Quilombos Urbanos: onde o passado, o presente e o futuro das tradições de origem africana dialogam

Memória | Reportagem publicada pelo JU em dezembro de 2020 conta a história de comunidades quilombolas de Porto Alegre

*Foto: Flavio Dutra/Arquivo JU

“A nossa história não é contada nas escolas nem nas faculdades, porque não é interessante. É sempre a visão eurocêntrica. Então só mudando isso a gente vai conseguir melhorar. A gente só é lembrado no dia 20 de novembro… Será que foi só isso? A faculdade mais antiga do mundo fica na África. Quantos inventores negros nós temos? Todo mundo sabe quem inventou o avião, o telefone, mas para o que um negro criou não é interessante dar notoriedade”. É o que reflete Sandro Lemos, referência do Quilombo Lemos, em reportagem publicada em 2020 no JU.

O texto da repórter Bárbara Lima aponta que os territórios quilombolas fazem parte da história de Porto Alegre e ligam o passado, o presente e o futuro de tradições de matriz africana na cidade. No bairro Sarandi, por exemplo, 270 famílias vivem e se organizam no Quilombo dos Machado, e, atualmente, Porto Alegre reconhece oito quilombos urbanos.

Esses territórios resistem pela atuação em rede de solidariedade tanto para garantir a sobrevivência e os itens de primeira necessidade como para garantir os direitos básicos de acesso à saúde, educação, lazer e moradia – esse último direito constantemente atacado pelo poder público e pela especulação imobiliária.

Conheça um pouco da história da população e dos territórios quilombolas de Porto Alegre na reportagem, publicada no site do JU em dezembro de 2020.