorme teia formada por milhares de cartas manuscritas por voluntários brasileiros.

“Nunca pretendi oferecer ao público uma mensagem racional”, observa a artista. “Antes, sempre desejei criar uma impressão emocional, permitindo às pessoas que sintam primeiro o impacto visual para depois refletir sobre a obra.”

 

“Dialogues”, 2014, Chiharu Shiota

“The Key in the Hand”, Chiharu Shiota, 56ª. Bienal Internacional de Veneza.

Obra de Chiharu Shiota na Suíça.

“Accumulation-Searching for the Destination”, 2012, Marugame Genichiro-Inokuma Museum of Comtemporary Art/Japan.

“Dialogue from DNA”, 2004, Manggha, Centre of Japanese Art and Technology/Poland

.

 

 

 

 

 

 

 

O trabalho da artista Shiota reflete sobre temas como memória, espacialidade, representatividade e afetividade, estimulando o público a refletir sobre a relação entre os objetos, as possíveis conexões entre eles e as próprias experiências do espectador. Ao percorrer suas instalações, o público adentra o imaginário poético, normalmente criado com a ajuda de muitos voluntários, para enfim arquitetar sua obra, formando um caminho, por onde pode-se ver e sentir um pouco da intimidade da artista e pensar sobre temas que dizem respeito a todos nós.

Que fios tecem nossas memórias?

 

Vídeos:

Venice Biennale 2015:

Labyrinth of Memory:

Chiharu Shiota installation – time lapse vídeo:

İlk Ev:

After the Dream:

Sleeping is like death:

 

Referências:

http://www.chiharu-shiota.com/en/
http://www.parqmag.com/?p=38818 http://www.sescsp.org.br/online/artigo/9421_CHIHARU+SHIOTA+CONHECA+A+ARTISTA#/tagcloud=lista http://cultura.estadao.com.br/noticias/artes,chiharu-shiota-cria-obras-com-doacoes-de-objetos-pessoais,1756825 http://2015.veneziabiennale-japanpavilion.jp/en/information/


Leave a comment

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

One thought on “Chiharu Shiota – Fios que tecem memórias