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Educação

Confira quais propostas o atual prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, cumpriu na área da Educação.


Promover a formação continuada dos profissionais da Educação Infantil.

Promessa consta no programa de governo.

Checagem: O projeto Educação Transformadora, lançado pelo Pacto Alegre em agosto deste ano, visa qualificar os professores da prefeitura, mas ainda não foi colocado em prática. Inicialmente, as atenções do projeto devem voltar-se à Educação Infantil. A parte mais avançada das negociações diz respeito à qualificação de professores e gestores das escolas comunitárias da Capital.


Realizar ações para que cada aluno recupere a progressão de séries, garantindo que o estudante esteja localizado no ano adequado à sua idade.

Promessa consta no programa de governo.

Checagem: Os últimos dados registrados de distorções de idade e série são de 2014. A Prefeitura foi procurada e não retornou até a data de publicação da reportagem.


Executar programa permanente de manutenção da infraestrutura de ensino no município.

Promessa consta no programa de governo.

Checagem: Até agora a Prefeitura ainda não reformou infraestruturas de ensino. Entretanto, afirmou que, com a venda de parte da folha de pagamento do funcionalismo à Caixa Federal, reformará 78 escolas municipais. Dentre as atividades, haverá melhoria nas instalações elétricas, manutenção e execução de quadras esportivas, ampliação e compra de equipamentos das unidades de ensino.


Estruturar o currículo das escolas públicas, criar um padrão de ensino com os professores e realizar avaliações periódicas de aprendizagem para alcançar índices propostos pelo Ideb.

Promessa feita em debate da BAND no dia 8 de setembro de 2016.

Checagem: Ainda não foi estruturado novo currículo nas escolas públicas nem estruturado um padrão de ensino. Entretanto, a avaliação da Aprendizagem dos Alunos do Ensino Fundamental foi instituída 100%. Já a avaliação das Escolas Infantis alcançou 32,56% do total. A Prefeitura também não conseguiu alcançar índices propostos pelo Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). A média da rede municipal nos anos iniciais em 2019 foi de 4,9, enquanto a meta era de 5,6, e, nos anos finais, a nota foi de 3,7, sendo que a meta era de 5. Em 2015, as médias foram de 4,6 e 3,8, respectivamente. Em 2017, Porto Alegre não teve a média calculada porque a prova foi aplicada durante uma greve dos municipários e não houve adesão suficiente. A Prefeitura foi procurada e não retornou até a data de publicação da reportagem.


Ampliar oferta de pré-escola na faixa etária de 4 a 5 anos, de educação em tempo integral e de reforço no contraturno escolar.

Promessa para UOL publicada em 30 de setembro de 2016.

Checagem: O total de vagas ofertadas pela prefeitura para a pré-escola (faixa etária de 4 a 5 anos) em Porto Alegre em 2020 foi de 16.783, número maior do que o de 2016, quando a capital gaúcha teve 16.661 vagas. A oferta corresponde ao total de vagas à disposição da população, incluídas as matrículas efetivadas e livres. Ou seja, houve ampliação. Já em relação ao contraturno escolar, a Prefeitura estabeleceu projetos como o com a Agência Besouro para que cerca de 400 alunos de quatro escolas municipais de Ensino Fundamental participem de iniciativa pioneira que combina arte, novas tecnologias e inovação educacional. As aulas começaram em agosto de 2019. Sobre a educação em tempo integral, ainda não foi feito o prometido. Inclusive, o percentual de alunos da educação básica pública que pertencem ao público alvo da ETI (Educação em Tempo Integral) e que estão em jornada de tempo integral reduziu em 12,5%, entre 2016 e 2018. Em relação ao número total, em 2016, 10,8% dos alunos de educação básica pública que pertencem ao público alvo da ETI estavam efetivamente nesse tipo de escola. Em 2018, o número diminuiu e ficou em 9,4%. A Prefeitura foi procurada e não retornou até a data de publicação da reportagem.


Tornar creches próximas das residências das famílias e locais com grande fluxo de trabalhadores. 

Promessa consta no programa de governo.

Checagem: Durante a gestão Marchezan não foram construídas novas creches em Porto Alegre. Além disso, não há dados que apontem objetivamente que houve descentralização da oferta de vagas nas creches, pois não há um mapeamento que indique que as vagas foram ocupadas de forma descentralizada. A prefeitura afirma que esse processo se deu por meio de parcerias com OSCs (organizações da sociedade civil) na gestão de escolas infantis e ampliação de vagas em creches e pré-escolas na rede municipal. A Prefeitura foi procurada e não retornou até a data de publicação da reportagem.


O Humanista também checou promessas relacionadas à Saúde, Segurança, Cultura, Emprego, Gestão Pública,  Infraestrutura da Cidade, Sustentabilidade e Questões Sociais. Confira!


FOTO DE CAPA: Banco de imagens Pixabay

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