Carta aos leitores | 01.09.22

Nesta semana que antecede a data que marca o nascimento do Brasil dito independente, é emblemática a finalização do restauro da fechada do prédio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, após o incêndio ocorrido há quatro anos. O edifício, portanto, segue de pé, mas a memória e uma parte significativa da pesquisa que lá foi e é desenvolvida não pôde ser recuperada. Nesse sentido, o acontecimento ocorrido há 4 anos bem pode ser a metáfora do que fomos, somos e podemos ser como nação: é preciso observar de modo analítico o que vivemos e, a partir daí, buscar rumos melhores. E justamente tendo isso em vista é que jornais universitários, como o JU, buscam contribuir para a missão das instituições federais de ensino superior no que se refere à produção, difusão e circulação do conhecimento.

Para colaborar com a composição desse conjunto de conhecimentos, a edição desta semana traz, na seção de artigos, um olhar sobre a biodiversidade do Bioma Pampa, a relação de jogos de tabuleiro com a aprendizagem e a história da torcida gay que animava o Grêmio nos anos 1970.  Nas reportagens, a cooperação da UFRGS com instituições africanas e latino-americanas e o crescimento proporcionado por
essas parcerias, e as questões vinculadas a bloqueios criativos – tais como estresse e transtornos mentais. E, na divulgação científica, o quanto a diversidade de espécies de borboletas é afetada pelo reflorestamento com árvores não nativas. No Perfil, a história do trompetista que integra a recém-inaugurada Orquestra Filarmônica da UFRGS e que mostra o quanto é possível seguir uma carreira musical, marcada por esforços e dificuldades. No JU Cultura, a artista da capa é Mariane Rotter, cuja produção fotográfica contribui para repensarmos muito o modo como vemos as coisas ao nosso redor.

Boa leitura!

*Foto: Flávio Dutra/JU