JU é reconhecido em prêmios de Jornalismo

Por dentro do JU | Além de receber menção honrosa no Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, repórteres também são finalistas em outras duas distinções

*Foto: Ana Paula Tavora e Cristiane Miglioranza, repórteres do JU (Crédito: Pietro Scopel/JU)

A equipe do JU recebeu, nesta quarta-feira (10), menção honrosa na 42.ª edição do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo. Escrita pelas repórteres Ana Paula Tavora e Cristiane Miglioranza, a reportagem “Documentos encontrados no Centro Acadêmico do Direito evidenciam perseguição a estudantes na ditadura militar” foi agraciada na categoria Universitária.

A matéria foi publicada em janeiro de 2025 e destaca arquivos encontrados no Centro Acadêmico André da Rocha (CAAR), da Faculdade de Direito, que relatam a perseguição a estudantes da UFRGS durante a ditadura civil-militar. Os documentos foram entregues à Comissão da Memória e da Verdade Enrique Serra Padrós da Universidade, que busca reunir, organizar e disponibilizar registros relativos às violações dos direitos humanos ocorridos na Universidade entre 1964 e 1988.

Da esquerda para a direita: Tatiany Lukrafka (JU), Mírian Barradas (JU), Rodrigo Puggina (Conselheiro Estadual e Coordenador da Comissão de Direitos Humanos Sobral Pinto da OAB/RS), Cristiane Miglioranza (JU), Ana Paula Tavora (JU) e Carolina Konrath (JU)

O JU é um dos finalistas do 7.º Prêmio Livre.jor de Jornalismo-Mosca na categoria Universitária. Publicada em 18 de setembro, a reportagem Sobreviventes da covid-19 e familiares de vítimas aguardam justiça e reparação cinco anos após o início da pandemia, escrita por Ana Paula Tavora, concorre junto a outros 21 textos escritos por estudantes de Jornalismo de todo o país. Partindo dos processos originados pela CPI da covid, a apuração de Ana Paula identificou que as ações foram arquivadas ou seguem pendentes de julgamento. A repórter também entrevistou sobreviventes e familiares de vítimas da covid-19, além de especialistas no assunto, para destacar a importância de uma política de memória e reparação.

Já no Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo, em sua 67ª edição, duas reportagens veiculadas no JU estão entre as finalistas na Categoria Universitária para Reportagem em Texto. São elas: Gerontologia ambiental traz alternativas para o envelhecimento seguro em meio às mudanças climáticas, de Francisco Avelino Conte, e O que afasta os jovens do ensino superior?, de Rafaela Bobsin e Júlia Cristofoli Campos. Os ganhadores serão conhecidos nesta sexta-feira, 12, a partir das 10h, em cerimônia no auditório da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

Sobre os prêmios

O Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo é uma promoção do Movimento de Justiça e Direitos Humanos e a Ordem dos Advogados do Brasil / RS, com apoio da Regional Latino Americana da União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação (Rel UITA), a Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (ARFOC-RS) e a Caixa de Assistência dos Advogados – RS (CAARS). A 42.ª edição recebeu a inscrição de 285 trabalhos.

Já o Prêmio Mosca é uma iniciativa da Agência Livre.jor, que valoriza reportagens baseadas em dados e documentos oficiais. Neste ano, ocorreu a 7.ª edição do prêmio, em que foram 211 inscritos, sendo 62 na Categoria Universitária.

O Prêmio ARI-Banrisul de Jornalismo é o maior prêmio do jornalismo gaúcho e tem por objetivo estimular o trabalho de profissionais e estudantes nas diversas áreas de jornalismo. No ano passado, o JU também foi reconhecido no Prêmio ARI, recebendo o segundo lugar na categoria Universitária com a reportagem “Mais que um dito popular: iniciativas buscam resgatar o papel do butiá, fruta nativa do RS”, de Rafaela Bobsin.