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Premiação na Expointer!

Temos a honra que anunciar o Professor Doutor Laerte Ferreiro, como premiado na categoria Inovação e Tecnologia Rural no prêmio O futuro da Terra.

Laerte Ferreiro é professor da faculdade de Medicina Veterinária e editor-chefe da revista Acta Scientiae Veterinariae.

TÂNIA MEINERZ/JC

Fonte: Jornal do Comércio
“O prêmio O Futuro da Terra, realizado pelo Jornal do Comércio em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), chega na sua 27ª edição com o objetivo de valorizar o desenvolvimento de iniciativas que promovem a produtividade do agrongócio e a preservação ambiental ambiental no campo. O evento ocorre na Expointer, em 28 de agosto.

Quase três décadas depois da primeira edição, a premiação contempla cientistas, pesquisadores, produtores rurais, instituições e empresas que se destacam por suas iniciativas em cinco categorias: Prêmio Especial, Cadeia de Produção e Alternativas Agrícolas, Inovação e Tecnologia Rural, Preservação Ambiental e Startup do Agronegócio.

Criado em 1997, o prêmio se baseia em critérios técnicos para a seleção dos agraciados. Para isso, conta com a participação do Comitê de Ciências Agrárias da Fapergs. A seleção destaca o trabalho de quem mais têm contribuído para o desenvolvimento do agronegócio e a preservação ambiental no Rio Grande do Sul, através de práticas inovadoras e sustentáveis.

Para o diretor de Operações do Jornal do Comércio, Giovanni Jarros Tumelero, promover uma homenagem dessa magnitude junto com a Fapergs é uma forma de incentivar os pesquisadores do agronegócio e colaborar com o desenvolvimento econômico do Estado. ”

Leia a reportagem na íntegra:: Prêmio: O futuro da Terra

Pioneirismo em estudos de fungos de animais domésticos e silvestres

A trajetória profissional de Ferreiro teve início em 1974, na Embrapa, desenvolvendo atividades no Centro de Pesquisas Zoopatológicas (CPZ) em Recife (PE). “Na época era início da Embrapa e não tinha concurso, meu nome foi indicado. Fui para Brasília e fiz uns testes e a política era trocar o pessoal de região, e eu fui mandado para Recife“, relembra. O primeiro campo de pesquisa foi com aves, fazendo diagnóstico e bacteriologia.

A partir de um estágio, Ferreiro começou a se aprofundar no estudo de fungos. Na sequência, por intermédio da Embrapa, foi enviado para os Estados Unidos onde fez pós-graduação em Davis, na Universidade da Califórnia. Embora fosse apenas recém-formado, trabalhou no laboratório do Hospital Veterinário de Davis, sendo o responsável pela parte de diagnóstico.

Após o Mestrado e de volta ao Brasil, entre 1978 e 1979, desenvolveu pesquisas no Centro Nacional de Gado de Leite (CNPGL) da Embrapa, localizado na época em Coronel Pacheco (MG). As pesquisas se concentraram na etiologia bacteriana da mastite bovina na região da Zona da Mata, além de aspectos da produção, composição e qualidade do leite em cooperação com a Emater e o Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT) – EPAMIG, situado em Juiz de Fora.

A atuação junto à Ufrgs começou em 1980, quando foi cedido para a FaVet, Faculdade de Veterinária, trabalhando no Setor de Patologia e Terapêutica das Doenças Infecciosas. “Comecei a dar aula de Micologia e diagnóstico, até então não havia nada disso. O clínico de pequenos animais e o de grandes animais não pensava porque não tinha na sua base essa suspeita de micose”, explica.

Professor concursado na Faculdade da Ufrgs desde 1985, Ferreiro foi o precursor e é até hoje o responsável pelo Setor de Micologia na Favet. Juntamente com os colegas veterinários professor Janio Morais Santurio (UFSM) e professor Mário Carlos de Araújo Meireles (UFPel), pesquisadores e orientadores de vários ex-alunos que lecionam micologia em diversas universidades no Brasil, é um dos primeiros a se dedicar aos estudos de micoses dos animais domésticos e silvestres.

Em 1997, começou a atuar no PPGCV na comissão organizadora do Doutorado e de diversas Comissões do PPG. Orientou pesquisas sobre micoses dos animais domésticos e silvestres (aspectos clínicos e experimentais – com ênfase em dermatofitose, esporotricose, pitiose, pneumocistose, aspergilose, malasseziose, candidose, criptococose e mastites micóticas em ovelhas e vacas), além de testes de susceptibilidade antifúngica.

Ferreiro coordenou a área de Micologia Veterinária em diversos workshops, simpósios e congressos, inclusive em eventos de abrangência nacional. Até o ano de 2020, quando encerrou as atividades de Orientador, conduziu 27 Mestrados, 14 Doutorados, 3 Pós-Doutorados e dezenas de bolsistas de Iniciação Científica (IC), Extensão e de Trabalho.

Leia a reportagem na íntegra: Pioneirismo em estudos de fungos de animais domésticos e silvestres.